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Empresa deve realizar amanhã o leilão de privatização da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), uma de suas subsidiárias
Num dia morno na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa também teve uma elevação morna: fechou a última quinta-feira do ano com alta de 0,38%, a 85.460 pontos, depois de oscilações entre o azul e o vermelho. O que ajudou foi a Eletrobras, que deve realizar amanhã o leilão de privatização da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), uma de suas subsidiárias. O dólar, que subia, inverteu o sinal e fechou o dia com desvalorização de 0,84%, a R$ 3,88. Também caiu diante de boa parte das moedas de países emergentes. O Banco Central deu liquidez de US$ 2 bilhões ontem e hoje voltou a ofertar US$ 1 bilhão em linha para controlar a evolução da moeda estrangeira.
Descolada de Nova York e com a maior parte dos investidores curtindo uma praia (o volume de negócios foi metade do normal), a Bolsa ficou de olho nas ações da Eletrobras, que tiveram alta e aceleraram os ganhos. As ON subiram 6,74% e as PNB, 6%. Isso porque acontece amanhã o leilão da Ceal, uma das empresas mais desejadas da Eletrobras. Além disso, profissionais do mercado destacam a notícia de que a empresa firmou com a U.S. Securities and Exchange Comission (SEC, autoridade reguladora do mercado de capitais nos Estados Unidos) acordo para encerrar as investigações abertas por irregularidades apuradas durante a Operação Lava Jato. O acordo prevê o pagamento de US$ 2,5 milhões.
Mas o recorde de alta hoje foi das ações da General Shopping, com 164,94%. A General Shopping e Outlets do Brasil é uma empresa brasileira de shopping centers criada em 1989, com 15 shoppings e quatro outlets premium pelo país. Segundo a Broadcast, a companhia anunciou ontem que pagará R$ 828 milhões em dividendos resultantes de uma "Realização da Reserva de Lucros a Realizar" ao Fundo de Investimento Imobiliário Top Center.
No terceiro trimestre de 2018, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 61,2 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 27,4 milhões obtido entre julho e setembro do ano passado. O resultado foi impactado, entre outros fatores, por uma piora na linha financeira no trimestre, que passou de prejuízo de R$ 10,9 milhões para prejuízo de R$ 85 milhões, devido à variação cambial.
Outras duas empresas de shoppings também tiveram um dia bom no Ibovespa, beneficiadas pela divulgação positiva de dados referente as vendas de Natal, segundo operadores. Iguatemi ON subiu 3,76% e Multiplan 2,84%. Ainda no setor, BRMalls teve valorização de 1,51%. Ontem, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) divulgou levantamento que mostrou crescimento de 5,5% nas vendas de Natal em shoppings centers pelo País este ano. “Os dados mostram que deve haver uma descompressão no setor, que deve começar o ano com um cenário de melhor atividade econômica”, comenta o economista-chefe da Guide Investimentos, Victor Candido.
A queda no preço de papel e celulose puxa para baixo as ações das empresas do setor. Suzano ON apresentou uma das maiores perdas do Ibovespa, com redução de 4,46%. Fibria ON caia 0,89% e as units de Klabin registravam perdas de 1,15%.
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Segundo relatório divulgado na semana passada pelo BTG Pactual, que usou como base os dados da Pulp and Paper Products Council (PPPC) de novembro, houve queda no comércio global dos produtos de papel e celulose, de 3% na fibra curta e de 9,4% na fibra longa.
As ações das construtoras tiveram alta refletindo a decisão do presidente Michel Temer de sancionar o projeto de lei que regulamenta o distrato de imóveis, segundo informou o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. O presidente não vetou nenhum trecho do texto. A nova lei deverá ser publicada no Diário Oficial da União desta sexta, 28.
A lei do distrato, uma demanda da indústria da construção civil, foi aprovada pela Câmara dos Deputados no início deste mês. A nova regulamentação estabelece que, na desistência da compra de um imóvel antes de concluir o pagamento, a construtora ou empresa responsável pela obra poderá ficar com até 50% do valor já desembolsado pelo comprador. Even ON subiu 2,60%, enquanto Cyrela ON tinha alta de 1,42% e MRV ON avançou 3,76%.
As ações da Petrobras tiveram baixa, pressionadas pelo petróleo, de 0,57% na ON e de 0,05% na PN. Operadores comentam que o mercado brasileiro hoje passa por uma correção, após a alta de 5% vista no mercado americano no final do pregão de ontem. "Muitos papéis estão baratos, o que anima um pouco o mercado. Também temos hoje um aparente alívio nos Estados Unidos, com o presidente americano sinalizando que vai manter o atual presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, no cargo", observa um operador.
Depois de uma queda de mais de 5%, ontem, as ações da Via Varejo e do Pão de Açúcar se recuperam neste pregão. Via Varejo ON subiu 0,47%, enquanto Pão de Açúcar PN teve alta de 0,99%.
O preço dos papéis reflete o leilão de 50 milhões de ações da Via Varejo feito hoje, às 10h30 na B3, o preço da ação saiu a R$ 4,45 (o inicial era R$ 4,42). Foram vendidas 51 milhões de ações. A operação movimentou R$ 225 milhões, R$ 4 milhões a mais que o esperado. O Pão de Açúcar autorizou venda de 3,86% dos 43,23% do capital que tem na companhia, uma vez que sua estratégia é se desfazer da varejista de eletrodomésticos. "Como o GPA não encontrou comprador, foi para o mercado vender a Via Varejo aos poucos. O investidor fica mais cético com a venda do ativo", disse um operador.
No setor financeiro, subiram Itaú Unibanco PN (1,69%) e Bradesco PN (2,46%). Dados de crédito de novembro divulgados mais cedo pelo Banco Central ajudaram. As concessões no crédito livre subiram 2,2% ante outubro, para R$ 302,2 bilhões. A taxa de inadimplência no crédito livre passou de 4,1% em outubro para 4,0% em novembro, informou o Banco Central. Em novembro de 2017, a taxa estava em 5,3%.
Já a Vale teve baixa de 1,86%, seguindo pares internacionais após os fracos dados de lucro industrial da China revelados ontem à noite. O lucro de grandes empresas industriais da China registrou em novembro sua primeira queda em quase três anos, devido em grande parte a uma desaceleração nas vendas. Entre as siderúrgicas, só quedas: Usiminas PNA (1,64%), Gerdau PN (2,50%) e CSN ON, 0,81%.
Os investidores estrangeiros retiraram R$ 161,128 milhões da B3 no pregão da última sexta-feira (21). Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,50%, aos 85.697,15 pontos. O volume financeiro somou de R$ 17,8 bilhões. Foi o quarto pregão consecutivo com saída líquida de recursos estrangeiros. Em dezembro, o saldo acumulado está negativo em R$ 1,559 bilhão. Em 2018, a B3 registra saída líquida de investimento estrangeiro de R$ 11,072 bilhões.
*Com Estadão Conteúdo
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