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Declarações de Bolsonaro e Paulo Guedes sobre reforma da Previdência, venda de reservas internacionais e independência formal do Banco Central agradaram aos mercados
Depois de fechar o primeiro pregão pós-eleições em queda, a bolsa brasileira subiu forte nesta terça (30), em reação dos investidores a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro e de seu futuro ministro Paulo Guedes sobre assuntos econômicos caros aos mercados. O Ibovespa fechou em alta de 3,69%, aos 86.885 pontos. Depois de operar em alta por boa parte do dia, o dólar à vista fechou em queda de 0,26%, a R$ 3,6924.
A bolsa começou o dia refletindo as declarações feitas ontem pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre a tentativa de aprovação da Reforma da Previdência ainda no governo atual e a notícia do "Valor Econômico" de que o futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, Paulo Guedes, propõe a redução das reservas internacionais, hoje na casa dos US$ 380 bilhões, para abater parte da dívida pública. O assunto é bastante controverso e foi bandeira de outras campanhas derrotadas nas eleições.
A alta na bolsa brasileira se intensificou após uma entrevista de Guedes no Rio de Janeiro pela manhã. Ele defendeu a autonomia formal do Banco Central e a venda de reservas internacionais do Brasil para abater a dívida pública.
O mercado gosta das duas ideias. A autonomia formal libera a instituição de influências políticas, pois o mandato do presidente e dos diretores do BC não seria coincidente com o mandato do presidente da República.
Quanto à venda das reservas internacionais, Guedes esclareceu que ela só aconteceria em momentos em que o dólar aumentasse muito por razões especulativas, e não em um momento como o atual, em que a cotação da moeda americana está num patamar relativamente baixo e controlado.
Os investidores já vinham mostrando que apenas Bolsonaro vencer não seria o suficiente para levar o Ibovespa para cima. A própria realização de lucros que ocorreu ontem foi sinal disso. O que o mercado queria mesmo, e o novo governo começou a dar, eram posicionamentos na área econômica, sobretudo em relação a reformas.
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Os juros futuros fecharam em queda nesta terça, antecipando a manutenção da Selic pelo Copom amanhã. O DI com vencimento em janeiro de 2021 caiu de 8,223% para 8,12%. O DI para janeiro de 2023 caiu de 9,333% para 9,25%.
Poucas ações do Ibovespa desvalorizaram hoje. A Vale (VALE3) fechou em alta de 1,45%, mesmo com o rebaixamento de recomendação do Citi. A mineradora acompanha a alta do minério de ferro e recupera parte das perdas de ontem.
No mesmo horário, BB (BBAS3) avançou 2,94%, Eletrobrás fechou em alta de 5,76% (ELET3) e 4,58% (ELET6), Bradesco subiu 4,43% (BBDC3) e 3,89% (BBDC4) e Santander (SANB11) fechou com ganho de 4,04%.
As ações da Petrobras ignoraram a queda do preço do petróleo e fecharam em alta de 5,53% (PETR3) e 5,98% (PETR4) com a perspectiva de aprovação da urgência para votação do projeto de lei da cessão onerosa ainda hoje. A alta dos papéis da estatal também ajudou a jogar o Ibovespa para cima.
A questão mexe com as ações da Petrobras porque o PL permite fechar o acordo de revisão do contrato de cessão onerosa de 2010 com a estatal.
Isso fará com que a Petrobras possa vender até 70% dos cinco bilhões de barris a que tem direito na área da cessão onerosa para outras empresas.
Além disso, sem essa revisão, o governo não pode vender o direito de exploração do excedente dos barris no leilão na área da sessão onerosa, uma disputa que pode render outorga de cerca de R$ 100 bilhões para a União.
Os papéis preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) chegaram a cair quase 2%, mas passaram a subir no meio da manhã, depois da teleconferência da instituição financeira para comentar seus resultados. As ações fecharam em alta de 2,93%.
A instituição teve um lucro líquido recorrente de R$ 6,454 bilhões no terceiro trimestre, alta de 3,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2017 (quando o lucro foi de R$ 6,254 bilhões).
O resultado ficou um pouco abaixo da estimativa de analistas consultados pela Bloomberg, que previam lucro de R$ 6,51 bilhões no trimestre.
Apesar de classificar o desempenho do banco como "pouco expressivo" no período, os analistas do Credit Suisse mantiveram, em relatório, a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) devido ao "virtuoso ciclo" para os bancos brasileiros.
As ações da Telefônica Vivo (VIVT4) tiveram a maior alta do Ibovespa no dia. Os papéis terminaram o pregão com a estrondosa valorização de 14,36%, refletindo os bons resultados da companhia no terceiro trimestre.
A Telefônica teve lucro líquido de R$ 3,177 bilhões, 85,5% acima do esperado pelo mercado segundo as prévias do "Broadcast".
Em teleconferência com investidores e analistas sobre o balanço, o vice-presidente executivo da companhia, Christian Gebara, afirmou que há expectativa de melhora da receita já no quarto trimestre.
A operadora teve um ganho não recorrente, no terceiro trimestre, de R$ 1,381 bilhão, em função de uma decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconhecendo o direito da exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições ao PIS e Cofins, relativo às operações da Vivo entre 2004 e 2013.
A Embraer (EMBR3) fechou em alta de 4,80% nesta terça, apesar dos resultados trimestrais negativos. A companhia reverteu lucro em prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 83,8 milhões.
Apesar dos resultados piores que os esperados pelo mercado, as perspectivas para a companhia não são ruins.
Para o Goldman Sachs, os resultados foram mistos. Em relatório, a Guide Investimentos destacou que, apesar da piora no resultado, puxado principalmente pela queda no volume de aeronaves entregues, a reafirmação das perspectivas da companhia para 2018 é uma sinalização positiva.
Investidores aguardam ainda um desfecho para as negociações com a Boeing. Em teleconferência, o presidente da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, reiterou a expectativa de que a operação de venda de parte da operação da companhia para a Boeing deva ser completada ainda neste ano.
As bolsas americanas também mostraram recuperação depois de perdas acentuadas, ontem, em função de novas rusgas entre Donald Trump e a China com relação à guerra comercial.
O humor melhorou um pouco depois que o presidente americano amenizou o tom com relação a uma reunião que terá com o presidente Xi Jinping.
O Dow Jones fechou em alta de 1,77%, aos 24.874 pontos; o S&P500 ganhou 1,57%, aos 2.682 pontos; e a Nasdaq fechou com ganho de 1,58%, aos 7.161 pontos.
As bolsas europeias tiveram desempenho misto nesta terça, com algumas fechando em alta e outras em queda. Desanimaram os mercados a divulgação de números de crescimento abaixo do esperado.
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro aumentou 0,2% no terceiro trimestre ante o período anterior. Analistas consultados pela Trading Economics previam ganho de 0,5% entre julho e setembro.
Na Itália, o PIB ficou estável no terceiro trimestre de 2018 ante o segundo e mostrou expansão de 0,8% em relação a igual período do ano passado. Os resultados frustraram as expectativas de alta de 0,5% na comparação trimestral e ganho de 1,5% no confronto anual.
Uma das grandes preocupações nos mercados internacionais e que vem impactando negativamente as bolsas ao redor do mundo é justamente a perspectiva de um crescimento mundial fraco, enquanto os EUA crescem forte e sobem juros. A combinação é muito negativa para o desempenho dos ativos de risco, que é o caso das ações.
*Com Estadão Conteúdo
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