Menu
2019-10-08T17:29:25+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
vai mudar

Na esteira da Selic baixa, Caixa e Banco Inter anunciam redução de juros do crédito imobiliário

Banco diminui em 1,0 ponto porcentual taxas de juros para financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)

8 de outubro de 2019
10:28 - atualizado às 17:29
Caixa Econômica Federal
Caixa Econômica Federal - Imagem: Shutterstock

A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (8) a redução de até 1,0 ponto porcentual das taxas de juros para financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A menor taxa de juros cobrada pela Caixa passará de 8,50% mais a Taxa Referencial (TR) para 7,50% mais a TR. Já a maior taxa irá de 9,75% mais a TR para 9,50% mais a TR.

De acordo com a Caixa, as novas taxas passam a valer na segunda-feira, dia 14 de outubro. O corte de juros valerá para créditos com saldo devedor atualizado pela TR no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

A redução anunciada agora pela Caixa não abarca os contratos, lançados recentemente pelo banco, que são indexados ao IPCA - o índice oficial de inflação. Nestes contratos, as taxas de juros variam de 2,95% mais o IPCA a 4,95% mais o IPCA.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

O Banco Inter também resolveu abraçar a estratégia e informou que sua taxa passará de 8,5% ao ano mais a Taxa Referencial (TR) para 7,7% ao ano mais TR.

Em comunicado, o Inter ressalta que esta é a terceira redução nas taxas do crédito imobiliário desde o ano passado, passando de 12% mais Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a taxa atual.

Os cortes de juros surgem na esteira das reduções mais recentes da Selic (a taxa básica de juros da economia), atualmente em 5,50% ao ano. Com uma Selic mais baixa, várias instituições financeiras anunciaram recentemente cortes em suas taxas para o crédito imobiliário.

Movimento do mercado

O anúncio do banco estatal está em linha com a ofensiva no mercado de crédito imobiliário que tem sido feita por instituições privadas. Itaú reduziu a taxa mínima de 8,30% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,45%. Já o Bradesco diminuiu de 8,10% para 7,30%. No Banco do Brasil, a menor taxa chegou a 7,99% ao ano.

Os dois maiores bancos privados disputam a vice-liderança do setor, dominado pela Caixa Econômica Federal, tanto em volume quanto em valor de concessões.

Dos grandes bancos de varejo no Brasil, falta apenas o Santander aderir à mais nova rodada de corte de juros nos financiamentos imobiliários, motivado pela queda da taxa básica, a Selic, para 5,5% ao ano.

O banco, que reúne nesta terça investidores e analistas para falar sobre perspectivas para a instituição no País, puxou essa fila no início de julho ao baixar sua taxa mínima para 7,99% ao ano mais TR.

A mais recente leva de corte de juros ocorre em meio ao cenário de redução de juros no País, com a Selic no patamar histórico de 5,5% ao ano. Além de elevar a concorrência entre os bancos, servindo de trampolim para a portabilidade no crédito imobiliário, as novas taxas tendem a empurrar os juros para o menor piso histórico do setor.

Ao fim de agosto, a taxa do segmento, considerando recursos direcionados, estava em 8,2% ao ano, acima de julho, com 7,7% ao ano, segundo dados divulgados do Banco Central. O piso no segmento foi visto em fevereiro de 2013, quando o juro do crédito imobiliário estava em 7,69%.

FGTS

Outra discussão no setor é a disputa pela administração dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que hoje é monopólio da Caixa. O desejo dos bancos privados de dividir o bolo é antigo.

Conforme anteciparam na segunda-feira o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Caixa vai apresentar ao ministro da Economia, Paulo Guedes, uma proposta de redução da sua taxa de administração para manter o monopólio.

Atualmente, o banco público cobra uma taxa de 1% para administrar os cerca de R$ 550 bilhões do fundo, cujos recursos são usados pelos mutuários para abater do crédito imobiliário, obter taxas mais atrativas.

Além disso, o veículo financia projetos de infraestrutura, saneamento e habitação como, por exemplo, o Minha Casa, Minha Vida. Uma das propostas em análise, conforme apuraram o Estadão e o Broadcast, seria cortar a taxa para 0,8%. No ano passado, a Caixa obteve R$ 5,1 bilhões do governo federal. Com a nova taxa, essa receita cairia para pouco mais de R$ 4 bilhões.

*Com Estadão Conteúdo. 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

De olho na economia

Armínio Fraga vê ‘obscurantismo’ e ambiente ‘envenenado’ como entraves à economia

Fraga destacou que o Brasil nunca investiu tão pouco na sua história e que para destravar o investimento será preciso dar mais clareza em áreas que vão além da econômica, como “temas de natureza distributiva”

Novidades à vista?

Petrobras negocia potencial consórcio para leilão de pré-sal, diz presidente

Muitas das maiores petroleiras do mundo, entre elas ExxonMobil, Royal Dutch Shell e BP, além da própria Petrobras, estão registradas para participar da disputa, marcada para 6 de novembro

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

As duas faces do dólar

No filme “As duas faces de um crime”, o eterno canastrão Richard Gere faz o advogado oportunista que defende um jovem acusado de assassinato. A coisa complica quando ele descobre que o garoto interpretado por Edward Norton sofre de múltiplas personalidades. Eu me lembro do filme toda vez que tento encontrar alguma explicação para o […]

Na gringa

Campos Neto: O que foi prometido está sendo entregue

Em encontros no exterior, presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, passa a mensagem de que existe um plano de reinvenção do país com dinheiro privado

OUÇA O QUE BOMBOU NA SEMANA

Podcast Touros e Ursos: O cabo de guerra no PSL

Repórteres do Seu Dinheiro trazem em podcast semanal um panorama sobre tudo o que movimentou os seus investimentos nesta semana

Situação delicada

Papéis da Boeing caem 7% em NY com notícia de que companhia pode ter “enganado” FAA

De acordo com o periódico, o piloto Mark Forkner teria reclamado que o sistema conhecido como MCAS, na sigla em inglês, o teria deixado em apuros dois anos antes dos acidentes que tiraram a vida de várias pessoas

Boas novas

Ações da Eletrobras sobem após MME dizer que pode encaminhar PL sobre privatização da empresa até início de novembro

De , a proposta do governo federal para a privatização da Eletrobras ainda é a capitalização, com a diluição da participação da União na holding elétrica

nos eua

Reservas são vistas como seguro e não se fala em mudar isso, diz presidente do BC

Campos Neto mencionou que o que se lê sobre os altos custos para se manter as reservas internacionais no Brasil “não é a realidade” e que nos últimos 15 anos, os custos se igualaram às receitas

no velho continente

Há ‘sinais leves’ de supervalorização dos mercados, diz presidente do Banco Central Europeu

Draghi destaca ainda que o setor financeiro não bancário da zona do euro continua tomando risco, mas pontua que a resiliência do setor bancário permanece “sólida”

entrevista

‘Huck vai deixar de ser celebridade e ser líder?’, questiona FHC

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) assiste com ceticismo as articulações do apresentador global

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements