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2018-10-02T12:30:44-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Mercado de ações

CVM abre processo para investigar pagamento da Qualicorp ao CEO

Negócio que colocou R$ 150 milhões no bolso de José Seripieri Filho fez as ações da administradora de planos de saúde despencarem 30% ontem na bolsa

2 de outubro de 2018
11:12 - atualizado às 12:30
José Seripieri Filho, presidente da Qualicorp
José Seripieri Filho, ex-presidente da Qualicorp - Imagem: Divulgação/Fiesp

O polêmico acordo anunciado pela administradora de planos de saúde coletivos Qualicorp que colocou R$ 150 milhões no bolso de José Seripieri Filho, fundador e presidente da empresa, já começou a ser investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a xerife do mercado de capitais.

O negócio provocou revolta entre os acionistas minoritários da empresa, que não foram consultados sobre a operação. Em carta aos cotistas, a XP Gestão anunciou que pretende buscar reparação dos prejuízos de todas as formas, inclusive na Justiça.

O sentimento se traduziu nas ações da companhia, que despencarem quase 30% ontem na bolsa. Hoje pela manhã, os papéis recuavam mais 3%, mas viraram e no começo da tarde registravam alta de pouco mais de 5%.

Após o episódio, o BTG Pactual decidiu reduzir a recomendação da empresa para neutra. Para os analistas do banco, as ações estão baratas, mas as questões de governança devem pesar mais neste momento.

A CVM abriu ontem mesmo um processo administrativo contra a Qualicorp para apurar o caso. Pelo acordo, a empresa se comprometeu a pagar R$ 150 milhões à vista a Seripieri Filho, também conhecido no mercado como Júnior.

Em troca, ele basicamente não precisa fazer nada. Basta não vender suas ações - ele detém uma participação de 15% - e não competir com a companhia pelos próximos seis anos.

Alinhado?

Em entrevista ao site "Brazil Journal", Júnior alegou que o acordo alinha os interesses dele e da Qualicorp. Ele disse que tem ideias para novos produtos na área de saúde e que agora pretende desenvolver dentro da empresa. Antes do negócio, nada impedia que ele vendesse suas ações e abrisse um negócio concorrente.

Mas para um gestor de ações que acompanha a Qualicorp, havia outras formas de alinhar os planos de Junior e os da companhia. Por exemplo, com a criação de um pacote de remuneração atrelado ao desempenho da empresa nos próximos anos.

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