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2019-11-26T15:47:46-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Operação de R$ 5 bilhões

Hapvida compra o Grupo São Francisco e chega com tudo à região Sudeste

A Hapvida Saúde deu um importante passo em sua estratégia de expansão geográfica e anunciou a compra do Grupo São Francisco, de forte atuação no interior de São Paulo, por R$ 5 bilhões

7 de maio de 2019
15:17 - atualizado às 15:47
Fachada do Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto (SP)
Fachada do Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto (SP) - Imagem: Divulgação

O setor de fusões e aquisições segue aquecido no Brasil. Após a compra da Netshoes pelo Magazine Luiza, e do BAC Florida Bank pelo Bradesco, uma nova operação do tipo movimenta o mercado nesta terça-feira — e, desta vez, o setor de saúde é o protagonista.

No meio da tarde desta terça-feira (7), a Hapvida confirmou a aquisição do Grupo São Francisco, de forte atuação no interior de São Paulo e na região Centro-Oeste — e as ações da empresa dispararam na B3, fechando o pregão em alta de 7,06%, a R$ 32,75.

A transação foi fechada por R$ 5 bilhões. Deste montante, R$ 4,75 bilhões serão pagos em dinheiro — os R$ 250 milhões restantes envolvem papéis da Hapvida que serão entregues aos acionistas do Grupo São Francisco.

A Hapvida atua no segmento de saúde suplementar, com foco geográfico no Nordeste do país e em alguns estados da região Norte, como Amazonas e Pará. Assim, a compra representa um passo importante nos planos de expansão da empresa para outros mercados, em especial a região Sudeste.

O Grupo São Francisco possui uma série de ativos na área de saúde, com destaque para o Hospital São Francisco, um dos maiores hospitais particulares da região de Ribeirão Preto (SP). Ao todo, o conglomerado administra uma carteira de planos de saúde e odontológicos de, aproximadamente, 1,8 milhão de vidas, encerrando o ano de 2018 com receita líquida de cerca de R$ 1,5 bilhão.

Já a Hapvida teve receita líquida de R$ 4,576 bilhões no ano passado, cifra 18,9% superior à registrada em 2017 — o lucro líquido da empresa somou R$ 788,3 milhões, alta de 21,2% na base anual.

Em relatório, o Bradesco BBI diz que a aquisição é interessante para a Hapvida do ponto de vista estratégico, mas pondera que a integração possui riscos de execução, dada a pouca experiência da empresa na integração de ativos de grande porte.

A Hapvida reportará seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2019 nesta quarta-feira (8), após o fechamento do mercado. A teleconferência com analistas e investidores está marcada para o dia 9, às 11h.

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