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Grupo Pão de Açúcar deve lucrar R$ 446 milhões no 4º trimestre, segundo analistas; Via Varejo e Magazine Luiza também devem surfar na onda positiva
Mais uma semana da temporada de balanços começa e desta vez o destaque vai para as grandes varejistas. Ao todo, 18 empresas de peso devem soltar seus resultados. Entre elas estão Via Varejo, GPAe Magazine Luiza.
E para você não ficar perdido, fui atrás das estimativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg e reuni tudo aqui.
Confira a agenda com os balanços mais importantes da semana:

Depois ter acumulado uma queda no lucro do 3º trimestre de 2018 na comparação a 2017, a Via Varejo deve voltar a ganhar fôlego na visão de especialistas.
A expectativa é que o grupo acumule um lucro líquido de R$ 202 milhões ante os R$ 129 milhões registrado em igual período do ano anterior, alta de 56%.
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Na perspectiva anual, a empresa deve registrar um lucro líquido de R$ 246 milhões ante os R$ 149 milhões em 2017.
Em dezembro, a varejista anunciou a volta de Peter Estermann como diretor-presidente. Ele também está à frente da presidência-executiva do GPA.
Em entrevista ao "Broadcast", do Estadão, Estermann prometeu adotar "uma estratégia comercial agressiva" além de trabalhar no relacionamento com fornecedores da Via Varejo.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) deve seguir fluxo e lucrar R$ 446 milhões ante os R$ 296 milhões no trimestre anterior na comparação com 2017, segundo os analistas.
Em dezembro, a empresa iniciou o processo de saída da Via Varejo, da qual o GPA tinha uma participação de 43,23%. No mesmo mês, o grupo anunciou a ampliação de um plano de investimentos de R$ 1,8 bilhão.
O foco da nova estratégia estaria no atacarejo, da rede Pão de Açúcar, e com lojas de proximidade. Em janeiro, empresa anunciou que começaria a testar novas tecnologias que auxiliariam na logística da compra online, como usar mercadorias de lojas próximas aos consumidores para entregar pedidos feitos pelo site.
Os analistas também esperam uma alta de 9,05% no lucro líquido do Magazine Luiza, que deve chegar a R$ 180 milhões. No mesmo trimestre do ano anterior, a empresa acumulou R$ 165 milhões.
Em termos anuais, é esperado que a varejista tenha um lucro líquido de R$ 614 milhões ante os R$ 389 milhões registrados no ano anterior.
Em dezembro, a varejista anunciou a compra de três empresas de tecnologia, que abre caminho para expansão no varejo online.
O presidente da companhia, Frederico Trajano, afirmou que a estratégia do grupo será investir cada vez mais em 2019 após os já crescentes investimentos que ocorreram em 2018 e atingiram R$ 234 milhões. Mas o executivo não detalhou como se dará a expansão das lojas físicas.
Os resultados da Gerdau também devem mexer com o mercado. Analistas estimam que a empresa registre um lucro líquido de R$ 538 milhões ante os R$ 152,133 milhões do mesmo período no ano anterior.
Já em termos anuais, a expectativa é que a companhia lucre R$ 2,559 bilhões ante os R$ 522 milhões registrados em 2017.
Em 2018, a empresa teve uma melhora no seu desempenho operacional, o que fez a Moody's elevar seu rating. Em novembro, a companhia anunciou que investiria R$ 550 milhões em sua usina de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.
O foco do investimento lá, segundo o presidente da siderúrgica gaúcha, Gustavo Werneck, é transformar a unidade como uma protagonista para atendimento da indústria automobilística no Brasil.
Já a Gerdau Metalúrgica deve ter um lucro líquido de R$ 2,339 bilhões ante os R$ 658 milhões registrados no ano anterior, ainda segundo os analistas ouvidos pela Bloomberg.

No resto da semana, outras empresas de peso, como CVC, Localiza e Suzano, também soltam seus resultados. Separei todas as estimativas:

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