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2018-10-17T13:06:16-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Câmbio

Brasil perdeu dólares na semana passada, mas nada preocupante

Segundo dados do Banco Central (BC) o fluxo cambial foi negativo em US$ 812 milhões

17 de outubro de 2018
13:06
Dólar
Imagem: Creative Commons/Pixabay

O Banco Central (BC) apresentou os dados semanais sobre a entrada e saída física de moeda americana no país. Na semana passada, o resultado foi negativo em US$ 812 milhões, captando saída líquida na conta financeira de US$ 837 milhões, enquanto a conta comercial relegou magros US$ 25 milhões em ingressos.

O que os números evidenciam, mais uma vez, é que a movimentação do mercado à vista praticamente não tem relação com a formação de preço da moeda, pois mesmo com essa saída, o dólar caiu 2,3% no acumulado da semana encerrada dia 11.

O que tem ditado a formação de preço são as expectativas eleitorais – dólar caiu 2,4% no pregão posterior a eleição – e o comportamento do mercado externo – dólar subiu 1,28% na quinta passada, dia de forte aversão ao risco no mercado americano.

O mesmo exemplo pode ser dado olhando os dados do fluxo no acumulado no ano. Há uma sobra de US$ 20,311 bilhões, enquanto a cotação da moeda americana ainda acumula alta de quase 14%.

Nesta quarta-feira, mesmo com um cenário externo menos favorável, o movimento de venda de dólares continua pelo terceiro pregão seguido, e a moeda firma posição abaixo da linha de R$ 3,70. Por volta das 13 horas, o dólar caía mais de 1%, negociado na faixa de R$ 3,67.

O comportamento do real destoa, também de outros pares emergentes, que perdem valor para o dólar no pregão de hoje, como o peso mexicano e o peso colombiano.

Mercado futuro

A formação de preço ocorre no mercado futuro, onde os investidores montam apostas e protegem suas exposições. Isso acontece em função das limitações para diversos tipos de operação com moeda à vista.

Os dados referentes à terça-feira mostravam os estrangeiros com posição comprada em dólar futuro mais cupom cambial (DDI – juro em dólar) somando US$ 38,1 bilhões. Na ponta oposta, estavam os bancos, com posição vendida de US$ 18 bilhões, e os fundos de investimento, também vendidos em US$ 22,4 bilhões. Essas posições têm se alterado pouco nos últimos dias.

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