Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

No meio da turbulência, Embraer se prepara para decolar

Investidores deixaram de fora questões importantes na avaliação da empresa, que está perto de se unir com a Boeing, e a ação está barata.

1 de outubro de 2018
16:09 - atualizado às 11:30
Jato ERJ-175 da Polish Airlines voa sobre o aeroporto de Chopin
Imagem: Shutterstock

"Eu conheço esse avião. É da Embraer!” A propaganda, que circulou ao redor da Copa de 98, mostrava Zagallo embarcando em um avião da Embraer. Em uma releitura do “vocês vão ter que me engolir!”, a lenda viva ressaltava a qualidade e segurança da aeronave. Infelizmente, não achei o vídeo no YouTube, mas tenho um amigo que sabe imitar direitinho – se ele tomar umas duas canjibrinas, fica perfeito!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Anos depois, quando fui a primeira vez aos EUA, descobri que faria o percurso de pouco mais de 1,2 mil quilômetros entre NY e Chicago em um E-Jet. Um colega, que trabalhara na Embraer, me assegurou: “pode ficar tranquilo, é um dos jatos mais seguros do mundo”.

De fato, com quase 1,5 mil aeronaves entregues e cerca de 15 anos de operação, os E-Jets, principal produto da divisão de aviação comercial da Embraer, possuem um excelente histórico de segurança.

Além de seguros, são extremamente eficientes: lançados em 2001, logo caíram no gosto de companhias aéreas do mundo todo, inclusive das americanas e, hoje, a Embraer é referência na aviação regional e líder em aeronaves de até 150 assentos.

Na esteira do sucesso e buscando consolidar sua posição, a Embraer anunciou o desenvolvimento de sua nova família de jatos (E2) em 2011 – em abril de 2018, o primeiro E190-E2 foi entregue à norueguesa Widerøe e os três modelos (E175, E190 e E195) já contam com uma carteira de pedidos (backlog) de 227 unidades para os próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo do processo de desenvolvimento dos E2, a Embraer viu seu mercado ficar bem mais competitivo – houve importantes movimentos de consolidação de clientes (companhias aéreas) e de fornecedores. Enquanto a brasileira se mexia e conversava com a Boeing, Airbus e Bombardier (canadense que concorre diretamente com a Embraer) anunciaram um acordo – a Airbus comprou o projeto de jatos médios da canadense que, de CSeries, passou a se chamar A220.

Leia Também

Embraer e Boeing se viram obrigadas a acelerar as tratativas e, no fim do ano passado, anunciaram oficialmente que estavam mais do que apenas conversando – de dezembro de 2017 a julho de 2018, as ações decolaram (desculpe, não consegui evitar). Com as especulações e otimismo em torno do negócio, os papéis chegaram a bater R$ 26,95 na véspera do anúncio de um acordo.

A tal da soberania nacional

Aqui, é importante fazer um parêntesis – a negociação da transação não foi trivial. A Embraer era uma companhia estatal até 1994, quando foi privatizada durante o governo Itamar Franco (o nosso Topete fez bem mais do que aparecer em foto controversa no Carnaval carioca). O processo de privatização só saiu do papel com a garantia de que a divisão de Defesa & Segurança seria preservada: há que se preservar a inteligência que nos deu os Super Tucanos!

Como resultado, o governo brasileiro detém uma golden share, que lhe dá direito de veto sobre algumas questões estratégicas da companhia, incluindo a transferência de controle acionário e diretrizes dos programas militares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fato é que, após muita negociação entre Boeing, Embraer e o Ministério da Defesa, no dia 5 de julho foi anunciado um acordo não vinculante (não definitivo) que prevê a criação de uma joint venture que englobará todas as atividades de aviação comercial da Embraer. A JV (chamada de NewCo, por enquanto) será 80% da Boeing e 20% da brasileira e foi avaliada em US$ 4,75 bilhões, bem abaixo do que boa parte do mercado esperava.

As ações da brasileira caíram cerca de 15% no dia do anúncio e já amargam uma queda de 26% desde o pico. Há dois pontos principais para a reação negativa:

  • Nos dias que antecederam o anúncio, o volume de negócios aumentou significativamente, com entrada de muitos investidores esperando pelo deal. O movimento gerou euforia e as expectativas ficaram bem acima da realidade – o valor anunciado pela divisão comercial é 58% (em reais) acima do que o valor de mercado da companhia inteira antes do anúncio das conversas em dezembro do ano passado e mesmo assim deixou muita gente insatisfeita;
  • Como o acordo ainda não é definitivo e precisa de aprovação do governo brasileiro, o papel passou a carregar um monte de risco político. Qual a garantia de que o próximo governo vai permitir que o negócio seja concluído nos termos anunciados?

Empurrãozinho da concorrência

Além do negócio em si, o movimento da Airbus com o CSeries foi importante. Com o avanço da combinação dos negócios, o Airbus A220 tem se tornado mais competitivo (menores custos e preços). Em 10 de julho, a Jet Blue, aérea norte-americana e parceira histórica da Embraer, anunciou que fechou um pedido para substituir seus 60 aviões ERJ-190 por 60 Airbus A220 e provocou novo tombo nas ações da brasileira.

Com a queda, hoje a Embraer opera a um valor de companhia (enterprise value, no jargão do mercado) próximo de US$ 5 bilhões, muito próximo dos US$ 4,75 bilhões de avaliação do segmento de aviação comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Grosso modo, quando você compra as ações da Embraer hoje, está pagando apenas pela aviação comercial e está levando de graça os outros dois segmentos da empresa:

  • a aviação executiva (os famosos jatinhos ostentação)
  • a segurança & defesa, que atua na produção e desenvolvimento de aviões militares e em uma série de serviços de monitoramento, dentre outros.

É verdade que esses dois segmentos não têm sido muito produtivos nos últimos anos, com geração de resultados negativos e um mercado muito difícil para o segmento de jatos executivos que, desde a crise de 2008, não se recuperou completamente (sim, até as grandes estrelas recorrem à compra de jatinhos usados em momentos de maior “dificuldade”).

O grandalhão que passou despercebido

A questão que parece ter passado desapercebida por uma boa parte do mercado (ou pelo menos, que não parece estar refletida no preço das ações) é que, junto com a JV de aviação comercial, Boeing e Embraer anunciaram uma parceira na área de defesa, mais especificamente para a comercialização e produção do KC-390.

O KC-390 é o maior projeto de aviação militar da história brasileira – desde 2006 a companhia faz estudos para colocar em pé um cargueiro militar que substituirá o já datado C-130 Hercules, gigante da Lockheed que está em operação desde os anos 1950 e já teve mais de 2,5 mil unidades entregues.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há anos o segmento de cargueiros médios (até 30 toneladas) espera por uma aeronave mais moderna e o KC-390 visa preencher essa lacuna. Pelas especificações, o cargueiro da Embraer tem maior autonomia, consome menos combustível, é menor, transporta mais carga e, por ser mais moderno, tem bem menos custos de manutenção.

A ideia é que, se comercializado em parceira com a Boeing, o KC-390 teria maior entrada em alguns países, como os EUA, por exemplo, e o mercado potencial passaria de 700 aviões para algo em torno de 1.400 aviões nas próximas décadas.

Como a expectativa é de que a Embraer consiga produzir mais de 20 unidades do KC-390 ao ano e cada avião tem custo previsto acima dos US$ 50 milhões, a depender das especificações, estamos falando de uma receita potencial anual acima de US$1 bilhão.

É verdade que, com 55% das receitas, a divisão de Aviação Comercial é a maior e mais rentável da Embraer, principalmente pelo sucesso dos E-Jets. Mas, caso a empreitada do KC-390 seja bem-sucedida, a companhia pode passar a ser reconhecida também por seu programa militar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, a ideia de levar um projeto desse porte me agrada bastante - por que não apostar no sucesso do KC-390 se não é preciso pagar nada por isso (desde que, claro, o negócio se concretize conforme anunciado).

Sem me alongar nas contas, se assumirmos apenas as sinergias conservadoras estimadas pelas duas empresas (US$ 150 milhões ao ano) e assumirmos uma margem Ebit de longo prazo de 6% para as divisões de aviação executiva e segurança & defesa sem crescimento significativo de receitas, há um potencial de ganhos da ordem de 20% com os papéis, a depender de como ficará a distribuição da dívida entre a Embraer e a JV – os detalhes ainda estão sendo definidos pelas partes.

O que pode dar errado?

O grande risco é se, por algum motivo, a transação não sair do papel. Do que depender das duas empresas, não me parece ser o caso. A Embraer precisa do acordo para se manter competitiva e a Boeing tem todo interesse em diversificar seu portfólio, sob o risco de perder espaço para a Airbus, sem contar no acesso ao excelente corpo de engenheiros do ITA, um dos principais pilares de geração de valor da Embraer.

Um novo governo poderia “melar" a brincadeira (Ciro Gomes, claro, já se posicionou contra). Para reduzir esse risco, as companhias estão trabalhando contra o relógio para entregar um acordo definitivo até o fim do ano, o que dificultaria muito uma reversão no próximo governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além de Ciro Gomes, sindicatos e os suspeitos de sempre, quem tem feito barulho é um grupo de minoritários, que alega que a transação é uma venda de controle disfarçada e, portanto, deveria disparar uma oferta pela totalidade das ações (OPA). A companhia nega e diz que tem todo o respaldo jurídico – a briga promete ser boa, como todas as brigas do tipo no Brasil. Mas, se conseguirem melar a transação, os minoritários estariam dando um tiro no próprio pé – se o Nobel de John Nash ainda valer alguma coisa, imagino que as partes entrarão em algum tipo de acordo positivo para todo mundo.

O mais legal da brincadeira é que, se azedar o caldo das eleições e o dólar disparar, Embraer se beneficia fortemente, já que todo o mercado de aviação é dolarizado: cerca de 90% das receitas são em dólares e 20% dos custos em reais. A Embraer tem quase que uma proteção natural contra um governo mais refratário à transação.

Mesmo sem garantias de que o acordo vai levantar voo, o perfil de risco x retorno me parece atraente e o momento é particularmente oportuno. Só não esqueça de apertar os cintos, estamos atravessando uma área de turbulência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE VEM POR AÍ

O que vai mudar no seu bolso: o BTG Pactual faz as contas do Brasil para 2026 e prevê dólar a R$ 4,90

10 de maio de 2026 - 13:45

Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro

ANOTE NA AGENDA

IPCA volta a assombrar enquanto o mundo para para ver o aperto de mãos de Xi e Trump; confira o que pode mexer com a bolsa

10 de maio de 2026 - 12:33

A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores

DIREITOS DO CONSUMIDOR

Geladeira parou de funcionar logo após a compra? Você pode ter direito a troca imediata para produtos considerados essenciais no Código de Defesa do Consumidor

10 de maio de 2026 - 7:29

Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)

FORA DA FRONTEIRA

De olho nas eleições: missão de Lula em acabar com a escala 6×1 entra na mira do mercado internacional e Financial Times avalia a medida

8 de maio de 2026 - 16:45

O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema

NOVO DESENROLA BRASIL

Desenrola paralelo: Itaú, Bradesco, Santander e Nubank lançam iniciativas próprias para renegociar dívidas de público não atendido pelo programa do governo

8 de maio de 2026 - 16:22

Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível

HAJA RESISTÊNCIA

Detergentes contaminados: O que é a Pseudomonas aeruginosa, a bactéria que prolifera até em uma fábrica como a Ypê

8 de maio de 2026 - 12:11

A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte

COMÉRCIO MAIS FÁCIL

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul

8 de maio de 2026 - 10:47

Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica

COMPANHIA BEM-VINDA

Lotofácil 3679 e Dia de Sorte 1210 deixam 4 pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3005 acumula e Quina 7020 pode pagar R$ 13 milhões hoje

8 de maio de 2026 - 6:48

Lotofácil não foi a única modalidade a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (7). A ‘menos difícil’ das loterias da Caixa contou com a companhia da Dia de Sorte.

IVY LEAGUE

Universidade que mais forma bilionários no mundo é alma mater de 45 prêmios Nobel, do criador da bomba atômica e de 8 presidentes dos EUA — e ainda viu nascer uma das redes sociais mais influentes da atualidade

7 de maio de 2026 - 16:42

Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.

DESENROLA 2.0

Itaú, Bradesco, Nubank e Santander: como vai funcionar o Desenrola 2.0 para devedores de bancos privados?

7 de maio de 2026 - 16:08

Enquanto alguns bancos privados ainda se preparam para o Desenrola 2.0, outros já estão renegociando dívidas

DESENROLA 2.0

Caixa e Banco do Brasil já aderiram ao programa Desenrola 2.0; veja como participar nos bancos públicos

7 de maio de 2026 - 15:15

Banco do Brasil já realizou 1.807 renegociações apenas na quarta-feira (6), primeiro dia do programa Desenrola 2.0

COPOM SOB PRESSÃO

O sonho da Selic mais baixa ficou mais distante? XP entra na onda de revisões e eleva projeção para os juros com inflação mais difícil de domar

7 de maio de 2026 - 14:29

Corretora passou a prever Selic de 13,75% no fim de 2026 diante da alta do petróleo, piora das expectativas e tensão geopolítica — mas não é a única a elevar as estimativas para a taxa básica

TEVE DE TUDO

Dupla Sena 2953 aproveita bola dividida na Lotofácil 3678, desencanta e faz o único milionário da rodada; Mega-Sena promete R$ 36 milhões hoje

7 de maio de 2026 - 7:08

Lotofácil 3678 teve três ganhadores na quarta-feira (6), mas não foi páreo para o prêmio milionário da Dupla Sena

CHOQUE DE INTERESSES

A incerteza energética vai continuar? “Trump quer o urânio em solo americano”, alerta gestor da BTG Asset

6 de maio de 2026 - 19:03

Segundo Ricardo Kazan, impasse sobre urânio enriquecido trava negociações e amplia incertezas no mercado de commodities

ALERTA GLOBAL

Petróleo à beira de um choque? Mercado pode entrar em fase ‘não linear’, diz gestor da BTG Asset

6 de maio de 2026 - 18:02

Gestor da BTG Asset alerta para risco de disparada do petróleo e racionamento global com estoques em queda e conflito no Oriente Médio

O(S) VILÃO(ÕES) DA HISTÓRIA

Entre as tramas do Desenrola 2.0, especialista alerta para possíveis golpes e fraudes relacionados ao programa; confira dicas

6 de maio de 2026 - 16:20

Desenrola 2.0 chama atenção de endividados e golpistas; especialista também destaca papel de instituições financeiras e bancos

ETF DAY

‘Não vamos fazer ajuste fiscal simplesmente aumentando imposto todo ano’, diz Mansueto Almeida, que dá o caminho das pedras

6 de maio de 2026 - 16:08

Para ex-secretário do Tesouro Nacional, ajuste fiscal é possível e não precisa ser drástico, mas precisa de qualquer forma focar em controle de gastos: “Brasil tributa muito acima da média da América Latina”

META ALCANÇADA

Corredor que fez a Maratona de Londres com geladeira nas costas alcança meta de 1 milhão de libras em apenas 10 dias

6 de maio de 2026 - 15:42

Jordan Adams não está correndo apenas cerca de 42,2 km todos os dias por mais de um mês, ele também disputa contra o tempo

BOLADA DIVIDIDA

Da selva real à selva da pedra, Lotofácil 3677 faz os primeiros milionários da semana; Mega-Sena 3004 acumula e prêmio em jogo dispara

6 de maio de 2026 - 7:24

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 5 de maio. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar quase R$ 40 milhões hoje.

ÚLTIMA CHANCE

Hoje é o último dia para tirar e regularizar o título de eleitor para votar nas eleições de 2026; veja até que horas é possível correr

6 de maio de 2026 - 5:27

O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos; cartórios eleitorais funcionarão em horário especial

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia