Menu
2019-05-13T14:31:08+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Guerra Comercial

Pode a China vender seu estoque de US$ 1 trilhão em dívida americana?

Possibilidade de retaliação além do campo comercial chegou a correr pelos mercados, mas tal movimento não faria sentido

13 de maio de 2019
14:31
guerra comercial
Imagem: Shutterstock

Os mercados globais reagem de forma negativa à escala da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e um elemento ressurgiu dentro desse ambiente conflagrado: a possibilidade de a China vender seu estoque de títulos da dívida americana.

Sites de notícias voltaram a levantar essa possibilidade depois que a China anunciou que vai impor tarifas a produtos americanos em resposta ao movimento anunciado na semana passada por Donald Trump.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

O China é maior financiador da dívida americana, com mais de US$ 1,130 trilhão em Treasuries (dados de fevereiro do Tesouro americano). Em segundo lugar está no Japão, com US$ 1,072 trilhão. Em terceiro lugar estamos nós, o Brasil, com US$ 307,7 bilhões (grande parte de nossas reservas internacionais está nesses títulos). A dívida total passa de US$ 6,3 trilhões.

Essa possibilidade de venda pelos chineses chegou a se refletir no mercado de Treasuries, com as taxas operando em alta em parte do pregão. No entanto, a busca por proteção e a avaliação do mercado de que os chineses não fariam essa venda, coloca as taxas de juros para baixo.

O papel de 10 anos tinha taxa de 2,39%, a menor desde março, depois de chegar a subir a 2,44% no começo do pregão. Quanto maior a demanda pelos papéis, menor é a taxa deles.

Conversei com meu amigo gringo sobre essa possibilidade de retaliação financeira por parte dos chineses, e ele me explicou que os chineses não pensam ou atuam como traders de mercado.

De fato, uma venda rápida dos papéis imporia novos problemas aos Estados Unidos, com uma elevação súbita das taxas de juros. Mas meu amigo explicou que os chineses levam em conta as consequências desse tipo de retaliação no médio e longo prazos.

Se eles realmente fizerem isso, podem sofrer com uma queda acentuada no fluxo de capitais e os chineses sabem que não podem abrir mão dos recursos e do financiamento internacional para sustentar e impulsionar seu crescimento econômico.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

tendência

Marfrig vai exportar carne vegetal para ao menos quatro países

Companhia brasileira anunciou no início de agosto a produção e comercialização de produtos à base de proteína vegetal, numa parceria com a americana ADM

preço da violência

Ataque à Aramco, na Arábia Saudita, pode afetar 5% da produção mundial de petróleo

Ataques à Aramco ocorrem em meio à escalada das tensões entre os rebeldes houthis, aliados do Irã, com a Arábia Saudita, apoiada pelos EUA

Proteção para a sua carteira

Ao escalar sua seleção de ações, pense duas vezes antes de colocar Vale e Suzano na defesa

As ações das exportadoras Vale e Suzano, clássicas opções defensivas para um cenário de dólar forte, acumulam desempenho negativo no ano, pressionadas pelos preços do minério e da celulose em baixa. Se esses papéis já não têm mais o mesmo apelo defensivo de antes, quais ativos da bolsa podem ocupar o miolo da zaga do seu portfólio?

quem disse que tá ruim?

Novatas de tecnologia na bolsa americana têm desempenho acima do S&P 500 – mesmo levando em conta Uber e Lyft

Levantamento feito por publicação americana leva em conta 13 IPOs de tecnologia deste ano nas bolsas e mostram que os papéis, juntos, valorizaram mais que o S&P 500

tensão

Drones atacam instalações de petroleira na Arábia Saudita

Reivindicado pelos rebeldes houthis que combatem a intervenção saudita no vizinho Iêmen, ataque atingiu duas refinarias da Aramco

oportunidades à vista

Brasil consegue abertura do mercado egípcio para lácteos e Bolsonaro comemora

Produtores brasileiros poderão exportar, já a partir de outubro, produtos como leite em pó e queijos para o mercado egípcio

unicórnio vai à bolsa

Startup de escritórios compartilhados WeWork reduz poderes do CEO

Prestes a estrear na bolsa, a WeWork enfrenta a preocupações de investidores por conta de seu modelo de negócio.

olha a dupla aí

Com IPO da C&A e avanço da Amazon, mercado espera aceleração de investimentos no varejo

Especialistas avaliam a oferta pública inicial de ações da rede de lojas de vestuário e a escalada da varejista fundada por Jeff Bezos

novela com o bilionário

Executivo das criptomoedas pagou US$ 4,6 milhões por almoço com Warren Buffett – mas encontro pode não acontecer

CEO da Tron, Justin Sun, venceu leilão beneficente que promove um encontro com o lendário investidor, mas história teve desdobramentos inesperados

olhos lá na frente

Mineradora tem projeto de R$ 9,1 bi com megabarragem no Norte de MG

Projeto prevê uma das maiores barragens de rejeitos do País, mas é condenado por entidades como o Movimento dos Atingidos por Barragens; empresa afirma que o modelo é seguro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements