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Apesar de o mês ter sido marcado pelo fim da produção de automóveis da Ford no País, a indústria automotiva montou em janeiro 199,7 mil unidades
Com a queda das vendas domésticas sendo compensadas pelo aumento das exportações, as montadoras abriram o ano marcando alta da produção no comparativo interanual. Apesar de o mês ter sido marcado pelo fim da produção de automóveis da Ford no País, a indústria automotiva montou em janeiro 199,7 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, 4,2% a mais do que no mesmo período de 2020.
Em relação a dezembro, contudo, houve queda de 4,6% na produção, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pela Anfavea, a entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.
Além da saída da Ford, o volume segue limitado por dificuldades de produção em razão da falta de peças nas linhas de montagem.
As vendas, um total de 171,1 mil veículos, foram as mais baixas desde junho do ano passado, quando os emplacamentos somaram 132,8 mil unidades. Na comparação com janeiro de 2020, os emplacamentos de veículos recuaram 11,5%.
Frente a dezembro, um mês sazonalmente mais aquecido, o recuo foi maior, de 29,8%.
O levantamento da Anfavea mostra ainda a abertura de 2,16 mil vagas de trabalho pelas montadoras de veículos no mês passado, ainda sem contar as demissões a serem feitas pela Ford, que ainda negocia a rescisão de seus funcionários com sindicatos.
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Destaque positivo do balanço, as exportações de veículos subiram 21,9% em janeiro na comparação anual, chegando a 25 mil veículos, cujos embarques são destinados, em sua maioria, à Argentina. Frente a dezembro, contudo, as exportações caíram 34,8%.
Neste mês, os números da indústria de tratores e equipamentos de construção, que fazem parte do balanço da Anfavea, não entraram no levantamento em razão do desligamento da John Deere da associação. O setor deve retornar às estatísticas assim que a entidade terminar de rever suas séries sem a John Deere.
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