🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

AQUISIÇÃO NUCLEAR

J&F, dos irmãos Batista, compra participação da Eletrobras (ELET3) na Eletronuclear por R$ 535 milhões e estreia no setor de energia nuclear

O acordo também prevê que a holding dos Batista assumirá garantias e adotará as providências necessárias com os credores e parceiros da Eletronuclear

Camille LimaKarin Salomão
15 de outubro de 2025
10:44 - atualizado às 13:34
Usina Angra 1, operada pela Eletronuclear.
Usina Angra 1, operada pela Eletronuclear: J&F comprou participação da Eletrobras na empresa - Imagem: Divulgação

Os irmãos Joesley e Wesley Batista acabam de dar os primeiros passos no setor de energia nuclear. A J&F abocanhou toda a fatia da Eletrobras (ELET3) na Eletronuclear por R$ 535 milhões, segundo anunciaram as companhias nesta quarta-feira (15). Fundada em 1997, a Eletronuclear é a empresa responsável pelo Complexo Nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O negócio está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores. A operação foi assessorada pelo banco BTG Pactual e começou em 2023.

O acordo prevê que a holding dos Batista assumirá as garantias prestadas pela Eletrobras em favor da Eletronuclear e adotará as providências necessárias com os credores e parceiros da empresa.

Além disso, a J&F se tornará responsável pela integralização das debêntures que fazem parte do termo de conciliação firmado com a União, no valor de R$ 2,4 bilhões. Com isso, a Eletrobras ficará totalmente livre de eventuais responsabilidades remanescentes com a Eletronuclear. 

As ações da Eletrobras abriram o dia em alta. Por volta das 11h30, as ações ordinárias (ELET3) subiam 2,18%. Já as ações preferenciais (ELET6) subiam 2,82% no mesmo horário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem é a Eletronuclear

A Eletronuclear é responsável pelas usinas Angra 1, 2 e 3. Hoje, apenas duas das usinas estão em operação: Angra 1 (640 megawatts) e Angra 2 (1350 megawatts). Isso porque a empresa ainda tem a obrigação de construir Angra 3.

Leia Também

Segundo o site da companhia, ela é responsável pela geração de aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil. No âmbito estadual, a empresa afirma fornecer mais de 30% da eletricidade consumida no Rio de Janeiro.

No ano passado, a empresa teve R$ 4,23 bilhões em receita operacional líquida, com R$ 544,79 milhões de lucro, e tem 1.926 funcionários.

Em 2022, a empresa passou a ter uma nova estrutura societária. Com sua privatização, a Eletrobras, que detinha 99,91% das ações, passou a deter 68% de participação, enquanto a Empresa Brasileira de Participações em Energia (ENBPar), tem 32,05% do total de ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No ano passado, a empresa investiu pesadamente para estender a vida útil da usina de Angra 1 por mais 20 anos. “Esse êxito representa um passo fundamental para a segurança energética do país, embora ainda tenhamos muitos desafios a enfrentar", disse o presidente da Eletronuclear, Raul Lycurgo Leite, em comunicado de divulgação de resultados. 

Já a usina Angra 3 está prevista para ser concluída como uma réplica de Angra 2, com uma geração potencial de 1405 megawatts. Agora, a J&F assume junto ao governo federal a tarefa hercúlea de tirar o projeto do papel.

O problema de Angra 3

Um dos motivos para a venda da Eletronuclear é o custo da usina de Angra 3 — que começou a ser construída em 1984 e até agora não foi finalizada. Atualmente, 67% da obra está concluída. Manter a obra parada custa R$ 1 bilhão por ano à companhia. 

Quando finalizada, a usina de Angra 3 terá um potencial de geração de energia de 1,4 gigawatts, o que é o dobro da capacidade de geração de Angra 1 e será o suficiente para atender 4,5 milhões de pessoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um estudo realizado pelo BNDES a pedido da Eletronuclear, divulgado em 2024, indicou que o custo para retomar as obras de Angra 3 seria de R$ 23 bilhões. Esse valor é ligeiramente superior ao custo estimado para abandonar completamente o projeto, de R$ 21 bilhões. O total investido até agora é de R$ 7,8 bilhões.

J&F diversifica atuação em energia

A transação marca um passo importante para a J&F na sua estratégia de expansão no setor de energia. O conglomerado dos Batista já tem seu nome gravado no segmento por meio da Âmbar Energia, que atua em diversas frentes: geração, transmissão e comercialização de energia.

A Âmbar se apresenta hoje como a segunda maior geradora privada de energia a gás natural do Brasil em capacidade instalada — e segue ampliando seu portfólio. 

Atualmente, a companhia conta com 50 ativos, que englobam uma ampla gama de negócios, incluindo geração hidrelétrica, solar, biomassa, biogás, além das térmicas a gás natural e carvão mineral. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi justamente por meio da Âmbar Energia que a J&F adquiriu hoje a participação na Eletronuclear, marcando a entrada da companhia na geração de energia nuclear, de acordo com o comunicado.

“A energia nuclear combina estabilidade, previsibilidade e baixas emissões, características fundamentais em um momento de descarbonização e de crescente demanda por eletricidade impulsionada pela inteligência artificial e pela digitalização da economia”, afirma Marcelo Zanatta, presidente da Âmbar Energia, em comunicado.

O que dizem os analistas

Nas palavras do BTG Pactual, a paciência com a Eletrobras valeu a pena. Agora, a empresa sai do negócio nuclear com uma avaliação positiva da participação societária e obtendo decisões favoráveis sobre a regulamentação da transmissão.

Segundo o BTG, apesar da valorização, as ações ELET3 continuam atraentes, especialmente diante da mudança estrutural no cenário dos preços da energia e de que os fornecedores de capacidade firme, como a Eletrobras, são os maiores beneficiários dessa nova realidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Preços de energia e dividendos mais altos devem manter o momento das ações", escreveram os analistas.

Na avaliação de Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, embora o montante da transação seja pouco representativo para a Eletrobras, a venda da Eletronuclear para a J&F tem um impacto líquido bastante positivo. 

“A Eletronuclear tem sido um problema há décadas para a Eletrobras, seja pela falta de resultados ou pelas obrigações bilionárias na construção e manutenção das usinas”, avaliou Hungria.

Para o analista, esse movimento não só melhora a alocação de capital da Eletrobras, liberando recursos para investimentos em negócios com retornos mais atrativos, mas também elimina riscos de crédito ou de futuros aportes associados à Eletronuclear. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o JP Morgan destaca a redução de risco como o principal benefício para a Eletrobras (ELET3), já que a participação na Eletronuclear era uma fonte de preocupação para os investidores devido à incerteza sobre os dividendos dos ativos operacionais e garantias para a obrigação de dívida.

A Eletrobras registrará uma provisão (impairment) de R$ 7 bilhões no balanço relacionado à venda do ativo, um impacto contábil negativo pontual. Porém, o banco avalia que os investidores já atribuíram praticamente nenhum valor ao ativo devido a preocupações sobre dividendos de Angra 1 e 2 e a obrigação de financiamento para a construção de Angra 3.

Para o Itaú BBA, esta venda representa o último grande esforço de redução de risco da Eletrobras desde o processo de privatização.

"Com o anúncio desta transação, a empresa atingiu todos os principais marcos de redução de risco dos últimos meses, dando início a um novo impulso claro para a tese", escreveram os analistas, que mantiveram a Eletrobras como a principal escolha na cobertura de serviços públicos de energia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas citam alguns fatores positivos que devem resultar da operação:

  • A Eletrobras não será mais obrigada por subscrever bilhões de reais em debêntures;
  • A operação tem o potencial de criar um crédito tributário significativo após a conclusão, visto que a empresa provisionará R$ 7 bilhões no 3T25.

Segundo o Itaú BBA, é muito cedo para determinar se a empresa poderá distribuir dividendos extraordinários a partir do valor recebido com a venda da Eletronuclear. Porém, os analistas preveem um retorno com dividendos (dividend yield) adicional de aproximadamente 0,4%.

Enquanto isso, a Ativa Research avalia que o movimento é coerente com o foco estratégico da Eletrobras de se consolidar como a maior empresa de energia elétrica renovável do país após a privatização, com otimização de capital e simplificação corporativa.

"A Eletrobras já vinha desinvestindo em termelétricas, inclusive com vendas anteriores à própria J&F, demonstrando consistência na estratégia de concentrar recursos em geração renovável e transmissão", escreveram os analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a Ativa, em termos de alocação de capital, a venda libera caixa e contingências, o que significa mais espaço para novos investimentos e mais dividendos aos acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em proventos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar