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Eleições 2018

Bolsonaro vai tentar aprovar reforma da Previdência de Temer

Em entrevistas, presidente eleito disse que virá a Brasília e tentará aprovar reforma proposta pelo atual governo ao todo ou em partes

Jair Bolsonaro (PSL) - Imagem: Igo Estrela/Ag. Estado

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, virá a Brasília na próxima semana para tratar da aprovação da reforma da Previdência ainda em 2018. Se não o texto completo já desenhado pelo governo Michel Temer, ao menos parte dele.

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“Semana que vem estaremos em Brasília e buscaremos junto ao atual governo, Michel Temer, aprovar alguma coisa do que está em andamento, como a reforma da Previdência. Se não em um todo, em parte do que está sendo proposto porque evitaria problemas para o futuro governo”, disse Bolsonaro em entrevista à “TV Record”.

A mesma afirmação foi repetida à “Rede TV”. “Estaremos em Brasília buscando aprovar alguma coisa da reforma da Previdência”.

A fala de Bolsonaro contrasta com declarações anteriores dadas por Onyx Lorenzoni, indicado para a Casa Civil, de que a reforma de Temer era um “remendo” e seria descartada. Mas estão alinhadas ao que disse Paulo Guedes, indicado para o Ministério da Fazenda, que o primeiro grande item do corte de gastos é a reforma da Previdência.

Bolsonaro também afirmou que vai buscar evitar novas “pautas bombas”, pois o país já apresenta um déficit “monstruoso” e não podemos aumentar ainda mais o déficit público no ano que vem, “sob o risco de o Brasil entrar em colapso”.

Questionado pela “TV Record” sobre a medida do teto de gastos, Bolsonaro afirmou que a questão nem se coloca, pois já estamos com a economia deficitária e sem capacidade de investir.

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“O teto de gastos, no meu entender, é importante e se puder ser aperfeiçoado será bem-vindo”, disse.

Para Bolsonaro, o que se precisa fazer é “destravar a economia”, promovendo uma desregulamentação e uma desburocratização, buscando maneiras para que os investidores e empreendedores tenham meios de gerar empregos.

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Sobre a forma de negociação com o Congresso, Bolsonaro afirmou que já tem conversado com os parlamentares e grande parte deles é honesta e não quer continuar agindo na base do “toma lá, dá cá”, e que os líderes partidários agem, muitas vezes, como líderes sindicais.

“Tem pressão forte do Parlamento de só apoiar o governo agindo dessa maneira. Sabemos onde isso vai acabar. Na ineficiência do Estado e na corrupção”, disse.

De acordo com Bolsonaro, se for possível seu governo conversará sim com líderes partidários, “caso contrário vamos conversar e pedir apoio individualmente”.

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Nas entrevistas, Bolsonaro também falou que estuda convidar o juiz Federal, Sergio Moro, para ocupar ou o Ministério da Justiça ou uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Jornal Nacional

Em entrevista ao vivo ao “Jornal Nacional”, a agenda econômica não foi pauta. Bolsonaro voltou a dizer que vai governar para todos e que tem a Constituição como “bíblia aqui na terra”.

Bolsonaro defendeu a liberdade de imprensa, mas teceu dura críticas à “Folha de S.Paulo” a quem atribuiu mentiras descaradas, citando o caso da denúncia de contratação de empresas para envio de mensagens contrárias ao PT via “WhatsApp”.

Para os que não votaram nele, Bolsonaro disse que “estamos todos no mesmo barco” e que são sairmos da crise ética, moral e econômica que nos encontramos, “todos sentiremos as consequências”.

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"Temos tudo para ser uma grande nação. Vamos evitar divisões que apareceram nos governos anteriores. Vamos tratar todos de forma igual", disse.

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