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2019-04-12T12:30:20+00:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Nova corretora

Com plataforma Pi, Santander vai levar gestores de fortunas ao pequeno investidor

O plano é conquistar pelo menos 1 milhão de clientes em um prazo de três a quatro anos com a plataforma, que vai devolver ao cliente os recursos que seriam destinados para remunerar o agente autônomo

14 de março de 2019
14:53 - atualizado às 12:30
Pi Investimentos, do Santander
Pi, plataforma de investimentos do Santander - Imagem: Montagem Andrei Morais

Hoje é dia 14/3. Ou 3/14, na forma adotada nos Estados Unidos. Não por acaso, é também o dia do número matemático Pi, que equivale a (aproximadamente) 3,14. E menos acaso ainda foi a escolha da data para o lançamento da Pi, a plataforma de investimentos do Santander.

Eu estive nesta quinta-feira na entrevista coletiva que marcou o lançamento oficial da Pi, que está disponível nas lojas de aplicativos de celular e no site www.vemprapi.com.br.

O Santander chega com certo atraso em um mercado que enfrenta uma concorrência entre as plataformas independentes e as grandes instituições financeiras, onde ainda estão concentrados os recursos da maior parte dos investidores. O plano é conquistar pelo menos 1 milhão de clientes em um prazo de três a quatro anos.

Para chegar lá, a Pi aposta em dois diferenciais em relação às plataformas existentes no mercado. Além de ter uma prateleira de produtos com fundos e aplicações como CDBs, LCI, LCA e outros, a Pi vai oferecer também o serviço de gestão de carteiras de gestores que hoje atuam apenas para clientes multimilionários, do segmento private dos bancos e dos chamados "family offices".

"O conceito de democratização parece batido, mas hoje o investidor não consegue montar uma carteira de excelência", disse Felipe Bottino, CEO da Pi.

As carteiras da corretora serão montadas com base em objetivos, como aposentadoria, montar um negócio ou a educação dos filhos. Um exemplo disponível hoje no site é o "F*#da-se idade mínima", uma referência à proposta de reforma da Previdência e criada para o investidor com foco no longo prazo. A carteira tem uma meta de retorno de 140% do CDI e uma volatilidade média de 5%.

A corretora fechou com quatro gestoras para fazer a administração das carteiras: Tag Investimentos, Vitreo e CA Indosuez, além da própria equipe do private do Santander. Outros quatro gestores devem ser incluídos futuramente.

As taxas de administração das carteiras também serão competitivas e variam de 0,7% a 1% ao ano, em alguns casos com taxa de performance sobre o que exceder o CDI. A expectativa é que a escala da plataforma remunere o trabalho desses gestores, mais caros que a média do mercado, segundo Bottino.

No lugar do agente autônomo, pontos

Assim como outras plataformas de investimento, a Pi não trabalha com a figura do agente autônomo, como fazem concorrentes como a XP Investimentos e o BTG Pactual Digital.

A diferença é que a Pi decidiu devolver para o cliente uma parcela da remuneração dos produtos de investimento que seria destinada ao agente autônomo.

Para isso, a plataforma do Santander criou um sistema de acúmulo de pontos, parecido com os programas de milhagem de cartões de crédito e empresas aéreas, e que são revertidos em dinheiro na conta.

Por exemplo: o investimento de R$ 5 mil em um CDB com vencimento em 2024 daria ao cliente 2 mil pontos, o equivalente a R$ 20.

Em fases

A Pi nasceu com uma oferta bem limitada de produtos. Hoje estão disponíveis apenas as aplicações de títulos bancários. A prateleira de fundos e as carteiras só devem entrar no sistema em abril.

O investimento no Tesouro Direto, previdência privada e ações também ficou mais para frente. Mas a ideia é ter toda a gama de produtos de investimentos disponível até o fim do ano, segundo Bottino, que veio da Icatu Seguros para comandar o projeto.

Embora o Santander tenha 100% do capital, a Pi opera de forma independente e funciona em um "coworking" que fica a aproximadamente três quilômetros da sede do banco em São Paulo.

O Santander não revelou os investimentos na Pi, mas sabe-se que se trata de um projeto estratégico para o banco. A equipe conta hoje com 70 pessoas de várias especialidades, inclusive uma especialista em games que veio da Nintendo. A plataforma começou a operar em fase de testes há algumas semanas, quando atraiu os 2 mil primeiros clientes.

Se você é um dos clientes que testou a plataforma, conte nos comentários logo abaixo ou no meu Twitter como foi a sua experiência.

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