Menu
Investimento em empresas

Fundos têm US$ 6 bilhões travados à espera da reforma da Previdência

Volume captado para a compra de participações em empresas no Brasil aumentou 267% no ano passado, mas gestores aguardam Previdência para investir

31 de março de 2019
18:10
Unidade da rede de restaurantes Madero
Rede de restaurantes Madero recebeu investimento do Fundo Carlyle - Imagem: Divulgação

Os fundos de private equity, que compram participações em empresas, estão com apetite reforçado para o Brasil. Eles captaram US$ 6 bilhões para investir em companhias brasileiras em 2018. É o volume mais alto desde 2011 e representa alta de 267% em relação ao ano anterior, segundo a Emerging Market Private Equity Association (Empea), associação que monitora o setor.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Além deste montante, Pátria, Gávea e Kinea têm fundos em fase de captação. A avaliação de profissionais ouvidos pelo Estadão/Broadcast é que esses recursos só se transformarão em investimentos com a aprovação da reforma da Previdência.

Nos últimos anos, em meio à recessão e à crise política, os fundos reduziram tanto a captação quanto os investimentos. Em 2016, eles conseguiram levantar apenas US$ 800 milhões, valor que subiu para US$ 1,6 bilhão em 2017. No ano passado, com a perspectiva de avanço das reformas, as carteiras voltaram a atrair investidores e gestoras.

“Ainda existe uma onda de wait and see (esperar para ver). Houve primeiro um alívio com o fim das eleições e nomeação de cargos do governo. Agora há um segundo passo, ligado à retomada da economia, vindo mais devagar do que se esperava”, diz Piero Minardi, presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap) e sócio-diretor da Warburg Pincus do Brasil.

Fernando Borges, diretor do fundo Carlyle, diz que, embora as captações tenham melhorado, elas se limitaram a um número pequeno de fundos. Segundo ele, o noticiário na imprensa estrangeira sobre o presidente Jair Bolsonaro não ajuda a diminuir o ceticismo com o País.

Para o economista-chefe do BNP Paribas, José Carlos Faria, há porém sinais claros do apetite pelo Brasil. Em fevereiro, o Investimento Direto Estrangeiro somou US$ 8,4 bilhões, segundo o Banco Central, número superior aos US$ 7 bilhões esperados pelos economistas ouvidos pelo Broadcast Projeções.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

O LEMA DE SÃO TOMÉ

Por que os gringos estão com o pé atrás em relação ao Brasil e à bolsa?

Apesar de o Ibovespa acumular alta em 2019, o fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa no mercado à vista está negativo. Com a reforma da Previdência avançando aos trancos e barrancos, os gringos estão como São Tomé: só acreditam vendo

Transparência

Guedes defende mesma transparência do Copom para política de preços da Petrobras

Em entrevista, ministro voltou a defender que a estatal é livre para definir os preços

Petróleo

ANP nega mais prazo à Petrobras; campos terrestres irão para oferta permanente

Agência reguladora negou mais prazo para a estatal apresentar um plano de desativação de campos terrestres que não estão em produção há mais de seis meses

BOMBOU NA SEMANA

MAIS LIDAS: Siga o dinheiro

A vida dos milionários costuma fascinar as pessoas que ainda não chegaram e talvez nunca cheguem lá. Esse é o tipo de tema que costuma despertar as paixões humanas: admiração, inveja, raiva ou simplesmente a questão aspiracional. Quem não nasceu em uma família endinheirada certamente já pensou em como seria a sua vida se fosse […]

Atualização

Avianca cancela mais de 1.300 voos até dia 28

Guarulhos, Brasília e Galeão são os aeroportos mais prejudicados pelos cancelamentos. Já Congonhas e Santos Dumont parecem ter sido poupados

Entrevista

‘O Brasil precisa apressar o passo nas reformas’, diz conselheiro de Paulo Guedes

Para Carlos Langoni, Brasil precisa se apressar porque o processo de “desaceleração sincronizada” da economia mundial impõe desafios ao país. Confira na entrevista

Piora nas contas

Déficit estrutural do setor público chega a 0,7% do PIB em 2018

Devido à deterioração das contas dos Estados e municípios, movimento de melhora das contas públicas pelo resultado oficial não aconteceu no estrutural, que apresentou piora no ano passado

Preço do diesel

Em áudio, Onyx diz que deu uma ‘trava na Petrobras’

Ministro da Casa Civil diz que os caminhoneiros podem ficar sossegados que o governo tem trabalhado para resolver o problema deles

Na mira de quem tem grana

Para que cidades os milionários estão se mudando?

Estudo mostra que Dubai, Los Angeles, Melbourne, Nova York, Sydney, Miami e São Francisco caíram nas graças dos endinheirados

Mercados

O que preocupa gestores de US$ 12 trilhões e uma oportunidade para o Brasil

O país tem que abocanhar trilhão ou menos centenas de bilhões desse dinheiro que está à procura de retornos atrativos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu