Menu
2019-04-05T10:23:12+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Ex-motorista de Flávio Bolsonaro

STF suspende investigação sobre movimentações financeiras de Queiroz

Ex-motorista do senador eleito, Queiroz é investigado por transações atípicas

17 de janeiro de 2019
13:05 - atualizado às 10:23
Flavio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
Flavio Bolsonaro e Fabrício Queiroz - Imagem: Divulgação

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quinta-feira, 17, as investigações sobre as transações atípicas de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Fux atendeu a um pedido da defesa de Flávio, que justificou que o filho do presidente Jair Bolsonaro ganhará foro privilegiado ao assumir o cargo de senador. O ponto ganhou relevância depois que o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informações sobre movimentações do político, incluindo-o no processo.

Segundo a sentença de Fux, o pedido do MP-RJ visava o acesso a todas as comunicações de transações suspeitas que podem ter sido realizadas por Flávio Bolsonaro no período entre 2007 a dezembro de 2018.

"O Reclamante assinala que, em 14/12/2018, depois de confirmada sua eleição para o cargo de Senador da República, o órgão ministerial local requereu ao Coaf informações sobre dados sigilosos de sua titularidade, abrangendo o período de abril de 2007 até a data da implementação da diligência, a pretexto de instruir referido procedimento investigativo", afirmou Fux.

Em sua decisão, o ministro do STF também disse que cabe ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, decidir sobre a situação específica da apuração e a investigação agora deve aguardar uma decisão dele. Vale lembrar que Supremo só retomará suas atividades em 1º de fevereiro.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Histórico das investigações

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou 22 procedimentos para apurar as movimentações atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envolvendo servidores e políticos. As investigações estavam sendo conduzidas pela promotoria fluminense, já que Flávio e os outros 21 políticos atuavam na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O relatório do Coaf, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi enviado ao Ministério Público Federal do Rio no âmbito da Operação Furna da Onça, que em novembro prendeu dez deputados estaduais suspeitos de receberem propina. Ao todo, 75 servidores são citados no documento, mas nem todos seguem o mesmo padrão de movimentação financeira. Queiroz e Flávio Bolsonaro não foram alvo da operação.

Aliados e oposição reagem

A decisão do ministro Fux pegou mal na classe política e foi duramente criticada por parlamentares de vários partidos. Membros do PT, do Psol e do Movimento Brasil Livre (MBL) fizeram postagens em suas redes sociais contra a medida.

Presidente nacional do PT, a senadora e deputada federal eleita Gleisi Hoffmann (PR) mostrou indignação com a decisão anunciada no começo da tarde desta quinta-feira, 17. "Muito grave a notícia de que o Supremo suspendeu a investigação sobre o caso. Os pesos e medidas são muito diferentes. Para Lula, basta convicção, para os Bolsonaros nem documento público é considerado", afirmou a petista.

Kim Kataguiri, uma dos principais líderes do MBL, escreveu que o pedido "cheira muito mal". "Entrar com pedido para ser investigado em foro especial é, no mínimo, suspeito", afirmou o deputado federal eleito do DEM-SP.

O senador Humberto Costa (PT-PE) questionou se a situação vai terminar sem resolução. "Até hoje, MP sequer conseguiu ouvi-los. Vai acabar tudo em pizza?", escreveu em seu Twitter.

O ex-presidenciável Guilherme Boulos (Psol) ironizou a declaração do deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) feita ano passado de que, para fechar o Supremo Tribunal Federal, bastaria um soldado e um cabo. "STF acaba de suspender a investigação de Queiroz a pedido de Flávio Bolsonaro. O cabo e o soldado já entraram no STF", disse.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

mundo digital

É preciso esforço internacional para tributação justa de techs, diz secretário do Tesouro dos EUA

Mnuchin disse que departamento irá policiar as criptomoedas para que elas não representem “um risco para o sistema financeiro”.

Blog da Angela

Juízo ao entrar e muito cuidado ao sair (não se trata de namoro, mas da Bolsa)

A ditadura militar havia acabado, uma Nova República fora instaurada no ano anterior e o governo Sarney empenhava-se para debelar a inflação com o primeiro programa de estabilização monetária de que se tinha notícia. Nada daria errado naquele 1986.

Leve recuperação

Ibovespa abre em leve alta, dividido entre otimismo local e cautela no exterior

O mercado mostra-se otimista em reação à possibilidade de anúncio da liberação dos saques do FGTS. No entanto, o exterior ainda negativo traz pressão ao Ibovespa

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Vista sua galocha na corrida do ouro

Veja os destaques do Seu Dinheiro nesta manhã

estratégias para emplacar novo embaixador

Aliados querem mudar comissão que vai sabatinar Eduardo

Primeira alteração seria tornar o senador Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, titular do colegiado

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Entrevista

‘Teremos um ciclo melhor do que o de 2006 e 2007’

Para o presidente do banco americano JPMorgan no Brasil, José Berenguer Neto, o ciclo de entusiasmo no mercado brasileiro tem potencial para ser maior do que o observado há mais de uma década

na expectativa

Governo quer reduzir alíquota do IR para máximo de 25%, diz Bolsonaro

Outra ideia do governo é unificar impostos e contribuições federais, como PIS, Cofins, IPI e IOF, em um imposto único

Novos planos

Weg chega ao varejo e amplia projeto de miniusinas solares em condomínios

Abertura dessa relação direta com o cliente pessoa física segue de perto a estratégia adotada por uma de suas principais concorrentes no segmento corporativo, a Siemens

a bula do mercado

Guerra comercial chega aos balanços corporativos

Detalhes sobre saque do FGTS são esperados no Brasil

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements