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2019-04-04T14:01:21-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Política monetária

A faxina geral da Argentina com as novas políticas do Banco Central

Novo presidente do BC, Guido Sandleris, anunciou que vai abandonar o regime de metas de inflação e apresentou uma alternativa

26 de setembro de 2018
19:31 - atualizado às 14:01
Peso argentino
Nova política monetária também buscará restringir o valor da moeda local - Imagem: Shutterstock

O novo presidente do Banco Central da Argentina chegou com o pé na porta e promete causar mudanças significativas na política monetária dos hermanos. Guido Sandleris tomou posse como chefe do BC ontem e já nesta quarta-feira, 26, anunciou novas medidas para reduzir a inflação do país.

Sandleris enterrou o regime de metas de inflação que vinha sendo adotado até o momento e lançará medidas conhecidas como "âncora nominal". Na prática, o BC vai deixar de ter uma meta para a inflação e passará a lidar apenas com o objetivo de reduzi-la. A medida entrará em vigor em 1º de outubro.

Dentro desse processo, o banco também vai deixar de intervir no câmbio argentino quando o dólar estiver cotado entre 34 e 44 pesos argentinos. A ação do BC por meio de leilões de dólares só voltará se o peso for negociado acima dos 44 dólares.

Além do novo regime, a política monetária também buscará restringir o valor da moeda local com o objetivo de determinar quais serão os preços do país e estabilizar a inflação.

Mais dinheiro no caixa

Mais cedo, foi a vez do ministro da Economia, Nicolás Dujovne, e da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, anunciarem novas ações para recuperar a economia argentina. Além dos US$ 50 bilhões que estavam prometidos pelo fundo, a equipe econômica de Macri terá mais US$ 7 bilhões extras para recuperar suas situação fiscal.

Somente neste ano, o FMI vai emprestar US$ 13,4 bilhões à Argentina, ante US$ 6 bilhões previstos anteriormente. Para 2019, o valor repassado será de US$ 22,8 bilhões.

Dujovne também falou sobre o câmbio livre, reafirmando a política de não-intervenção na cotação do peso argentino que foi anunciada pelo BC, salvo em momentos de grandes oscilações.

*Com agências de notícias.

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