2019-05-23T19:00:47-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Bancos

BC injeta R$ 8,2 bilhões no sistema financeiro com liberação de depósito compulsório

Alteração nas regras envolve debêntures emitidas por empresas de leasing de conglomerados financeiros

23 de maio de 2019
19:00
Fachada do Banco Central do Brasil (BC); greve servidores
Imagem: Arnaldo Jr./Shutterstock

O Banco Central (BC) comunicou uma nova simplificação em uma das inúmeras regras que regem os depósitos compulsórios, dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no próprio BC. O efeito prático da medida será a liberação de R$ 8,2 bilhões ao sistema financeiro a partir de 15 de julho. Os depósitos compulsórios, em suas diferentes modalidades, totalizam cerca de R$ 400 bilhões.

A ação anunciada hoje tem um histórico relativamente longo. Até 2008, as empresas de leasing que pertenciam a conglomerados financeiros faziam a emissão de debêntures para captação de recursos, pegavam esse dinheiro e depositavam no banco relacionado, que depois fazia operações compromissadas com demais clientes.

Na prática, as instituições financeiras faziam uma arbitragem regulatória para escapar do compulsório.

A prática tomou corpo e chegou perto de R$ 400 bilhões antes de o BC instituir um depósito compulsório específico sobre essas intrincadas operações em janeiro de 2008.

Depois disso, em 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu a realização das operações compromissadas lastreadas nesses títulos emitidos pelas empresas de leasing. Houve um prazo de dois anos, até dezembro de 2018, para adaptação.

Agora, como não existe mais esse tipo de negócio, teremos essa liberação de R$ 8,2 bilhões. A mudança entrará em vigor no dia 1º de julho, com efeitos financeiros a partir do dia 15 de julho.

Em tese, isso significa mais dinheiro para os bancos ofertarem ao público, mas em um momento de demanda nada exuberante por crédito, esse dinheiro deve engrossar as operações compromissadas.

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