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Exportação de veículos cai e associação deve revisar projeções

Exportação de veículos, em unidades, caiu 30,7% em maio ante igual mês do ano passado, mostra balanço divulgado nesta quinta-feira, 6, pela Anfavea; crise na Argentina é apontada como razão

6 de junho de 2019
14:12 - atualizado às 14:14
Montadora de carros e veículos
Imagem: Shutterstock

A exportação de veículos, em unidades, caiu 30,7% em maio ante igual mês do ano passado, mostra balanço divulgado nesta quinta-feira, 6, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Foram 42,1 mil unidades vendidas ao exterior no mês passado, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume, se comparado a abril, representa alta de 20,7%.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirmou que as projeções da associação para exportação e produção de veículos em 2019 deverão ser revistas para baixo, em razão da crise da Argentina. O país é o principal destino das exportações.

"A crise da Argentina tem sido maior do que imaginávamos e o início da recuperação não vai acontecer no segundo semestre, como esperávamos inicialmente", disse ele.

As previsões atuais da Anfavea são de queda de 6,2% nas exportações, para 590 mil unidades, e de alta de 9% no volume produzido, para 3,14 milhões de unidades.

No acumulado de janeiro a maio, o volume de exportações caiu 42,2% em relação a igual período do ano passado. A produção, por sua vez, subiu 5,3%, no mesmo tipo de comparação, sustentada pelo avanço do mercado interno.

Em relação ao mercado interno, o desempenho tem sido semelhante ao que a Anfavea já projetava. A previsão para 2019 é de alta de 11,4%. No acumulado de janeiro a maio, o avanço foi de 12,5%.

Produção cresce 29,9% em maio

A produção de veículos cresceu 29,9% em maio ante igual mês do ano passado, ainda segundo a Anfavea. Foram 275,7 mil unidades produzidas no mês, soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. É o maior volume para o mês desde 2014, quando a produção chegou a 281,3 mil unidades.

Boa parte do crescimento é explicada pela greve dos caminhoneiros do ano passado, que ocorreu na segunda quinzena de maio. À época, o bloqueio das estradas obrigou todas as montadoras a interromper suas produções por alguns dias.

Em relação a abril, a produção do mês passado também teve alta, porém menos expressiva, de 3,1%.

No acumulado de janeiro a maio, as montadoras somam 1,241 milhão de veículos produzidos, expansão de 5,3% em relação a igual período de 2018. O crescimento só não é maior porque o setor enfrenta queda nas exportações, em razão da crise na Argentina, principal destino dos veículos exportados.

Menos emprego

Apesar do aumento na produção, as fabricantes eliminaram 146 vagas de emprego em maio. Em 12 meses, o saldo também é negativo, com o fechamento de 2.357 postos de trabalho. O setor terminou o mês passado com 130.008 funcionários, queda de 1,8% na comparação com o resultado de igual período do ano passado.

Nas vendas ao mercado interno, o balanço da Anfavea confirma números divulgados na segunda-feira pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os emplacamentos cresceram 21,6% em maio ante igual mês passado, para 245,4 mil unidades.

Em relação a abril, houve alta de 5,8%. Já no acumulado foram 1,085 milhão de unidades vendidas, aumento de 12,5% sobre o resultado de igual período do ano passado.

* Com Estadão Conteúdo 

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