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Na Argentina, novo ministro da Fazenda diz que objetivo é estabilizar o câmbio

Segundo Hernán Lacunza, as atuais flutuações cambiais não obedecem a fundamentos econômicos, mas, sim, a “movimentos especulativos”

20 de agosto de 2019
13:34 - atualizado às 16:23
Macri e o novo ministro da Fazenda
Presidente Mauricio Macri e o novo ministro de Fazenda, Hernán Lacunza - Imagem: Casa Rosada / Divulgação

O novo ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, afirmou nesta terça-feira, 20, que o objetivo principal do seu mandato é estabilizar o câmbio.

"Estamos em meio um processo eleitoral que não é indiferente aos mercados", comentou o economista, cerca de meia hora após ser jurado no cargo pelo presidente Mauricio Macri.

Segundo Lacunza, o importante é que o ponto de partida do próximo mandatário disponha de uma plataforma consistente e robusta para poder recuperar o crescimento.

Ladeado pelos componentes da nova equipe econômica, Lacunza apontou que a sua maior preocupação é que, há décadas, um terço dos argentinos está abaixo da linha da pobreza. Mas reconheceu que toda volatilidade observada nos mercados "repercute no bem-estar da população".

'Movimentos especulativos'

Fazendo frente a comentários recentes do favorito na eleição presidencial, o oposicionista Alberto Fernández, o novo ministro da Fazenda ressaltou que o câmbio está "amplamente acima do valor de equilíbrio".

Na sua visão, as atuais flutuações cambiais não obedecem a fundamentos econômicos, mas, sim, a "movimentos especulativos". Para ele, ainda que as especulações não sejam "ilegítimas", elas são "nocivas" ao normal funcionamento da economia do país.

Diante de todos os questionamentos rodeando o pedido de demissão do antigo ministro Nicolás Dujovne, principal articulador do acordo de resgate com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Lacunza reforçou que não será possível estabilizar o câmbio sem uma política fiscal responsável.

Ele informou, ainda, que entrou em contato com o organismo internacional e confirmou que a missão do FMI fará a visita - já programada desde antes do resultado das eleições primárias que suscitou a recente turbulência financeira, política e econômica - de revisão de metas "nos próximos dias".

Lacunza insistiu, como já defendera Macri, que as medidas anunciadas pela presidência após a derrota eleitoral "não põem em risco" as metas fiscais do governo para este ano, estabelecidas em acordo com o FMI.

Por outro lado, admitiu que os recentes resultados econômicos, medidos pelo crescimento e pela inflação, foram "inferiores ao esperado, por "herança, erros próprios e má sorte".

Em uma das várias referências à seara política, Lacunza lembrou que o presidente argentino convocou os demais candidatos a "preservar a estabilidade" acima das suas "ambições eleitorais, que são legítimas".

Fala Banco Central

O presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Guido Sandleris, disse hoje que a instituição continuará intervindo no mercado de câmbio por meio de leilões de dólares, que ultrapassaram US$ 500 milhões na semana passada, para defender a cotação do peso argentino.

Segundo Sandleris, o BC argentino vai manter sua política monetária restritiva e fará o possível para conter a volatilidade dos mercados e garantir a estabilidade financeira do país.

*Com Estadão Conteúdo 

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