Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Nicolas Gunkel

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP) com Nanodegree em Marketing Digital pela Udacity. Foi editor de Redes Sociais e repórter do site Exame, além de repórter no jornal Metro São Paulo.

TECNOLOGIA

A Apple está de volta? Ações da dona do iPhone disparam em 2019

A gigante de tecnologia passou por altos e baixos em 2018. Agora, entra em uma nova era e volta a se aproximar do trilhão de dólares. Veja o que esperam analistas

Nicolas Gunkel
1 de maio de 2019
13:54 - atualizado às 11:05
Logo da Apple
Apple: gigante de tecnologia se recupera de momento difícil - Imagem: shutterstock

A Apple parece ter deixado para trás um dos períodos mais turbulentos de sua história. O investidor que observar o gráfico da trajetória das ações da empresa entre meados de 2018 e os últimos pregões irá se deparar com um arco que mais parece uma grande cratera. Mas como a empresa comandada por Tim Cook foi do céu ao inferno, e ao céu novamente, em pouco menos de um ano?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em agosto do ano passado, a Apple foi a primeira empresa com ações listadas na Bolsa de Nova York a ultrapassar a barreira de US$ 1 trilhão de dólares - valor de mercado à época maior do que o de todas as empresas da Bolsa brasileira juntas.

Os sucessivos recordes de receitas e lucros da empresa, porém, logo deram lugar a previsões de que o inverno se aproximava para o principal produto da marca: o iPhone.

O ritmo cardíaco da Apple caiu

Em novembro passado, no mesmo dia em que anunciou um aumento de 20% nas receitas para o trimestre encerrado em setembro ante um ano antes, a Apple surpreendeu analistas com uma projeção mais modesta de vendas para o período tradicionalmente mais forte do calendário.

À desconfiança sobre o desempenho dos novos iPhones nas festas de fim de ano, somou-se a preocupação com o comunicado de que a empresa deixaria de divulgar o número total de vendas de seus produtos - e tornaria públicas apenas as receitas. A notícia alimentou rumores sobre uma iminente desaceleração nos resultados da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sinal amarelo passou para o vermelho dias depois, quando alguns dos fornecedores de peças da empresa também reduziram suas projeções financeiras. As ações da Apple entraram em forte viés de queda, e puxaram boa parte do setor de tecnologia junto.

Leia Também

Para manter a comparação com a Bolsa brasileira, a empresa da maçã perdeu, apenas em um mês, uma Vale e uma Petrobras em valor de mercado.

O fundo do poço do iPhone

O fundo do poço veio nos primeiros dias de 2019, quando um raro comunicado do CEO Tim Cook reduziu em mais US$ 8 bilhões as projeções de receita para o último trimestre de 2018, o primeiro do ano fiscal americano.

Entre as principais razões para a mudança, estava o ritmo fraco nos mercados emergentes, em especial na China, país com o qual as tensões haviam escalado por conta da guerra comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia seguinte ao alerta algo apocalíptico, as ações da Apple caíram quase 10%, a maior queda percentual diária em cinco anos. O recuo de US$ 72 bilhões em valor de mercado levou a ação da empresa à casa dos US$ 142, menor patamar em 18 meses. Em seu auge, o papel havia batido US$ 227.

Em entrevista ao Business Insider, um analista de Wall Street definiu aquele como “o dia mais sombrio da era do iPhone”.

A Apple de volta ao jogo

Como nem todo fundo do poço tem um alçapão, a Apple retomou uma trajetória de alta desde o início do ano. Em nível regional, a valorização da empresa foi puxada pelo otimismo com o fim da guerra comercial com a China, a queda dos estoques no país e o dólar mais fraco em relação ao yuan, que permitiu um corte no preço do iPhone.

Além disso, a previsão de queda nas receitas por analistas passou a ser considerada pessimista demais, o que melhorou a precificação do papel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bank of America ainda acredita que a Apple tem espaço para ampliar sua presença no segmento de smartphones entre 500 e 599 dólares, no qual possui apenas 34% de participação de mercado. Em modelos de mais de 900 dólares, a empresa já responde por 93% das vendas, o que pode sugerir um teto.

Juntam-se a esses fatores a já famosa lealdade dos consumidores à marca e o crescimento da classe média em países emergentes (na Índia, apenas 25% da população possui um smartphone. O maior rali das ações da Apple desde o início do ano veio, contudo, depois que a empresa anunciou seus novos serviços de entretenimento e finanças, no fim de março.

Balanço bem recebido

Nesta última terça-feira, o balanço da gigante foi muito bem recebido por investidores, que esperavam números ligeiramente mais modestos. A Apple reportou receita de US$ 58 bilhões no segundo trimestre fiscal dos EUA, uma queda de 5% em relação ao ano anterior, mas pouco acima das estimativas de US$ 57,4 bilhões do mercado. O lucro líquido da companhia foi de US$ 11,5 bilhões, 16,3% menor que um ano antes.

O destaque positivo foi o recorde da divisão de serviços, que pulou de US$ 9,9 bi para US$ 11,5 bilhões em um ano, acima das expectativas de US$ 11,2 bi dos analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a Apple informou que gastará US$ 75 bilhões em recompras de ações e aprovou um dividendo de US$ 0,75 por papel, o que representa uma elevação de 5% para os acionistas.

De olho no trilhão

Com valor de mercado de US$ 989 bilhões no momento em que essa matéria foi escrita, a empresa mira novamente o trilhão. Ao Market Watch, o capitalista de risco Gene Munster afirmou acreditar que as ações da Apple possam saltar 25% nos próximos 5 anos. Segundo ele, os analistas subestimam o potencial da maçã e a empresa de tecnologia deve ter o melhor desempenho do ano entre as chamadas FAANG (Facebook, Amazon, Netflix, e Alphabet).

Desde o início do ano, as ações da fabricante de smartphones subiram 27%, somando mais de 300 bilhões em valor de mercado. No acumulado do ano, o crescimento está atrás da rede social de Mark Zuckerberg e da plataforma da streaming de Reed Hastings, mas à frente da gigante de e-commerce de Jeff Bezos e da holding que controla o Google.

Outro analista ouvido pelo site americano, porém, é mais cético quanto à recuperação da companhia. Segundo Michael Hewson, analista chefe de mercado da CMC Markets, é difícil dizer se a nova fase de serviços da Apple vai compensar o fim da era de total dominância do iPhone.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E você, o que espera do futuro da Apple? Deixe sua opinião nos comentários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia