Menu
2019-12-30T12:45:33-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Resultado fiscal

Déficit acumulado no ano é o menor desde 2015, diz BC

Baldini citou ainda que a arrecadação de ICMS teve crescimento real de 1,3% de janeiro a outubro na comparação com o mesmo período de 2018.

30 de dezembro de 2019
12:16 - atualizado às 12:45
Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil - Imagem: Shutterstock

O chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Renato Baldini, avaliou nesta segunda-feira (30) que o déficit primário R$ 15,312 bilhões em novembro do setor público consolidado ficou bastante próximo do resultado do mesmo mês de 2018, que registrou saldo negativo de R$ 15,602 bilhões.

No entanto, no acumulado do ano até novembro, o déficit primário do setor público somou R$ 48,359 bilhões, bem menor que o rombo de R$ 67,125 bilhões do mesmo período de 2018.

"Esse é o menor déficit para os 11 primeiros meses do ano desde 2015, quando o déficit no período foi de R$ 39,5 bilhões", destacou Baldini.

Enquanto o Governo Central obteve um déficit primário de R$ 72,799 bilhões no ano, os governos regionais registraram superávit de R$ 22,332 bilhões de janeiro a novembro, sendo um saldo positivo de R$ 20,361 bilhões Estados.

"Isso significa que os Estados estão fazendo um esforço fiscal, mas não significa necessariamente que a situação (das contas estaduais) é boa. É preciso olhar o tamanho da dívida, que continua crescendo, mesmo em proporção do PIB. É um esforço para a situação parar de piorar", avaliou.

Baldini citou ainda que a arrecadação de ICMS teve crescimento real de 1,3% de janeiro a outubro na comparação com o mesmo período de 2018. Também houve aumento nominal de 7,9% nas transferências para Estados e municípios de janeiro a novembro na comparação com o mesmo período do ano passado.

Juros

Baldini destacou há que o pagamento de juros, de R$ 37,884 bilhões em novembro, foi parecido com a despesa de R$ 35,029 bilhões do mesmo mês 2018.

"Tivemos um resultado com swaps cambiais semelhante nos dois meses", destacou. "Já em relação a outubro deste ano, houve uma diferença maior devido às operações com swap. Excluindo essas operações, o resultado seria bem parecido", acrescentou. Em outubro, o pagamento de juros somou R$ 20,330 bilhões.

Em 12 meses até novembro, as despesas com juros atingiram R$ 369,270 bilhões (5,12% do PIB). "Esse é o maior porcentual desde maio deste ano, quando os juros em 12 meses chegaram a 5,46% do PIB", completou.

Depreciação cambial

Renato Baldini explicou também que a depreciação cambial de 5,5% em novembro reduzi a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) em 0,9 ponto porcentual em relação ao PIB no mês. A dívida líquida passou de 55,2% para 54,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro de 2019.

Já na Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), o efeito da desvalorização do real em relação ao dólar ocorre ao contrário, elevando o endividamento. A Dívida Bruta passou de 77,3% para 77,7% do PIB.

"A revisão na dívida bruta em relação ao PIB em outubro se deve a revisão no PIB pelo IBGE", completou. Até o mês passado, o BC computava um patamar de 78,3% do PIB para a Dívida Bruta em outubro.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Fome para crescer

Em mais uma aquisição, Magazine Luiza se fortalece em food services com a Plus Delivery

Segundo a varejista, plataforma de entrega de comida tem cerca de 1.500 restaurantes parceiros e atende mais de 250 mil clientes por mês

mercados hoje

Bolsa opera com alta volatilidade, à espera de fala de Powell; dólar avança

Mesmo com uma queda acentuada do petróleo nesta manhã, o setor vê a commodity nos maiores níveis desde o início da pandemia, com a retomada das atividades

O melhor do Seu Dinheiro

A rima das commodities, último capítulo da novela da MP da Eletrobras e outros destaques

A história não se repete, mas rima. Se Mark Twain fosse um analista do mercado financeiro, provavelmente seria um grande especialista em ciclos econômicos. Logo no começo da crise da covid-19, quem ousasse falar em investir em commodities ou ações de empresas produtoras de matérias-primas seria taxado de louco. As cotações de todas elas — […]

SINAIS DO BC

COMPARATIVO: Veja o que mudou na ata da reunião do Copom

Veja o que mudou e o que permanece igual na ata da última reunião do Copom — o BC elevou a Selic em 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano

Outro escorregão

Bitcoin perde os US$ 30 mil, menor patamar desde janeiro; Confira como anda o mercado cripto

Isso motivou a queda das dez principais criptomoedas do mercado, em especial do Dogecoin, que cai quase 25%

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies