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No Brasil, investidores também têm expectativas hoje sobre o projeto da cessão onerosa da Petrobras: será que deslancha ou não?

Bom dia, investidor! Às vésperas do encontro com o presidente da China, Xi Jinping, o presidente americano, Donald Trump voltou a ameaçar o país oriental com tarifas ontem à noite, colocando em dúvida um acordo. Isso pesou nos índices futuros de Nova York, no petróleo e no minério de ferro. Outra expectativa lá fora é a fala do vice-presidente do banco central dos EUA (FED, Richard Clarida, que pode confirmar aperto do juro. Aqui, o BC agiu rápido contra a alta do dólar que atinge os emergentes, enquanto o futuro ministro da economia, Paulo Guedes tenta uma saída para a cessão onerosa.
O risco de desaceleração global assusta e promove corrida ao hedge, que aumenta o suspense para a fala de Powell, amanhã, na esperança de que sinalize para a interrupção no ciclo de aperto do juro. Hoje, há o discurso do vice, Richard Clarida (11h30),
Ontem, comentários de Trump ao Wall Street Jorunal resgataram o risco de escalada protecionista, às vésperas do G‐20. Ele disse que espera avançar com tarifas de 10% ou 25% para bens chineses e considerou “altamente improvável” aceitar um pedido do governo de Pequim para adiar o aumento das tarifas já impostas à China. Na próxima sexta-feira, Donald Trump encontra‐se com Xi Jinping na cúpula do G‐20, em Buenos Aires.
O PLC 78/2018 (que autoriza a Petrobras a transferir até 70% dos direitos de exploração de petróleo do pré-sal na área cedida onerosamente pela União para outras petroleiras) está na pauta do Senado, em sessão marcada para as 14h, mas a votação pode ser adiada mais uma vez, porque o presidente do Congresso, Rodrigo Maia, botou areia no acordo fechado por o presidente do Senado, Eunício Oliveira, Guedes e os governadores. Descontente com o presidente eleito Jair Bolsonaro, que não apoia sua reeleição à Presidência da Câmara, ele não deve levar ao plenário o PLS 209/2015, que destina recursos do pré‐sal ao Fundo Social e viabiliza o repasse a Estados e municípios (e faz parte dos acordo com os governadores).
Para driblar essa possível derrota no Congresso, Paulo Guedes já discute com o Tribunal de Contas da União a assinatura da revisão da cessão onerosa sem precisar da aprovação do projeto de lei que tramita no Senado, apurou o Estadão.
Guedes já teve uma primeira conversa com o TCU e isso parece ser possível. Volta hoje a tratar do assunto. O acordo da União com a Petrobras é fundamental para viabilizar o megaleilão do óleo excedente das áreas da cessão onerosa, que poderá render R$ 100 bilhões, recursos que serão usados para o ajuste fiscal em 2019. A avaliação é de que a mudança na lei não é necessária para a revisão do contrato.
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Entende‐se agora que, se o TCU der o aval, mesmo sem a aprovação do PLC 78, o problema estará resolvido. Com o acordo assinado, o leilão dos excedentes da cessão onerosa poderá ser marcado para 2019, e o projeto de lei ficaria para a próxima legislatura, quando o Senado deverá ser mais favorável ao novo governo.
Outra possibilidade, a edição de Medida Provisória para prever a partilha dos recursos, encontra resistência da atual equipe econômica, que é contra o repasse do dinheiro sem a contrapartida de ajuste fiscal dos Estados.
Para acontecer em 2019, o leilão precisa ser aprovado no dia 17 de dezembro, para quando está marcada a última reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Se passar desse prazo, pode ficar para 2020.
Bolsonaro volta hoje à Brasília para novas reuniões com a equipe de transição e, possivelmente, bater o martelo dos últimos integrantes do seu Ministério. A maior expectativa é para o anúncio do futuro ministro das Minas e Energia, que tem um novo cotado, o economista Luciano de Castro, diante da resistência a outros nomes na disputa pela pasta. Estão menores as chances de Paulo Pedrosa (ex‐executivo do MME) e de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Também pode ser definida a pasta da infraestrutura, que deve ficar com o general Joaquim Brandão, segundo informou o vice-presidente, general Hamilton Mourão.
Um dos postos‐chave do governo, a secretaria‐executiva da Casa Civil, número dois na hierarquia do ministério, deverá ser ocupada pelo economista Abraham Weintraub, segundo apurou o Broadcast. Ele foi apresentado por Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, a Paulo Guedes para elaborar um plano para a Previdência junto com seu irmão, Arthur Weintraub, e a ideia é que ajude na articulação política para aprovar a reforma, que não será a dele. Entre as propostas em estudo pela equipe de transição, a que deverá ter maior aproveitamento é a elaborada por
Armínio Fraga e Paulo Tafner, segundo informação obtida pela jornalista Adriana Fernandes.
Rápido no gatilho, o Banco Central só esperou o mercado fechar e já atendeu ao desejo do investidor, chamando os dois leilões de linha, com oferta total de US$ 2 bilhões, para estancar a alta do dólar. A resposta imediata à escalada do dólar tende a ser recebida com alívio pelo mercado, neste momento em que pressões de todos os lados coincidem para justificar o rompimento dos R$ 3,92, no pico em quase dois meses.
Em comunicado, o BC disse que irá “prover liquidez, como é normal nesta época do ano". Além do efeito calendário, com antecipação de remessas de fim de ano, entram na conta do estresse a alta em escala global, o impacto da turbulência do petróleo sobre os emergentes e o grave quadro fiscal do País.
A Cyber Monday foi de recuperação para as bolsas americanas. As vendas online sustentaram as gigantes de tecnologia (a Amazon, por exemplo, teve valorização de 5,28%) e o setor de energia pegou impulso com o petróleo. O índice Dow Jones fechou em alta de 1,46%, o S&P 500 subiu 1,55% e o Nasdaq ganhou 2,06%
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
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