Usiminas (USIM5) lidera ganhos do Ibovespa e Hapvida (HAPV3) fica na lanterna; veja os destaques
O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 1,80% na semana e encerrou a última sessão, na quinta-feira (30), aos 187.317,64 pontos

Em semana mais curta para o mercado brasileiro devido ao feriado do Dia do Trabalhador, o Ibovespa (IBOV) amargou a terceira semana consecutiva de perdas. O resultado negativo veio em meio às incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e aos balanços corporativos do primeiro trimestre de 2026.
O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 1,80% na semana e encerrou a última sessão, na quinta-feira (30), aos 187.317,64 pontos. Em abril, o Ibovespa caiu 0,08%, a segunda queda mensal consecutiva.
Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a semana a R$ 4,9527, com desvalorização de 0,91% ante o real no acumulado dos últimos quatro pregões. No mês, a queda da divisa ante a moeda brasileira foi de 4,36%.
Em Wall Street, que seguiu com as operações na sexta-feira, as bolsas norte-americanas brilharam e fecharam majoritariamente em alta, com direito a recordes.
Os investidores repercutiram balanços corporativos e notícias de que o Irã entregou aos Estados Unidos, por meio de mediadores do Paquistão, uma nova proposta de acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Com isso, o S&P 500, principal índice de Nova York, avançou 0,29%, aos 7.230,12 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,89%, aos 25.114,44 pontos, primeira vez que terminou o pregão acima dos 25 mil pontos. Ambos os indicadores bateram seus recordes de máxima intraday e de fechamento.
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O Dow Jones, no entanto, fechou em baixa de 0,31%, aos 49.499,27 pontos, pressionado pelo setor de energia em meio ao recuo do petróleo.
Na semana, o Dow Jones subiu 0,54%, o S&P 500 teve alta de 0,91% e o Nasdaq ganhou 1,12%.
O que movimentou a bolsa na semana
Por aqui, o mercado continuou a concentrar as atenções nos efeitos do conflito no Oriente Médio e suas implicações na política monetária, com os preços do barril de petróleo Brent acima dos US$ 100.
Na última quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) deu sequência ao ritmo de cortes na Selic, reduzindo a taxa básica de juros a 14,50% ao ano.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% ao ano e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado.
Os diretores mantiveram a menção ao conflito entre EUA, Israel e Irã, afirmando que o cenário externo permanece incerto em meio à incertezas quanto a duração, extensão e desdobramentos do conflito.
As projeções para inflação para 2026 e no horizonte relevante também tiveram ajustes para cima.
Também na última quarta-feira, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União (AGU), para ocupar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa foi a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao STF.
No mesmo dia, o banco central dos Estados Unidos também decidiu sobre o caminho dos juros no país. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve as taxas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela terceira vez consecutiva como amplamente esperado pelo mercado.
A decisão não foi unânime: Stephen Miran votou em um corte de 0,25 ponto percentual. Contudo, o que chamou a atenção do mercado foi a dissidência de outros três membros: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção dos juros, mas sem sinalização de flexibilização monetária. Essa foi a maior dissidência desde 1992.
Sobe e desce do Ibovespa
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Usiminas (USIM5), ainda em reação aos números do primeiro trimestre.
Na semana passada, a companhia reportou lucro líquido de R$ 896 milhões no período, um avanço de 166% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Na comparação com os últimos três meses do ano passado, o resultado teve um salto de 596% ante os R$ 129 milhões reportados no período.
Em reação, nesta semana, o UBS BB elevou o preço-alvo de R$ 9 para R$ 10 em dezembro deste ano, o que implica em um potencial de valorização de 20,6% sobre o preço de fechamento da última quinta-feira, quando as ações encerraram cotadas a R$ 8,29.
Veja os destaques positivos do Ibovespa na semana:
| NOME | CÓDIGO | VARIAÇÃO SEMANAL |
| Usiminas PNA | USIM5 | 8,94% |
| Braskem PN | BRKM5 | 6,64% |
| PRIO ON | PRIO3 | 6,04% |
| Petrobras ON | PETR3 | 4,77% |
| Metalúrgica Gerdau ON | GOAU4 | 4,64% |
| Petrobras PN | PETR4 | 4,07% |
| Gerdau PN | GGBR4 | 3,86% |
| Ultrapar ON | UGPA3 | 2,96% |
| Brava Energia ON | BRAV3 | 0,63% |
| Natura ON | NATU3 | 0,39% |
Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3), devolvendo parte dos ganhos da semana anterior, quando acumulou valorização de 15,21%.
Na última quinta-feira, a operadora de saúde realizou assembleia geral ordinária e extraordinária. A ata da reunião confirmou que a Squadra Investimentos conseguiu eleger três membros independentes para o conselho de administração: Tania Sztamfater Chocolat, Bruno Magalhães e Silva e Eduardo Parente Menezes.
Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, que deixou o cargo de CEO no início do mês, foi indicado a presidente do conselho.
Confira a ponta negativa do Ibovespa nesta semana:
| NOME | CÓDIGO | VARIAÇÃO SEMANAL |
| Hapvida ON | HAPV3 | -12,07% |
| Cyrela PN | CYRE4 | -11,89% |
| Cury ON | CYRE3 | -11,69% |
| Cyrela ON | CYRE3 | -11,69% |
| Localiza ON | RENT3 | -6,86% |
| Localiza PN | RENT4 | -6,50% |
| Direcional ON | DIRR3 | -6,20% |
| Weg ON | WEGE3 | -6,15% |
| Yduqs ON | YDUQ3 | -6,10% |
| Cogna ON | COGN3 | -6,08% |
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