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O aval dos credores da companhia aérea à nova proposta coloca Gol e Latam na disputa e deve dar fim às pretensões da Azul de ficar com os ativos mais valiosos da Avianca
Depois de uma longa assembleia que se arrastou até a noite de ontem (5), os credores da Avianca decidiram aprovar o plano de recuperação judicial da companhia aérea.
A proposta prevê a divisão dos ativos da Avianca em sete estruturas chamadas de Unidades Produtivas Isoladas (UPIs). Seis delas contêm os direitos de uso dos horários de pouso e decolagem nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont, os chamados "slots", e uma delas terá os ativos referentes ao sistema de milhagem da Avianca, o programa Amigo.
Ao todo, o plano teve a adesão de 80% dos credores da empresa. Em nota, a Avianca afirma que essas sete UPIs serão leiloadas em data ainda a ser marcada.
O aval à nova proposta deve dar fim às pretensões da Azul de ficar com os ativos mais valiosos da companhia, incluindo os horários de pouso e decolagem nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont.
Em março, a Azul havia oferecido US$ 105 milhões para ficar com os ativos da Avianca e estava sozinha no páreo. Mas, com a mudança no plano de recuperação acertada pelo fundo Elliot, um dos principais credores da companhia, a Gol e a Latam entraram na disputa e se comprometeram a dar um lance de pelo menos US$ 70 milhões por uma das unidades.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o presidente da Latam, Jerome Cadier, negou que tenha entrado na briga apenas para atrapalhar os planos da rival. Mas o presidente da Azul, John Rodgerson, disse que a intenção das concorrentes ao avançarem sobre a Avianca é impedir que a empresa cresça no aeroporto de Congonhas (SP).
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Quem também se manifestou sobre a disputa pela empresa foi o Cade. Para o órgão, existem riscos à concorrência caso os ativos da Avianca sejam comprados por qualquer empresa que já atue no setor aéreo brasileiro. A preocupação é maior dos técnicos do Cade é se a compra for feita pela Gol ou pela Latam.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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