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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Esquenta dos mercados

Um olho nas pesquisas e outro no payroll em dia de possível otimismo

Datafolha mostra avanço de Bolsonaro, o que pode dar novo gás na bolsa, mas mercado estará de olho também nos dados de emprego dos EUA

5 de outubro de 2018
8:08 - atualizado às 8:15
Datafolha mostrou avanço de Bolsonaro acima da margem de erro, mas segundo turno permanece embolado - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Bom dia, investidor! A última pesquisa Datafolha, divulgada ontem, pode dar novo gás nos mercados nesta sexta (05), último pregão antes do primeiro turno das eleições.

Depois de uma quinta em que os investidores estiveram em compasso de espera, com Ibovespa em queda e dólar em alta, o avanço de Bolsonaro no último levantamento pode levar a uma nova onda de otimismo.

No Datafolha de ontem à noite, Bolsonaro cresceu três pontos nas intenções de voto, passando de 32% para 35%. Haddad oscilou apenas dentro da margem de erro, de 21% para 22%.

Os dois seguem isolados na dianteira, e tudo indica que haverá um segundo turno, em que ainda ocorre empate técnico, com leve vantagem para o candidato do PSL, de 44% a 43%. O nível de rejeição dos dois candidatos permaneceu estável em 45% para Bolsonaro e 40% para Haddad.

Ontem à noite também teve debate na "Globo", em que Bolsonaro, ausente, foi o alvo preferido. Mas Haddad não deixou de ser atacado.

Paralelamente, a "Record" transmitia uma entrevista com o candidato do PSL. O repórter Eduardo Campos, no entanto, acha que nem o debate, nem a entrevista fizeram muita diferença, e que era melhor assistir Netflix.

No último pregão, o Ibovespa operou o dia em baixa e chegou a ensaiar uma reversão no fim da tarde com especulações de que o Datafolha seria favorável a Bolsonaro. Mesmo assim, o índice fechou em queda de 0,38%, aos 82.952 pontos.

As estatais começaram o dia em forte queda, mas se recuperaram depois que o general Oswaldo de Jesus Ferreira, braço direito de Bolsonaro na área de infraestrutura, fez declarações positivas à imprensa acerca de privatizações.

O dólar operou o dia em alta. Sem boas notícias, o real não teve força para se valorizar diante da moeda americana, que subia lá fora em razão da força da economia dos EUA e da continuidade do movimento de alta nos juros dos títulos americanos.

Assim, o dólar se valorizou diante das moedas emergentes. Por aqui, fechou estável, com leve alta de 0,08%, a R$ 3,8831.

Um pé dentro e outro fora

Hoje teremos pesquisas XP/Ipespe e Paraná/Crusoé e, neste sábado (06), véspera de eleição, Ibope e Datafolha. Nesta sexta, o mercado estará de olho ainda na divulgação do payroll, os dados oficiais de emprego dos Estados Unidos, às 9h30.

Na quarta-feira, levantamento da consultoria ADP, considerado a prévia do payroll, mostrou dados mais fortes de emprego nos EUA. Esse é um dos fatores que têm motivado investidores a acreditarem em um aperto monetário mais forte do Fed, o banco central americano, o que tem elevado os juros dos títulos do país.

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