Queda na venda de iPhones puxa lucro da Apple no 4º trimestre
Apesar do mau desempenho do iPhone, o mercado reagiu com otimismo ao balanço financeiro da companhia, com as ações subindo 5% em NY

A Apple confirmou as previsões e teve queda de 5% no faturamento entre outubro e dezembro de 2018, na casa de US$ 84,3 bilhões. A informação é do "Broadcast", do Estadão, desta quarta-feira, 30.
O mau desempenho foi puxado pela baixa venda de iPhones no último trimestre. Responsável por 61% do faturamento da empresa no período, a divisão de smartphones viu sua receita cair 15% em relação ao mesmo período de 2017.
A notícia já era esperada: no início do mês, as ações da empresa caíram cerca de 9% no pregão da Nasdaq - bolsa que reúne as principais empresas de tecnologia - depois que Tim Cook, presidente executivo da companhia, emitiu comunicado prevendo queda nas receitas.
Segundo ele, o principal motivo para isso foi a baixa venda de iPhones na China, um de seus principais mercados. No trimestre, a empresa reportou que teve queda de 26% na receita no país asiático.
Há razões para isso: a guerra comercial entre EUA e China, além de afetar a empresa, também provocou uma reação entre os consumidores chineses, que preferiram marcas locais e mais baratas, como Huawei e Xiaomi.
À agência Reuters, Cook disse que está otimista com a disputa EUA-China. Próximo do presidente Donald Trump, ele afirmou que “a tensão entre os dois países cai a cada mês”.
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O executivo afirmou ainda que estuda parar de basear o preço do iPhone em mercados fora dos EUA pelo câmbio do dólar. “Foi algo que nos atrapalhou e que pode melhorar nossas vendas”, disse Cook. É uma boa notícia para o Brasil, que há anos tem o iPhone mais caro do mundo - hoje, há aparelhos à venda por R$ 10 mil no País.
Serviços
Apesar do mau desempenho do iPhone, o mercado reagiu com otimismo ao balanço financeiro da Apple. Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa subiram cerca de 5%, cotadas em torno de US$ 163. Com isso, a Apple encerrou avaliada em cerca de US$ 770 bilhões - valor bem abaixo do US$ 1 trilhão alcançado pela empresa em agosto de 2018.
Há uma razão para isso: o setor de serviços, considerado por Tim Cook como o futuro da Apple, teve faturamento recorde no último trimestre.
Ao longo do período, a companhia faturou US$ 10,9 bilhões com plataformas como a loja de aplicativos App Store, o serviço de armazenamento na nuvem iCloud e o streaming de música Apple Music.
“As margens de lucro em serviços no trimestre foram de 62%, contra 38% para a Apple em geral. É relevante”, disse Joel Kulina, analista da consultoria Wedbush Securities.
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