🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Fraqueza nos EUA

Com a águia americana acuada, o dólar acumulou uma queda de 2,38% na semana

Com uma série de dados mais fracos da economia dos EUA, o dólar passou por um alívio intenso e voltou ao nível de R$ 4,05. Já o Ibovespa até subiu mais de 1% nesta sexta-feira, mas ainda acumulou baixa de 2,4% na semana

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de outubro de 2019
10:30 - atualizado às 10:53
Águia americana
Imagem: Shutterstock

A águia, símbolo da força e da liderança dos Estados Unidos, teve uma semana atípica. Acostumada ao topo da cadeia alimentar, a ave foi ferida pelos dados mais fracos da economia americana e se viu acuada pelo temor da recessão. E, com o predador hesitante, o dólar acabou se enfraquecendo no mundo todo — inclusive por aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, se a economia dos EUA não está tão pujante assim, o dólar perde parte do apelo como ativo de segurança. Desta maneira, moedas de países emergentes e que costumam ser enxergadas como opções mais arriscadas — caso do real, do peso mexicano, do rublo russo e do peso chileno, entre outras — acabaram se dando bem.

Veja só o que aconteceu no mercado doméstico de câmbio: nesta sexta-feira (4), o dólar à vista caiu 0,80%, a R$ 4,0563 — o menor nível de fechamento desde 21 de agosto (R$ 4,0301). Com o desempenho de hoje, a divisa acumulou uma baixa de 2,38% na semana — o maior alívio semanal desde janeiro.

E o que aconteceu para que a águia passasse por esse momento de fraqueza nesta semana? A resposta está nos dados econômicos divulgados nos últimos dias, que mostraram que até mesmo os caçadores mais temidos estão sujeitos à desaceleração global.

Tudo começou na terça-feira (1), quando foi revelado o índice de atividade industrial dos Estados Unidos: uma baixa de 49,1 em agosto para 47,8 em setembro, o nível mais baixo desde junho de 2009 — analistas consultados pelo Wall Street Journal apostavam numa expansão no mês passado, para 50,1.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sinal de alerta gerado pela indústria americana foi replicado pelo setor de serviços: na quinta (3), foi divulgada uma queda no índice de atividade do segmento, de 56,4 em agosto para 52,6 em setembro, resultado também abaixo das expectativas dos mercado.

Leia Também

O terceiro susto veio hoje, com informações mistas do mercado de trabalho americano: por um lado, foram criados 136 mil novos postos de trabalho em setembro, número inferior às projeções dos especialistas; por outro, a taxa de desemprego caiu para 3,5%, o menor índice desde 1969.

Esses dados, em conjunto, desenharam um cenário bastante claro para os mercados: a águia americana não está conseguindo mais voar tão alto. Vale lembrar que, nos últimos meses, a economia dos EUA estava destoando do resto do mundo e se mantinha relativamente sólida, enquanto China, Europa e Japão estavam patinando.

Assim, o dólar teve uma semana de alívio generalizado, voltando a se aproximar do nível dos R$ 4,00 — por aqui, a moeda americana no segmento à vista não consegue ficar abaixo desse patamar desde 15 de agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Auxílio para o voo?

Mas, em meio a todos esses sinais de fraqueza da águia, o mercado começou a trabalhar com uma hipótese: o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) assumiria o protagonismo e daria uma ajudinha para que o predador continue confortável no topo da cadeia alimentar.

Ou seja: os agentes financeiros apostam que, com os sinais de desaquecimento da economia americana, o Fed será forçado a promover um corte de juros mais intenso, de modo a sustentar a atividade do país. E essa crença, paradoxalmente, acabou dando força às bolsas na reta final da semana.

"Com as notícias ruins, o pessoal acha que o médico vai aumentar a dosagem do remédio...", diz Glauco Legat, analista-chefe da Necton.

Nesta sexta-feira, o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em alta de 1,42%, enquanto o Nasdaq avançou 1,40%. Os dois primeiros índices ainda fecharam a semana com uma leve queda acumulada, mas o terceiro obteve um saldo ligeiramente positivo desde segunda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa tese do mercado ganhou ainda mais força nesta tarde, quando o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou em discurso que a instituição irá atuar para manter a economia americana num bom lugar pelo maior tempo possível — o que foi entendido como um sinal de que o BC está aberto a novos cortes de juro.

Além disso, vale ressaltar que, na próxima semana, ocorre o encontro formal entre autoridades de primeiro escalão dos EUA e da China, dando continuidade às negociações da guerra comercial. E, com a economia americana baqueada, aumenta a expectativa quanto ao estabelecimento de algum tipo de acerto entre as partes.

E o Ibovespa? Bem, o principal índice da bolsa brasileira fechou o pregão de hoje com alta firme de 1,02%, aos 102.551,32 pontos, pegando carona nos mercados acionários americanos. Mas, no acumulado da semana, a praça brasileira acumulou perdas firmes de 2,40%, destoando do alívio no dólar à vista.

Essa diferença de desempenho entre o Ibovespa e as bolsas dos EUA pode ser explicada, em grande parte, pelo noticiário doméstico — em especial, às novidades pouco animadoras no front da tramitação da reforma da Previdência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Surpresas em Brasília

Por aqui, o cenário político voltou a trazer cautela às operações. O texto-base das novas regras da aposentadoria foi aprovado em primeiro turno pelo plenário do Senado, mas sofreu uma nova desidratação no processo — uma perda que não estava no radar dos mercados.

Além disso, a tramitação da proposta pode sofrer com novos atrasos: lideranças da Casa já sinalizaram que a votação no segundo turno não deve ocorrer antes do dia 21 — originalmente, o processo deveria ser concluído no dia 10.

Esses dois fatores fizeram com que a Previdência voltasse aos holofotes do mercado: o tema já era dado como página virada, e a etapa do Senado era vista como protocolar. No entanto, desentendimentos entre governo e Congresso criaram obstáculos à tramitação e elevaram a percepção de risco por parte dos agentes financeiros.

O cenário-base ainda é de aprovação do texto, mas os eventos dessa semana trouxeram dois desdobramentos negativos: em primeiro lugar, há o enfraquecimento da potência fiscal da proposta em si; em segundo, há um atraso maior para que as outras pautas econômicas do governo — como a reforma tributária — consigam avançar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar