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CENÁRIO PARA ECONOMIA AMERICANA

Evans, do Fed, diz não prever aumento de juros até o 2º semestre de 2020

Presidente da distrital de Chicago também avaliou que a economia americana permanece em uma posição forte, mencionando uma estimativa de crescimento entre 1,75% e 2% para 2019,

25 de março de 2019
6:18 - atualizado às 6:25
Estados Unidos
Estados Unidos - Imagem: shutterstock

O presidente da distrital de Chicago do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Charles Evans, afirmou que não espera elevação dos juros nos EUA até o segundo semestre de 2020. Em conferência do Credit Suisse em Hong Kong, o dirigente disse que gostaria de ver maiores evidências de inflação mais alta antes de ajustar os juros para cima.

Evans também avaliou que a economia americana permanece em uma posição forte, mencionando uma estimativa de crescimento entre 1,75% e 2% para 2019, e observou que a meta para a taxa dos Fed funds, na faixa entre 2,25% e 2,50%, é indiscutivelmente "quase neutra".

"É um bom momento para parar, pausar, ver como as coisas vão progredir e ser cauteloso", disse.

Curva de juros mostra chance um pouco maior de recessão

O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Chicago, Charles Evans, disse que a inversão da curva de juros no fim da semana passada - quando o spread entre a T-bill de três meses e a T-note de 10 anos ficou negativo pela primeira vez em mais de uma década - indica probabilidade ligeiramente maior de a economia americana entrar em recessão.

Evans ressaltou, porém, que a tendência de achatamento da curva de juros não é uma surpresa.

Em entrevista à TV Bloomberg exibida nesta madrugada, Evans também comentou que o crescimento dos EUA deverá ser mais fraco neste primeiro trimestre, mas previu uma recuperação da atividade já no trimestre seguinte.

Evans disse ainda que a política monetária do Fed está quase no nível neutro, em que as taxas de juros nem estimulam nem prejudicam o crescimento econômico.

Evans, que vota nas reuniões do Fed este ano, também citou a desaceleração da China e a questão do Brexit - como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia - como fatores de incertezas para a futura direção da política do BC americano.

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