Mercados devem reagir bem a notícias do front político nesta quinta
Bolsonaro discute mudanças na Previdência por projeto de Lei; reunião do Fed e balanços importantes completam agenda cheia

Bom dia, investidor! A bolsa tem hoje novos motivos para voltar a subir, com notícias favoráveis vindas do front político. Os mercados devem reagir às tentativas do governo eleito de fazer passar ainda neste ano medidas para reformar a Previdência e à aprovação da urgência da votação da cessão onerosa na noite de ontem.
Ontem, as bolsas americanas e europeias fecharam em alta, reagindo com otimismo ao resultado das eleições legislativas americanas, no dia anterior.
As maiorias democrata na Câmara e republicana no Senado são entendidas como um equilíbrio de forças positivo, capaz de não reverter as políticas de Trump, mas de controlar novos ímpetos protecionistas do presidente, bem como maiores estímulos à economia. O cenário é positivo para as bolsas, notadamente as emergentes.
O Ibovespa e o dólar seguiram o otimismo do exterior na parte da manhã de ontem, com a bolsa subindo e a moeda americana caindo. Mas à tarde, o que se viu foi o movimento oposto, na ausência de novidades no cenário interno que pudessem dar aos mercados novo fôlego.
Os investidores estavam apreensivos quanto aos ruídos do novo governo e à ausência de clareza sobre o que afinal será feito em relação à reforma da Previdência.
Na tentativa de dar uma sinalização positiva aos mercados, Bolsonaro tentará antecipar alguma mudança na Previdência por projeto de lei, sem necessidade de emendas constitucionais, o que requer menos votos no Congresso.
Ontem, o presidente eleito discutiu com Temer a possibilidade, e recebe hoje parlamentares para debater propostas.
Segundo o consultor legislativo Pedro Fernando Nery, por medida provisória é possível aumentar a contribuição de servidores e, no INSS, extinguir a fórmula 85/95, endurecer o fator previdenciário, o cálculo da pensão por morte, a aposentadoria por invalidez e o tempo mínimo de contribuição.
Na aposentadoria rural, podem ser alteradas as regras de comprovação do benefício e, no benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência (BPC), mudar a idade e a linha de pobreza.
No caso dos militares, tudo pode ser mexido por projeto de lei, mas Bolsonaro não deve entrar nisso agora.
Agora, mudanças de maior impacto, só por emenda constitucional: idade mínima, desvinculação do salário mínimo e quase tudo em relação aos servidores públicos (integralidade, parcialidade e até cálculo da pensão por morte).
Se sair alguma coisa desse encontro, o governo eleito ganha tempo, e o mercado deve reagir positivamente, mas não vai se contentar só com isso. As mudanças mais profundas terão que vir mais adiante. Ao menos seria uma sinalização de compromisso reformista.
Até que enfim
O Senado aprovou finalmente a urgência da cessão onerosa na noite de ontem. A votação do projeto de lei que trata da matéria, porém, só deve ocorrer no próximo dia 27. Ainda assim, as ADRs (recibos de ações brasileiras negociados no exterior) da Petrobras tiveram alta ontem, em reação positiva.
Revisto o contrato da cessão onerosa com a Petrobras, a estatal será ressarcida - o que é boa notícia para os acionistas da companhia - e também o governo Bolsonaro fica liberado para o leilão do excedente dos barris em 2019, o que poderá render R$ 100 bilhões, beneficiando as contas públicas.
A aprovação da urgência foi possível após a oposição negociar que parte dos recursos da comercialização do óleo excedente fosse repartida com estados e municípios e destinada à criação de um fundo de expansão de gasodutos.
Isso destravou também o imbróglio do risco hidrológico, abrindo espaço para a aprovação do projeto de lei que estabelece pagamento à Cemig pelas usinas perdidas ao não renovar concessões com a União. A matéria ainda tem que passar pela Câmara.
Equipe econômica
Os investidores continuam de olho em nomes para a equipe econômica e as estatais, principalmente para a liderança do Banco Central.
Ontem, os mercados reagiram mal a rumores de que Ilan Goldfajn não permaneceria à frente do BC, mas gostaram da indicação de que Ivan Monteiro continuaria na presidência da Petrobras, e da notícia de que Mansueto Almeida e Ana Paula Vescovi devem permanecer no novo governo - ela, à frente da Caixa.
O Banco do Brasil é alvo de especulações no governo Bolsonaro. A equipe do presidente eleito estaria estudando a fusão com o Bank of America, para elevar a competição no setor financeiro, segundo informação do site "Poder360".
Reunião do Fed
Hoje, às 17h, o Fed decide sobre juros, nos Estados Unidos. É esperada a manutenção das taxas, mas previa-se que o banco central americano poderia sinalizar um aperto monetário maior nas próximas reuniões.
O resultado das eleições legislativas sugere que, com os democratas funcionando como um freio à política expansionista de Trump, essa sinalização pode não ocorrer.
Além da reunião do Fed, nos EUA são divulgados também os dados do auxílio-desemprego, às 11h30, com previsão de mais 210 mil pedidos.
Por aqui, temos apenas a prévia do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor-Semanal), às 8 horas.
Além disso, temos balanços de diversas companhias, como BB, Azul, B3, Natura, Copel, Equatorial, Sabesp, Cyrela, Gafisa, Qualicorp e CVC; e teleconferências de BRF e Múltiplus (10h), MRV, Ultrapar e Carrefour (11h), CSN (12h), Cosan (14h) e Azul (15h).
Saiba o que esperar dos balanços a serem divulgados hoje.
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
Esquenta dos mercados: Cautela prevalece e bolsas internacionais acompanham bateria de dados dos EUA hoje; Ibovespa aguarda prévia do PIB
As bolsas no exterior tentam emplacar alta, mas os ganhos são limitados pela cautela internacional
The Merge do Ethereum (ETH): confira lista de plataformas e exchanges que terão as atividades suspensas durante atualização
Por motivo de segurança, alguns aplicativos devem suspender as atividades durante a principal atualização do sistema
‘Revolta’ de mineradores um dia antes do The Merge do ethereum (ETH), bitcoin (BTC) em queda de 9%: confira tudo que movimenta o dia das criptomoedas
Do outro lado do mercado, o token que registra a maior alta do dia é o Celsius (CEL), da plataforma que segue fora do ar e “travou” o dinheiro dos investidores há meses
Esquenta dos mercados: Depois de dia ‘sangrento’, bolsas internacionais ampliam quedas e NY busca reverter prejuízo; Ibovespa acompanha dados do varejo
Os futuros de Nova York são os únicos que tentam emplacar o tom positivo após registrarem quedas de até 5% no pregão de ontem
Navegador Opera dá mais um passo em direção à Web 3.0 e integra wallet de criptomoedas Metamask ao seu sistema; entenda o que significa
Em janeiro deste ano, o Opera já havia anunciado que passaria a integrar as carteiras de criptomoedas ao seu navegador
Dólar mais barato do que em casas de câmbio: estas 7 contas digitais te ajudam a ‘escapar’ de impostos absurdos e qualquer brasileiro pode ‘se dar bem’ com elas; descubra qual é a melhor
Analisamos sete contas em dólar disponíveis no mercado hoje, seus prós e contras, funcionalidades e tarifas e elegemos as melhores
Bitcoin (BTC) não sustenta sétimo dia seguido de alta e passa a cair com inflação dos EUA; Ravecoin (RNV) dispara 63% com proximidade do The Merge
O ethereum (ETH) passa por um período de consolidação de preços, mas o otimismo é limitado pelo cenário macroeconômico
Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais sobem em dia de inflação dos EUA; Ibovespa deve acompanhar cenário internacional e eleições
Com o CPI dos EUA como o grande driver do dia, a direção das bolsas após a divulgação dos dados deve se manter até o encerramento do pregão
Os rumos das moedas: quais devem ser os próximos passos do dólar, do euro e do real
Normalmente são os mercados emergentes que arcam com o peso de um dólar forte, mas não é o que ocorre dessa vez
Você trocaria ações da sua empresa por bitcoin? Michael Saylor, ex-CEO da Microstrategy, pretende fazer isso com o valor de meio bilhão de dólares
Desde o começo do ano, o bitcoin registra queda de mais de 50% e as ações da Microstrategy também recuam 52%
Leia Também
-
Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais aguardam PIB dos EUA na véspera dos números de inflação; Ibovespa acompanha coletiva de Campos Neto hoje
-
Petrobras (PETR4) foi uma das melhores ações dos últimos 5 anos, mas campeã foi outra petroleira, com alta de mais de 2.000%; veja ranking
-
5 investimentos em tecnologia para os próximos 5 anos — e quase todos passam pela inteligência artificial
Mais lidas
-
1
Filme ‘Som da Liberdade’ lidera bilheterias no Brasil e produtora libera ingressos gratuitos
-
2
3 sortudos faturam a Lotofácil, mas nenhum fica milionário; Quina e Mega-Sena acumulam
-
3
O que a Natura (NTCO3) está fazendo para recuperar a “beleza” perdida na bolsa após o fracasso na tentativa de virar uma holding global