⚽️ Jogos das quartas-de-final começam a se desenhar; confira os dias da próxima fase

Cotações por TradingView
2019-04-04T14:50:26-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
No vermelho

Governo volta a ter déficit primário em novembro e despesas obrigatórias consomem 98% do orçamento

Número de novembro veio pior que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 15,400 bilhões

27 de dezembro de 2018
16:18 - atualizado às 14:50
Dinheiro
Entre janeiro e novembro deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 88,473 bilhõesImagem: Shutterstock

As contas do Governo Central registraram um déficit primário de R$ 16,206 bilhões em novembro. Esse foi o pior desempenho para o mês desde 2016 se levarmos em consideração a série histórica iniciada em 1997. O resultado negativo, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, reverte o superávit de R$ 9,451 bilhões observado em outubro.

O número de novembro veio pior que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de R$ 15,400 bilhões, segundo levantamento feito pelo Broadcast/Estadão com analistas de 14 instituições. O dado, porém, ficou dentro do intervalo das estimativas, que eram de déficit de R$ 20,500 bilhões a superávit de R$ 2,700 bilhões.

Entre janeiro e novembro deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 88,473 bilhões, o melhor resultado desde 2015. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 103,232 bilhões.

Já em 12 meses, o Governo Central apresenta um déficit de R$ 111,0 bilhões - equivalente a 1,6% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de até R$ 159 bilhões nas contas do Governo Central.

As contas do Tesouro Nacional - incluindo o Banco Central - registraram um superávit primário de R$ 1,762 bilhão em novembro. No ano, o superávit primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 97,831 bilhões.

No entanto, o Tesouro alertou que todo esse esforço está sendo consumido pelos déficits crescentes e acentuados na Previdência Social. Só no mês passado, o resultado do INSS foi negativo em R$ 17,968 bilhões. Já no acumulado do ano, o rombo chega a R$ 188,9 bilhões, segundo os dados já corrigidos pela inflação. As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 52 milhões em novembro e de R$ 913 milhões no acumulado do ano até o mês passado.

Receitas em queda

O resultado de novembro representa queda real de 4,3% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 5,4%. No ano até novembro, as receitas do Governo Central subiram 5,0% ante igual período de 2017, enquanto as despesas aumentaram 2,6% na mesma base de comparação.

Nessa conta, as despesas obrigatórias consomem 98% das receitas líquidas. A nível de comparação, em anos anteriores esse índice já chegou a ultrapassar os 100%. Mesmo com a leve redução, o nível segue sendo considerado como alarmante.

Em 2010, as despesas obrigatórias eram 74% da receita líquida do governo. Para retornar a esse patamar, seria necessário reduzir as despesas obrigatórias em R$ 302,5 bilhões - um ajuste equivalente a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Outra alternativa seria a elevação da receita líquida em R$ 409,9 bilhões (6,0% do PIB).

Somente os benefícios previdenciários consomem 47% da receita líquida. Já os gastos com pessoal drenam outros 24%.

Dinheiro parado

O montante de dinheiro represado nos ministérios - fenômeno chamado de "empoçamento" de recursos - caiu R$ 788,9 milhões em novembro deste ano, segundo o Tesouro Nacional. Ainda assim, há R$ 12,2 bilhões em valores que correm o risco de não serem gastos até o fim do ano, embora o dinheiro esteja à disposição dos órgãos.

O recurso para essas despesas (geralmente obrigatórias) já foi liberado, mas por diversas razões, como projetos inacabados, elas não vão se realizar. Só que o governo não pode reaver esses recursos para redirecionar a outra área mais necessitada, o que provoca o fenômeno do empoçamento.

Segundo o Tesouro, os ministérios com os maiores empoçamentos são Saúde (R$ 2,5 bilhões), Defesa (R$ 1,5 bilhão) e Justiça (R$ 1,4 bilhão), além das emendas parlamentares (R$ 1,8 bilhão).

Investimentos totais

De acordo com o Tesouro, os investimentos do governo federal subiram a R$ 40,569 bilhões nos 11 meses de 2018. Desse total, R$ 20,544 bilhões são restos a pagar, ou seja, despesas de anos anteriores que foram transferidas para 2018. Os outros R$ 20 bilhões são investimentos previstos no próprio exercício.

De janeiro a novembro do ano passado, os investimentos totais haviam somado R$ 31,595 bilhões. Neste ano, os investimentos totais têm alta nominal de 28,4%.

Apesar do déficit, regra de ouro está garantida

Mesmo com a piora nas contas públicas em novembro, o Tesouro Nacional prevê que vai cumprir a chamada regra de ouro do Orçamento - que impede a emissão de dívida para bancar despesas correntes como salários - com uma folga de R$ 12,5 bilhões em 2018. Para o ano que vem, no entanto, ainda há uma insuficiência de R$ 109,2 bilhões, mesmo após o uso do lucro contábil do Banco Central.

Segundo o órgão, outras medidas de equacionamento serão adotadas para assegurar o cumprimento da regra de ouro em 2019, entre elas concessões ainda não consideradas nas projeções fiscais (em particular as relacionadas ao setor de petróleo e gás), cancelamento de restos a pagar, antecipação em 20 anos do cronograma de devoluções do BNDES e otimização de fontes e desvinculação de recursos.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

CAPACITAÇÃO TECH

Ford abre vagas para curso gratuito de tecnologia; saiba como participar

5 de dezembro de 2022 - 15:36

Ao todo, são 80 vagas para pessoas em situação de vulnerabilidade social interessadas em atuar na área

FUTEBOL NA WEB3

Um novo tipo de figurinha: Fifa e Crypto.com anunciam lançamento de NFTs da Copa do Mundo no Catar

5 de dezembro de 2022 - 13:27

FIFA fecha parceria com a Coca-Cola e a plataforma Crypto.com para criar 10 mil artes exclusivas criadas pelo artista Gmunk dedicadas à Copa do Mundo no Catar

DINHEIRO NOVO

Mais uma empresa novata na B3 pede dinheiro aos acionistas e planeja aumento de capital por valor 62% abaixo do IPO

5 de dezembro de 2022 - 12:26

A provedora de serviços de internet Desktop (DESK3) fará um aumento de capital privado de até R$ 300 milhões; ações caem forte na B3

ESTÁGIO E TRAINEE

Natura e Porto Seguro estão com vagas abertas para estágio e trainee; veja oportunidades com bolsas-auxílio de até R$ 2,9 mil

5 de dezembro de 2022 - 12:19

As empresas aceitam candidaturas de estudantes e recém-formados, em diversos cursos; o início está previsto entre janeiro e março de 2023

OPORTUNIDADE NA CRISE

Será a volta por cima? Credit Suisse atrai o interesse de príncipe saudita e de fundo dos EUA

5 de dezembro de 2022 - 12:11

Propostas à nova unidade do Credit Suisse ainda não foram formalizadas, mas totalizaram o equivalente a mais de US$ 1 bilhão, segundo o Wall Street Journal

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies