🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Bois don’t cry

Small caps são clássicos “beta plays”, muito sensíveis às condições sistêmicas. Se o mercado vai bem, elas vão muito bem. Você só precisa estar ali. Bingo!

12 de fevereiro de 2019
12:00 - atualizado às 9:57

Não leio mais notícias sobre altas e baixas das ações. Muito sábio, Raulzito já tinha percebido: não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz. Naquelas páginas, estão apenas as histórias inventadas para o dia, a versão mais crível – não necessariamente a verdadeira – para uma variação aleatória qualquer. Não é culpa dos jornalistas, fique claro. É o nosso cérebro que está sempre atrás de um causo razoável, linear e bem-comportado. A razão é uma grande emoção, é o desejo de controle.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desprezo as falácias da narrativa. Meço a pontuação do Ibovespa pelo nível de arrogância das conversas pela Faria Lima – esse, sim, indicador muito mais confiável. Cada enxadada, uma minhoca. Não tem erro. A autoavaliação de gestores e investidores é marcada a mercado, cota diária diretamente proporcional ao desempenho das próprias posições.

Curioso como todos ficaram competentes novamente. As razões são variadas, mas conhecidas. Uns melhoraram processos e tecnologias internos. Outros aprenderam com os erros do passado. Existe também a turma que melhorou a equipe após novas contratações ou demissões das laranjas podres. E, claro, há sempre aqueles que se divorciaram e agora estão livres novamente para voar – a culpa da performance anterior ruim era da coitada da mulher, entendeu?

Sabe o que essa turma não entendeu, principalmente aqueles que geriam dinheiro em ações há bastante tempo? Que eles não eram tão competentes assim no ciclo 2003-2007. Não selecionaram com precisão cirúrgica small caps que se multiplicaram de valor. Era apenas um bull market. E eles surfaram uma enorme onda de valorização desses papéis, sendo beneficiados (sem perceber) pelo que essa classe de ativos tem de melhor: a convexidade.

Small caps são clássicos “beta plays”, muito sensíveis às condições sistêmicas. Se o mercado vai bem, elas vão muito bem. Você só precisa estar ali. Bingo!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, quanto mais irresponsável, melhor – os mais alavancados e concentrados são os grandes vencedores de um bull market. Claro, isso é perigosíssimo, porque você nunca sabe quando a festa vai terminar. Mas, a posteriori, depois que a aleatoriedade elegeu seus vencedores, quem vai se preocupar com aquilo?

Leia Também

Depois de ocorrido, quem terá coragem de apontar o dedo para aquele gestor que multiplicou seu capital por um zibilhão de vezes e dizer que ele, apesar de ter produzido um resultado final muito positivo, expôs seus cotistas a riscos escondidos excessivos? E se a História, que só narra o que foi e não o que poderia ter sido, resolvesse caminhar de forma um pouquinho diferente? Ah, deixa pra lá, né?

Ao mesmo tempo, esses mesmos gestores não eram tão ruins quanto a performance de seus fundos poderia sugerir no período 2008-2015 (ou 2010-2015), quando muitos foram simplesmente dizimados e expulsos do mercado. Era a vez do bear market, da vitória do urso sobre o touro, daqueles que antes estavam lá em cima e foram atacados para baixo. Não tinha muito o que fazer ali. Muitas vezes, a metamorfose do bull para o bear market ocorre sem capacidade de antevisão, catalisada por algum cisne negro qualquer desta rica fauna tropical.

“Ah, mas teve muita gente que sobreviveu bem a essa fase ruim.” Sim, é verdade. A mesma turma que não ganhou tanto dinheiro no ciclo favorável anterior ou não estava no mercado antes. Ou seja, o gestor apenas tinha uma característica pessoal de ser mais defensivo; de novo, é uma vitória sistêmica (ou biológica, sei lá) – o cara não vai tão bem em ciclos positivos, e vai ok em ciclos negativos. Ou então era imaculado, porque simplesmente não existia previamente. Alerta: gestores imaculados são os mais perigosos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, desde 2016, entramos novamente numa tendência estrutural positiva e aqueles que sobreviveram ao bear market anterior estão ganhando muito dinheiro de novo. E, claro, esse resultado favorável se deve sempre e integralmente à sua própria competência.

A lógica é a seguinte: quando o pessoal ganhou muito dinheiro entre 2003 e 2007, era pelo mérito próprio, pela habilidade em selecionar ações e outros ativos de risco (nunca pelas condições sistêmicas favoráveis). Já no momento de 2008-2015 (ou 2010-2015), quando adentramos o bear market, daí os retornos ruins decorreram, exclusivamente, dos problemas macro (nunca da incompetência em selecionar ações e outros ativos de risco). Agora, no ciclo positivo iniciado em 2016, mais uma vez a enorme habilidade de nossos super-heróis volta à cena!

Pessoal, é só um bull market. E tudo bem, sabe? Não precisa chorar. Ele vai eleger (aliás, já está elegendo) seus grandes vencedores, que irão para a capa da Exame para logo depois serem os vilões do próximo ciclo negativo, com uma queda súbita, abrupta e inesperada – espero que, sob nova direção, a maldição da Exame seja quebrada. Todos os heróis da história do mercado de capitais brasileiro encontraram depois um grande fracasso. Luis Stuhlberger é a exceção que confirma a regra – talvez porque saiba, diferentemente dos outros, que não há herói algum; gênio por identificar que genialidade conta pouco num ambiente em que incerteza e aleatoriedade jamais desaparecerão do processo (sempre com proteções; em período pré-carnaval, vale o lembrete: “safe sex or no sex at all”).

Há um fato estilizado no mercado financeiro de que as pessoas físicas investem mal. Basicamente, porque desconhecem o que estão fazendo. Narciso acha feio o que não é espelho. Os profissionais do mercado proclamam a superioridade dos “profissionais do mercado” sobre o investidor de varejo. Ah, que lindo!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sempre achei essa visão distorcida, arrogante e ensimesmada. Repare como se comporta o alocador, por exemplo. Cheio de dinheiro, muito bem conectado e lotado de informação e conhecimento técnico, esse cara elege suas aplicações favoritas mais preocupado com as marcas d’água de suas investidas do que qualquer outra coisa. Agora mesmo está financiando a aventura empreendedora de muito fundo multimercado no exterior (sem experiência alguma para isso) e estão todos aplaudindo. Detalhe: esse mesmo alocador é o primeiro a ligar para o gestor cobrando performance e ameaçando, tácita ou explicitamente, sacar do fundo.

São os supostos profissionais, ditos acadêmicos e especializados, que estão produzindo rankings de fundos baseados exclusivamente em históricos de retorno e afirmando que três anos representam longo prazo em Bolsa. E o pior: os eleitos disparam essa eleição para suas bases de e-mails e postam orgulhosos suas medalhas no LinkedIn. Meu Deus, mas que loucura! Aí, se você escreve sobre essa barbaridade, você é “polêmico”. Cara, polêmica, pra mim, é não falar a verdade. Se você vê uma fraude e não grita “fraude”, a fraude é você mesmo.

Quando me perguntam quem ou o quê foi protagonista no desempenho espetacular da Carteira Empiricus ou de nosso crescimento empresarial, afirmo sem tergiversar e com total sinceridade: a sorte. Seria mais reconfortante atribuirmos mais competências e habilidades a nós mesmos. Seria tão delicioso quanto falso. O papel da deusa Fortuna no nosso dia a dia é muito mais forte do que o desejo de controle gostaria de admitir.

Com o Ibovespa voltando a se aproximar dos 100 mil pontos (sim, eu acredito!), vim hoje pensando no que poderia ser a melhor indicação de investimento para nossos assinantes. Depois de muito refletir, encontrei o stock picking ideal. Aqui está a recomendação de hoje: “Iludidos pelo Acaso”, um dos livros menos falados de Nassim Taleb, mas possivelmente o melhor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao investidor, é fundamental perceber que os ganhos apurados dentro de um bull market são resultado mais de condições sistêmicas do que propriamente de suas habilidades individuais. Caso contrário, quando o ciclo mudar, ele pode ser expulso do jogo. É muito fácil confundir aleatoriedade com competência (mesmo o gestor profissional faz isso).

Pensando na capacidade de nos iludirmos, lembro dos Mamonas Assassinas na poética “Bois Don’t Cry”: “E na cama quando inflama/ Por outro nome me chama/ Mas tem fácil explicação/ O meu nome é Dejair/ Facinho de confundir/ Com João do Caminhão”.

Mercados iniciam a terça-feira com desempenho positivo, apoiando-se em otimismo no exterior com acordo para suspensão do shutdown norte-americano e na expectativa de alta do presidente Jair Bolsonaro, que pode abrir caminho para a apresentação da tão aguardada reforma da Previdência. Notícias sugerindo avanços nas conversas entre EUA e China para questões comerciais também são bem recebidas.

Na agenda do dia, destaque para a ata do Copom. Sem nenhuma novidade, documento falou em “cautela, serenidade e perseverança” na política monetária. O tom “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” soa politicamente correto, mas acabará vencido pelo avançar dos dados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ibovespa Futuro abre em alta de 1 por cento, dólar e juros futuros caem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar