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Em carta, equipe de Stuhlberger considera que cenário externo é desafiador, mas ainda não o suficiente para alterar trajetória positiva para os ativos brasileiros
Quem confiou na habilidade do renomado gestor Luis Stuhlberger e investiu no Verde, mesmo sabendo que o fundo perdia para o CDI no ano, já foi devidamente recompensado.
Não é ao desempenho de curto prazo que o investidor deve ficar atento no caso de um fundo como o Verde, mas o fato é que o retorno de 694% do CDI em outubro tem um ar de virada. O desempenho do mês fez com que o fundo partisse de 70% do CDI no acumulado do ano até o fim de setembro para 138% do CDI ao fim de outubro.
Na carta mensal da Verde, recém-divulgada, a casa reporta ganhos com ações brasileiras. E revela que o portfólio mantém aproximadamente 15% de exposição à bolsa local – muito acima do que vinha carregando nos últimos anos. Na renda fixa, o fundo também teve ganhos com posições em juros prefixados (equivalentes à LTN) de vencimentos intermediários.
As perdas vieram da posição em cupom cambial e do portfólio global de ações, que apesar da baixa exposição, sofreu com a forte correção de risco global ocorrida em outubro.
Na carta, a mais otimista da casa em muito tempo, a Verde destaca a reação dos mercados à eleição de Jair Bolsonaro para a presidência, com a retirada de prêmios de risco embutidos em todos os ativos: a bolsa subiu, os juros caíram e o câmbio se valorizou.
"O importante a discutir agora é o cenário prospectivo. E aqui vemos ainda espaço para otimismo crescente", escreveu a equipe, considerando que, conforme a obsessão política se esvaia nos próximos meses, os analistas voltarão suas atenções para a melhora subjacente da economia. "Os sinais têm sido sistematicamente positivos em nossa opinião, com crescimento econômico em consistente aceleração, demonstrando surpreendente resiliência ao choque da greve dos caminhoneiros", somou.
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A carta segue com o entendimento de que há espaço para uma gradual realavancagem da economia brasileira, depois de quase quatro anos de brutal desalavancagem. "Em grande medida, tal crescimento, especialmente nos próximos dezoito meses, não depende da política – basta não atrapalhar", registra.
No médio prazo, a equipe da Verde lembra que a extensão e magnitude do ciclo será determinada pela capacidade do novo governo de endereçar os profundos problemas fiscais do país. Mas mesmo aqui faz um adendo positivo: "Nos preços atuais, ainda não se faz necessário ter uma forte visão desse componente. Mais à frente, tal debate se tornará mais relevante".
Sobre o cenário externo, a carta aponta o pior mês do S&P 500 desde 2011, condições monetárias que devem impactar o crescimento americano ao longo de 2019, além do cenário de incertezas na China e na Europa. É um quadro externo mais desafiador, mas "ainda não o suficiente para alterar a trajetória positiva que enxergamos para os ativos brasileiros", reforça a equipe de Luis Stuhlberger.
O gestor começou a comprar juros prefixados e bolsa local antes mesmo da disputa nas urnas, como você pode ver nesta conversa exclusiva com o Seu Dinheiro.
Quer ler a carta na íntegra? Veja aqui.
E você? Conseguiu investir no Verde a tempo de pegar o retorno excepcional de outubro? Conte para mim abaixo.
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