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Eleições 2018

Paulo Guedes vai andar comigo no segundo turno, diz Bolsonaro

Em entrevista à radio presidenciável fala sobre seu assessor econômico e governabilidade

Paulo Guedes visita Jair Bolsonaro no hospital
Paulo Guedes visita Jair Bolsonaro no hospital - Imagem: Twitter

Em entrevista à radio “Jovem Pan” o presidenciável Jair Bolsonaro falou que Paulo Guedes tem liberdade sim para falar e que “a ideia é ele andar comigo” agora no segundo turno. Sobre governabilidade reforçou que faz anos que vem conversando com deputados e tem mais de 120 votos favoráveis.

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Bolsonaro respondeu a um questionamento sobre a orientação dada por ele a Paulo Guedes e ao vice, general Mourão, de falarem menos e deixarem de participar de eventos públicos. Bolsonaro voltou a lembrar de conversa que teve com Guedes, de que ele entendia tanto de política quando ele entedia de economia.

“Quanto ele falou de CPMF foi ato falho”, disse Bolsonaro, acrescentando que a ideia de Guedes é reduzir o número de impostos. “CPMF de minha parte não volta. Geraldo Alckmin deu pancada em mim. Mas quem criou isso foi Fernando Henrique Cardoso.”

“Ele [Guedes] tem liberdade sim. Pedi para ele e o Mourão cuidado nas palavras. Porque pega uma falta de 10 segundos 15 segundos e tira do contexto. Mourão andou dando umas caneladas. Ele é indígena e tá ficando branco. Vai falar uma coisa dessas? Pelo amor de Deus. Não soma nada e dá munição para o inimigo”, disse.

Governabilidade

Sobre a conquista de 52 cadeiras de seu partido, o PSL, no Congresso, e outras quatro no Senado, e se isso seria suficiente para governar, Bolsonaro disse que não. Mas antes já tinha falado que vinha negociando individualmente com deputados nos últimos anos, chegando a mais de 120 deputados que compartilhariam de sua visão e projetos.

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Disse ainda que na política atual não há líderes. O que se tem é “líder sindical com faca na boca que quer diretoria, ministério e a consequência é essa ineficiência e corrupção”.

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Segundo Bolsonaro, tem sim deputado honesto e grande parte deles não quer estar na boca de delator. “É como pular a cerca. O cara acha que não tem ninguém vendo e quando estoura o problema...”

Paz e Amor?

Questionado se sua "pregação conservadora" seria suficiente para garantir o segundo turno da eleição, Bolsonaro foi taxativo. “Não posso virar Jairzinho paz e amor e me violentar. Tenho que ser a mesma pessoa”, disse.

Na sequência falou sobre a questão das mulheres, dizendo a preocupação de uma mãe é com a segurança dos filhos. E assumiu que deu uma canelada, quando fez uma brincadeira dizendo que fraquejou e seu último filho foi uma mulher. Lembrou que homens brincam entre si de “fornecedores” e “consumidores” e terminou dizendo que não faz brincadeiras como se fosse inimigo das mulheres.

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Fez ainda uma defesa da família, disse que qualquer um que seja feliz como bem entender, mas que gay não tem de tem superpoderes. “E a maioria deles vota comigo.”

 

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