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Com o resultado, associação revisa estimativa de vendas desse tipo de carro para o ano, de 50 mil para 40 mil unidades.
O emplacamento de carros importados caiu 9,6% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018. No total, foram 16.219 veículos.
Com o resultado, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) revisou a estimativa de vendas desse tipo de carro para o ano, de 50 mil para 40 mil unidades.
No recorte de junho, a queda foi ainda maior, de 13,4% ante maio e de 11,1% na comparação anual. Ao todo, foram emplacados no mês passado 2.679 veículos.
As quatro montadoras associadas à Abeifa que produzem internamente - BMW, Caoa Cherry, Land Rover e Suzuki - tiveram crescimento de 44,1% nas vendas no semestre, na comparação com igual período de 2018 - totalizando 14.527 unidades. As projeções de venda nesse segmento específico (55 mil veículos em 2019) ficam mantidas.
O presidente da associação, José Luiz Gandini, afirmou que a queda recente no dólar ajuda o setor, mas ponderou que os carros que já estão nos navios, a caminho do Brasil, foram comprados com o câmbio desvalorizado.
Ele reclamou da instabilidade atual e disse que a aprovação das reformas da Previdência e tributária ajudaria a melhorar o ambiente. Gandini ainda disse acreditar que os benefícios do acordo entre Mercosul e União Europeia são incertos, por enquanto.
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O presidente da associação destacou que uma possível cota de 32 mil unidades anuais para veículos exportados da União Europeia para o Mercosul, a uma tarifa de 17,5%, conforme prevê as linhas gerais do acordo, ajudaria, mas é preciso entender o detalhamento.
Segundo Gandini, ainda será necessária uma regulamentação dos termos. E lembrou que há resistências, por exemplo, pelo lado da França. "Ninguém sabe nada ainda, precisamos ver quem realmente vai ser beneficiado", disse.
Gandini ainda disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu ao setor terminar o mandato com o imposto de importação menor, na casa dos 20%. Hoje, a taxa é de 35%. Mas, segundo ele, o ministro da Economia deixou claro que isso depende da aprovação de reformas estruturais.
*Com Estadão Conteúdo
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