Menu
2018-10-23T16:36:10-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Política Monetária

IPCA-15 surpreende para baixo e reforça estabilidade da Selic em 6,5%

Prévia da inflação oficial fica abaixo das estimativas mesmo captando alta do dólar

23 de outubro de 2018
11:23 - atualizado às 16:36

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), tido como uma prévia da inflação oficial, mostrou variação positiva de 0,58% em outubro, firme avanço sobre a alta de 0,09% em setembro, e maior leitura para o mês desde 2015 (0,66%).

A elevação era esperada em função do dólar alto influenciando os preços no período, mas, ainda assim, a surpresa foi positiva, pois o indicador ficou abaixo da mediana de 0,63% da “Projeções Broadcast”. No ano, o indicador acumula alta de 3,83% e sobe 4,53% no acumulado em 12 meses.

Segundo o especialista em commodities da Tullett Prebon, Marco Franklin, a alimentação em domicílio explica parte do aumento e refletiu a alta de produtos in natura, que deverão subir mais até o fim do mês, assim como aves e carnes, que captam a entressafra e uma acomodação de oferta depois dos problemas enfrentados pela BRF Foods, que elevaram a oferta interna. Ainda assim, a variação ficou abaixo da estimada pelas coletas de preços.

Para o IPCA fechado do mês, o Franklin projeta variação ao redor de 0,60%. Para novembro, o IPCA deve refletir com mais intensidade o movimento recente de queda do dólar e do preço do petróleo.

Tendência da inflação

Uma forma de olhar a tendência da inflação é observar os núcleos de preços, que tiram itens mais voláteis. Essas medidas são acompanhadas de perto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para definição da taxa básica de juros, a Selic.

Mesmo com a alta da inflação, os núcleos continuam apontando um cenário sem pressão inflacionária, diz a CM Capital Markets em nota a clientes. Algumas medidas oscilam na linha dos 2,3% quando medidas em 12 meses, próximas ao piso da meta.

Tal comportamento da inflação reforça a expectativa de que o Copom manterá a Selic inalterada em 6,5% ao ano no seu encontro do dia 31 de outubro.

Olhando para 2019

Também em nota, o Banco Fibra comunicou uma alteração na expectativa para a condução da política monetária em 2019, e passou a estimar juros estáveis no próximo ano. Até então, a instituição via necessidade de elevação do juro.

Tal previsão considera que a elevada ociosidade da economia pode acomodar uma recuperação da atividade sem gerar pressão inflacionária significativa.

Além disso, expectativas estão ancoradas ao redor da meta, sobretudo em prazos mais longos, ficando em 4,22% para 2019, 4% em 2020 e 3,78% para 2021.

A instituição também cita um recuo das medidas de núcleo, que se mostram compatíveis com atingimento do centro da meta para a inflação.

No lado do câmbio, o Fibra espera moderada depreciação do real nos próximos meses, sobretudo em 2019, por conta do cenário externo mais desafiador para os mercados emergentes. O banco mantém a projeção de dólar a R$ 4,20 no fim do próximo ano.

Para dar um parâmetro, a mediana do mercado, captada pelo Focus, mostra Selic de 8% no fim de 2019, com dólar a R$ 3,80.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

PANDEMIA NO PAÍS

Covid-19: Brasil tem 142 mil óbitos e 4,74 milhões de casos acumulados

Do total de contaminados, 86% se recuperaram da doença

seu dinheiro na sua noite

Cheiro de pedalada e de drible no teto de gastos

Caro leitor, O governo bem que tentou se safar manejando o cobertor curto, mas pelo menos para o mercado financeiro, não colou. O anúncio do programa social Renda Cidadã nesta segunda-feira lançou um combo de preocupações nos investidores e atirou o Ibovespa na lama, totalmente na contramão do resto do mundo. O dólar, por sua vez, voltou […]

dinheiro à vista

CCR paga R$ 373,2 milhões em dividendos em 30 de outubro

Empresa pagará o correspondente a R$ 0,18477410142 por ação ordinária

Na contramão

Bolsa cai e dólar dispara depois de governo revelar como pretende financiar Renda Cidadã

Ibovespa abriu em alta, mas virou em meio à frustração dos investidores com o financiamento do programa que sucederá o Bolsa Família

em anúncio do renda cidadã

Guedes: Política dá o timing e desoneração está sendo estudada

No anúncio do novo programa social do presidente Jair Bolsonaro, o Renda Cidadã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta do governo foi feita com a busca da “verdade orçamentária”

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements