🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Rumos incertos

Mercado erra ao ‘subestimar’ riscos com Bolsonaro, diz ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil

Para Paulo Leme, mercado está subestimando a governabilidade de Bolsonaro ao achar que candidato é melhor que seu principal adversário, Fernando Haddad (PT)

Leme disse que mercado erra ao achar Bolsonaro melhor que Haddad já que, para ele, ambos "são péssimos"Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ao preferir o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao petista Fernando Haddad (PT), o mercado financeiro está "grosseiramente subestimando os riscos futuros", diz o economista Paulo Leme, professor visitante na Universidade de Miami.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, os investidores estão desconsiderando a falta de habilidade política de Bolsonaro, que deverá pesar na hora de aprovar reformas no Congresso. O economista, ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil, afirma que ambos os candidatos são "péssimos" e a tendência é de deterioração ainda maior do cenário econômico e político brasileiro. "Em resumo, eu vendo", diz, o economista, usando um jargão do mercado financeiro, que faz referência à aposta de que os ativos vão se desvalorizar. Veja a entrevista:

Em abril, o sr. disse que a probabilidade de um candidato do establishment ser eleito era de 60%. O que ocorreu que os 40% prevaleceram?
O mesmo fenômeno que vimos nos EUA e no mundo inteiro. Os formadores de opinião e de preços de mercado não estão conectados com a realidade do País. O Brasil está dividido mais para a esquerda e para a direita do que no centro. E foi nessa leitura que errei grosseiramente. Eu achava que dois terços (da população) estavam no centro. Mas, na realidade, não passa de 20%.

Não houve também uma confusão no mercado entre desejo e realidade?
Acho que sim. Uma coisa é o que você gostaria e outra é a realidade. Mas houve um viés. Esse foi o passado. E o futuro será igual. O mercado está precificando o Haddad como o cenário ruim e, goste ou não goste do Bolsonaro, acha que ele não é tao ruim. Novamente o mercado está grosseiramente subestimando os riscos futuros. O que tem de ser feito no País de ajuste fiscal e reformas para retomar crescimento e distribuição de renda precisa de habilidade política, o que não vejo nesse candidato. Espero estar errado. O mercado está recaindo em um novo erro ao subestimar a dificuldade de governar, da mesma maneira que superestimou o PIB no começo do ano, superestimou a chance do centro ganhar as eleições e de ter um candidato reformista.

Haddad seria uma opção melhor? Teria capacidade política e interesse em reformas?
Não estou dizendo que seria melhor. O mercado está achando que Bolsonaro seria melhor que Haddad. Eles são péssimos, cada um por suas razões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há quem veja o Haddad como um petista moderado...
Acho difícil. Acho que serão as mesmas pessoas (dos governos petistas anteriores) fazendo as mesmas coisas e com resultados piores, porque o País está em condições piores.

Leia Também

UM DIA (QUASE) HISTÓRICO

Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF

ELEIÇÕES 2026

Lula amplia vantagem e volta a ficar numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus

Há então uma responsabilidade dos políticos de centro, que não se uniram para lançar uma candidatura competitiva?
Acho que há uma desconexão. As lideranças não fizeram as escolhas acertadas, não só de candidatos como também de coalizões. Há também a questão de que a correia de transmissão está quebrada. Não há formações de novos líderes na velocidade suficiente para preencher esse vácuo deixado penosamente pela Operação Lava Jato.

O sr. está pessimista com os dois candidatos com maior intenção de votos. Acha que a situação vai se deteriorar ainda mais?
Em resumo, eu vendo. Dados os desafios, que são enormes, e que existe uma dificuldade de representatividade política, vai ser uma surpresa para mim, se der certo.

O sr. já falou da necessidade de se fazer ajuste fiscal, mas cuidando do crescimento. Como o novo governo pode fazer isso?
O equilíbrio fiscal tem de ser (buscado) muito rápido e com corte de gastos. Não tem mais ajuste gradual viável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com aumento de imposto também?
Tem de ser muito mais na parte de corte de gastos, de subsídios, de transferências. Você vai preencher o outro lado (de receitas) via crescimento da economia. Tem de cuidar de toda a parte estrutural para aumentar a produtividade, o investimento e o consumo privado. Pelo lado da produtividade, você pode fazer no dia zero: cortar barreiras alfandegárias. Isso barateia importação de máquinas. Tem de ter uma reforma bancária abrangente para aumentar o volume de crédito e reduzir o seu custo. Vai ter de atacar um problema grave de falta de concorrência do setor privado brasileiro. Por último, tem de ter um esforço em mecanismos que atraiam segurança jurídica, regulatória, investimento privado estrangeiro para um grande aumento de obras de infraestrutura, para poder estimular investimento.

Na Argentina, quando Macri chegou ao poder, o mercado comemorou. O projeto dele era estabilizar a economia para atrair investimento estrangeiro, que não chegou. Isso pode ocorrer aqui? A Argentina é um excelente exemplo de que só papo não cola. Lá, não teve ajuste fiscal nenhum. Ele não fez absolutamente nada do que prometeu. O setor privado, o investidor estrangeiro, vai querer ver para crer, não o contrário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 11 de setembro de 2026 - 9:04
O presidente do STF, Edson Fachin, veste toga preta e está sentando em uma mesa, segurando papéis 9 de setembro de 2026 - 18:36
Imagem do prédio sede da Polícia Federal 8 de setembro de 2026 - 19:50
Bandeira do Brasil 7 de setembro de 2026 - 17:00
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 6 de setembro de 2026 - 9:00

Conteúdo Market Makers

Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?

6 de setembro de 2026 - 9:00
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em pé, de frente a um púlpito, com bandeira do Brasil atrás. 3 de setembro de 2026 - 19:03
O ministro Alexandre de Moraes aparece sentado, olhando para o lado, com cara de poucos amigos. 3 de setembro de 2026 - 13:41
banco master pesquisa atlasintel bloomberg 2 de setembro de 2026 - 19:46
alexandre de moraes daniel vorcaro 1 de setembro de 2026 - 19:41
shein e temu varejistas chinesas china e-commerce 30 de agosto de 2026 - 17:55
eleições 2026 brasil economia investimentos bolsa ibovespa 20 de agosto de 2026 - 12:51
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar