🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Caro ou barato? É tudo relativo!

Se você pode pegar seu celular e, em segundos, comparar preços de um tênis em 47 lojas diferentes, a coisa complica um pouco mais quando falamos de ações. Mas os analistas financeiros criaram algumas ferramentas para comparar preços e empresas.

16 de dezembro de 2018
6:06 - atualizado às 10:02
Renner e Magazine Luiza
Renner e Magazine Luiza - Imagem: Montagem Andrei Morais / Estadão Conteúdo

Dentre as teorias para explicar por que a inflação nos EUA não pega no breu, gosto particularmente da ideia de que, com o e-commerce e as pesquisas de preço online o tempo todo em suas mãos, as pessoas simplesmente se recusam a pagar mais pelos produtos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se você pode pegar seu celular e, em segundos, comparar preços de um tênis em 47 lojas diferentes, o espaço para a alta de preços fica limitado e o varejista se vê obrigado a dar descontos para fechar a venda.

Ninguém mais cai naquela de comprar uma TV na loja física da Fastshop pagando 20% a mais do que ela custa na loja online – você até vai à loja, olha o produto, tira suas dúvidas e, no fim das contas, chega em casa e compra no site que estiver com o menor preço.

Em busca do valor

Se é ridiculamente fácil saber se uma camisa está cara ou barata, a coisa complica um pouco mais quando falamos de ações.

Não dá para abrir o Buscapé e pesquisar o preço de Petrobras. É difícil comparar as características da Magazine Luiza com Lojas Americanas e, na Black Friday, não tem ninguém anunciando ações da Vale com 30% de desconto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas os analistas financeiros criaram algumas ferramentas para comparar preços e empresas que, apesar de estarem longe de ser infalíveis, nos dão uma baita mão na hora de decidir entre comprar ou não uma ação.

Leia Também

Antes de mais nada, o preço de uma ação, por si só, não diz nada. Uma ação a R$ 10 pode ser extremamente cara e outra, a R$ 1.200 pode ser a maior barganha da sua vida.

Ações são representações de participação em um negócio. E seu preço só traz alguma informação quando comparado com alguma outra variável.

A primeira comparação possível, e mais lógica, é tentar avaliar o preço de uma ação com o que seria seu valor intrínseco – para calcular esse tal valor intrínseco, analistas financeiros criaram um negócio que se chama “fluxo de caixa descontado” (DCF, da sigla em inglês).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A brincadeira é estimar todos os fluxos de caixa que uma empresa vai gerar daqui até o fim dos tempos e, com base em uma taxa de desconto (conhecido como custo de capital), trazer a somatória desses fluxos a valor presente.

Essa somatória é o valor da empresa que, dividido pelo número de ações, nos dá o valor justo de cada ação. Comparando esse valor com o preço de tela, você conclui se a danada está cara ou barata.

Difícil previsão

Se isso parece uma tarefa mística, é porque é, mesmo.

Fazer o DCF envolve estimar o que vai acontecer 10, 20, 30 anos no futuro e, meu amigo, se tenho dificuldades em estimar quanto comprar de cerveja para um churrasco, imagine minha capacidade de prever quanto a Ambev vai vender de cerveja em 2032.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nem vou falar sobre a taxa de desconto, que é um problema em si mesma, e é extremamente relevante para o resultado final da brincadeira.

Nada tenho contra o DCF – é uma baita ferramenta para analisar negócios, entender drivers e até descobrir que tipo de premissas estão embutidas no preço das ações. Mas, tirando algumas exceções (como concessões e ativos bem maduros), acho um modelo ruim para determinar valor.

O que preocupa é ver gente por aí usando o modelo como se fosse uma verdade absoluta e se guiando nos números cuspidos pelo Excel como se fossem mandamentos extraídos diretamente do Velho Testamento.

Empresa x Empresa

Beleza. Se não dá para confiar no valor intrínseco, ou absoluto, o que nos resta?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Oras, se barato ou caro é um conceito relativo, o melhor a fazer é comparar o preço das ações de uma empresa com preços de ações de outra empresa.

Esse tipo de análise, não à toa chamada de relativa, é feita com base nos múltiplos – se o preço de uma ação não diz muita coisa, comparar os R$ 39,7 de Lojas Renner (LREN3) com os R$ 169 de Magazine Luiza (MGLU3) não vai te levar a lugar nenhum. Os múltiplos transformam preços de ações em indicadores comparáveis.

Um múltiplo nada mais é do que uma relação entre duas variáveis – se você puxar suas aulas de álgebra na memória, talvez se lembre que as frações são formas de expressar relações.

Reais por metros quadrados, quilômetros por litro, calorias por 100 gramas e gols por partida são todos múltiplos que você usa no dia a dia sem nem perceber que está ali, colocando as coisas na forma de fração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Da mesma forma, dá para olhar para as ações e estabelecer uma relação entre seu preço e alguma variável financeira das empresas: uma das mais populares é o preço por lucro (do inglês P/E).

A métrica é fácil: você pega o preço por ação e divide pelo lucro por ação (lucro total pelo número de ações).

Para ilustrar: nos últimos doze meses, a Lojas Renner teve lucro de R$ 912 milhões. Como a companhia tem cerca de 718 milhões de ações em circulação, seu lucro por ação foi de R$ 1,27. Assim, o P/E de Renner é 31,2x (39,70/1,27).

Esse número, por si só, já nos diz algumas coisas – seriam necessários 31 anos para que a empresa retornasse, na forma de lucro, o valor investido em uma ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso equivale a um retorno anual de 3,2% – é muito pouco quando comparado com o CDI, de 6,5% ao ano.

O P/E de Magazine Luiza é ainda maior: 56,15x – um retorno anual de 1,78% – você teria que esperar 56 anos para ter de volta o valor investido na ação.

No conceito relativo, as ações de Magazine Luiza estão mais caras do que as ações de Lojas Renner e ambas parecem caras quando olhamos para o CDI.

Compro ou vendo?

Mas tem gente comprando tanto uma quanto outra, por quê?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É aí que entra a parte da análise de fato.

Tanto Renner quando Magalu têm crescido de forma impressionante nos últimos anos – se o lucro aumenta, o “E” do P/E aumenta e a relação entre preço e lucro cai – chamamos isso de contração de múltiplos.

Nos últimos cinco anos, o lucro de Renner cresceu, em média, 17,2% ao ano. Magazine Luiza, um dos maiores fenômenos da Bolsa brasileira, cresceu 39,5% no período.

Não à toa, quem comprou LREN3 em dezembro de 2013 está com retorno acumulado de 293%. E quem investiu uns trocados em MGLU3 não deve estar com muitas preocupações financeiras – as ações se valorizaram em 2.300% – isso mesmo, cada R$ 1 investido deu R$ 23 de retorno!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, olha que interessante, Magazine opera a um P/E que é 1,8x maior do que o P/E de Lojas Renner. Mas ela cresceu a uma taxa 2,3x maior nos últimos cinco anos.

Peg pague

Será que Magazine está, mesmo, mais cara do que Renner?

Para responder a essa pergunta, os caras inventaram um outro múltiplo, chamado Peg Ratio que nada mais é do que a divisão do P/E pela taxa anual de crescimento dos lucros. É um dos múltiplos mais utilizados para avaliar empresas que crescem muito, ou as growth stocks, como o pessoal as chama carinhosamente.

Olhando para os últimos cincos anos, o Peg de Renner é 1,8x. O de Magazine Luiza fica em 1,4x. Assim, quando ajustamos para o crescimento passado, Magalu está mais barata do que Renner, simplesmente porque ela cresce muito mais rapidamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema é que o passado importa pouco – é preciso saber se as companhias continuarão crescendo e a qual taxa. Aqui, a futurologia entra em campo novamente, mas geralmente trabalhamos com um período mais curto e, portanto, um pouco mais “estimável”.

O consenso para Renner é um crescimento de 22% para os próximos três anos e 35,4% para Magazine. Os pegs ficam, respectivamente, em 1,42x e 1,58x e o jogo se inverte, Magazine estaria cara no relativo.

Agora, a pergunta que realmente importa, será que vale a pena comprar alguma das duas ações?

Essa resposta eu te dou na semana que vem – vou te falar sobre um gênio chamado Peter Lynch, como ele olha para o Peg Ratio e de como decide entre comprar ou não as growth stocks.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar