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Boletim Focus

Projeções para Selic e inflação em 2019 recuam, segundo o último Focus do ano

Para o PIB, expectativa de crescimento aumentou; perspectiva para o câmbio permanece

31 de dezembro de 2018
10:35 - atualizado às 11:28
Gráfico de alta com homem sobre avião de papel
Juro baixo, inflação controlada e crescimento favorecem ativos de riscoImagem: Shutterstock

A expectativa do mercado para a taxa básica de juros para o fim de 2019 caiu de 7,25% para 7,13% ao ano, apontam as estimativas do último Boletim Focus do Banco Central do ano.  Na prática, o percentual indica que os economistas ouvidos estão divididos entre uma Selic de 7,25% ou de 7,00% no fim do ano que vem.

Para o grupo de analistas que mais acertam as projeções (top 5) de médio e de curto prazos, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano, ante uma previsão de 7,00% e 7,50% um mês antes, respectivamente. Ou seja, para esses analistas, a Selic estacionaria na sua mínima histórica durante todo o ano que vem.

No geral, o mercado espera que os juros se mantenham em 6,50% ao ano pelo menos nos primeiros meses do governo Bolsonaro, iniciando um novo ciclo de alta apenas no segundo semestre de 2019.

Para 2020, a projeção da Selic se manteve em 8,00% no fim do ano, tanto para o mercado em geral quanto para os analistas dos rankings top 5.

A projeção para o crescimento do PIB no ano que vem, no entanto, subiu de 2,53% para 2,55%. Para 2018, a expectativa de crescimento permaneceu em 1,30%, e para 2020 também se manteve a projeção de alta de 2,50%.

Inflação e câmbio

A projeção de inflação pelo IPCA para 2019 também caiu, de 4,03% para 4,01%. Já os analistas dos rankings top 5 mantiveram suas previsões em 3,96%.

A expectativa para o IPCA de 2018 permanece em 3,69%, sendo 3,66% para os analistas dos rankings top 5.

Para o câmbio, foi mantida a expectativa de dólar a R$ 3,80 tanto para 2019 quanto para 2020 em todos os recortes.

Confira o Boletim Focus na íntegra.

Projeções favorecem os ativos de risco

As projeções de Selic baixa, inflação controlada e crescimento econômico favorecem os ativos de risco, cuja rentabilidade está fortemente ligada ao setor produtivo.

Assim, investimentos como ações, fundos imobiliários e imóveis tornam-se atrativos, bem como os ativos de renda fixa que se beneficiam da queda nos juros futuros e que financiam a atividade.

*Com Estadão Conteúdo

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