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Candidato diz ainda que a indicação para a presidência do órgão será feita já nas próximas semanas
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, mencionou que o Banco Central pode adotar metas para o câmbio e inflação em caso de vitória. Em entrevista ao site "Poder 360", o líder nas pesquisas eleitorais diz que pediu ao economista Paulo Guedes a adoção desses parâmetros para o trabalho da autoridade monetária. O deputado diz ainda que a indicação para a presidência do órgão será feita já nas próximas semanas.
"Eu falei para o Paulo Guedes: temos de estabelecer metas para dólar, inflação. Aí, a taxa de juros. O presidente do Banco Central terá liberdade para decidir dentro de parâmetros. O controle da inflação não pode ser apenas taxa de juros. O Banco Central deverá ter inteligência", disse o candidato na entrevista concedida na sexta-feira à tarde, por telefone.
O deputado cita o desejo de uma atuação "inteligente do BC" e defende que a instituição deve ter "iniciativa". "De uma forma bem leiga: se um produto agrícola corre risco de faltar no mercado por alguma razão e isso pode representar uma alta da inflação, o comando do Banco Central terá de ter inteligência de apontar esse risco - e não apenas ficar sentado e aumentando a taxa de juros se a inflação sobe. Terá de ter iniciativa", disse Bolsonaro na entrevista.
O site questiona ainda como seria a independência do Banco Central em eventual governo do PSL. "É independência política, para que nenhum político queira influir", explicou o candidato.
Sobre eventuais nomes para a presidência do Banco Central, Bolsonaro diz que já conversou com Guedes e mencionou que essa indicação deve sair rapidamente, nas próximas semanas. "Ele (Guedes) tem uma lista de nomes para a equipe econômica e muitos já são do meu conhecimento. Vou conversar com o Paulo Guedes e quem depois vai bater o martelo é o Onyx (Lorenzoni; DEM-RS), que será o coordenador de tudo", disse. "O Onyx fala que pode ser até dezembro, mas podemos antecipar um pouco, com tudo consolidado. Aí vamos tranquilizando o mercado."
"O Paulo diz que tem bons nomes e nós temos de conversar, pois sempre pode aparecer alguém com ideias um pouco melhores. Não quero falar agora, pois se alguém cita um nome do governo Temer, vão generalizar e não é assim. Nem todos os que estão com o Temer não prestam e nem todos prestam", disse o candidato.
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