O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa
O ano letivo mal começou, mas o JP Morgan já resolveu distribuir as primeiras “provas” para as empresas de educação listadas na bolsa. E quem levou nota 10 foi a Ânima Educação (ANIM3): o banco elevou a recomendação para compra e colocou o papel como top pick do setor.
E isso animou os papéis da companhia, que saltam 14,73% fora do Ibovespa, por volta das 15h25, negociados a R$ 4,05.
A Cogna (COGN3) também teve a recomendação revisada positivamente de neutra para compra. As ações lideram os ganhos do Ibovespa no mesmo horário, com alta de 7,51%, a R$ 3,57. O principal índice de ações da B3 cai 1,01%, a 162,025 pontos.
Por fim, o banco manteve a Ser Educacional (SEER3) na lista das suas indicações positivas, as ações ganham 1,46%, a R$ 9,73.
Já Yduqs (YDUQ3) e Afya (AFYA) foram rebaixadas da recomendação de compra para neutra. Os papéis YDUQ3 perdiam 4,26%, a R$ 12,35, enquanto a AFYA, negociada na Nasdaq, perdia 5,16%, a US$ 14,71.
As revisões, segundo os analistas Marcelo Santos e Livea Mizobata, são justificadas pela mudança do parâmetro de avaliações: o banco passou a considerar o múltiplo de preço sobre lucro (P/L) em vez de Fluxo de Caixa Livre (FCF, na sigla em inglês).
Leia Também
“Após muitos períodos com foco na geração de FCF, acreditamos que as empresas já comprovaram sua capacidade de converter lucros em caixa e, assim, voltamos a priorizar os lucros, por entendermos que são uma estimativa melhor e menos volátil do que o FCF”, dizem os analistas em relatório.
O JP Morgan tem preferência para as ações da Ânima por apenas um motivo: a companhia deve ser a principal beneficiada pelos cortes na Selic, com início previsto em março.
Os economistas do banco projetam uma redução de 3,5 pontos percentuais na taxa básica de juros brasileira até dezembro, levando a Selic de 15% agora para 11,5% no fim deste ano.
Para o time, o alívio nos juros ainda não está precificado nas ações ANIM3. Nas contas da dupla, cada variação de 1 ponto percentual na taxa de juros eleva os lucros da companhia em 8 pontos percentuais — acima do impacto de 1 a 7 pontos percentuais dos pares.
Além de elevar a recomendação, o JP Morgan revisou o preço-alvo de R$ 5 para R$ 9 nos próximos 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 154,9% sobre o preço de fechamento de ontem (6), quando as ações encerraram cotadas a R$ 3,43.
Para os analistas do JP Morgan, a Cogna segue negociando a um valuation atrativo e mantém uma perspectiva sólida de crescimento.
“Vemos uma perspectiva de crescimento de receita mais elevada para 2026, de 12% contra 5%, devido ao crescimento mais rápido do segmento de ensino superior (Kroton) em si, além da contribuição do ensino fundamental e médio (K12), que se expande em ritmo mais acelerado”, escreveram os analistas Marcelo Santos e Livea Mizobata, em relatório.
O banco também considera que a atualização das regras sobre a mudança regulatória do Ministério de Educação (MEC) para os cursos de Enfermagem, que passarão a ser oferecidos em formato presencial obrigatoriamente, “pode ajudar a companhia”.
“Acreditamos que a decisão recente sobre a aprovação em ‘fast track’ para cursos de enfermagem pode ajudar a companhia a perder menos receitas”, avaliou a dupla de analistas.
No fim de dezembro, o MEC permitiu que os grupos educacionais que ainda ofertam cursos de enfermagem à distância solicitem o credenciamento de novas unidades presenciais durante o período de transição de dois anos, iniciado em maio.
O banco tem preço-alvo de R$ 6,50 para COGN3, o que representa um potencial de valorização de 95,2% sobre o preço de fechamento de ontem (6).
Com a mudança no parâmetro de avaliação, os analistas do JP Morgan ficaram menos otimistas com Yduqs em comparação com as demais companhias do setor. Isso pela perspectiva de crescimento limitado.
“Vemos a Yduqs como uma operação sólida, mas o crescimento de receita deve ser inferior ao da Cogna em 2026”, afirmaram os analistas. Nas contas do banco, Yduqs deve apresentar uma alta de 5% na receita deste ano contra aumento de 12% da Cogna.
Além disso, para o JP, a YDUQ3 está “cara”. “A ação negocia a múltiplos relativamente elevados de 7,1x P/L projetado em 2026, caindo para 4,7x P/L projetado para 2027, versus 5,4x/4,2x da Cogna e múltiplos menores para Ser/Ânima.”
A dupla de analistas ainda prevê que a companhia não deve atingir a meta de lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) de 1,70 a R$ 2,00. A estimativa do banco é de EPS de R$ 1,53 neste ano.
Com o rebaixamento de YDUQ3, o banco cortou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 21. O novo alvo implica em uma potencial valorização de 62,8% sobre o preço do fechamento anterior.
No Ibovespa, as ações operam em queda nesta quarta-feira (7) e lideram a ponta negativa. Por volta de 12h35, o papel caía 5,50%, a R$ 12,19.
Já no caso da Afya, os analistas avaliam a companhia como uma operação “premium” e bem gerida, mas preferem Ânima para exposição a medicina ou Laureate, do México/Peru, para maior previsibilidade.
“Afya seria a empresa menos impactada por um ciclo de afrouxamento monetário, dado seu baixo nível de alavancagem”, afirmaram os analistas. O preço-alvo também foi reduzido de US$ 24,50 para US$ 22 – potencial valorização de 41,8% sobre o fechamento de ontem.
Com informações Money Times
A renúncia acontece em um momento sensível para a empresa, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na Bolsa
Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas mais altas de receita e Ebitda, depois do recorde de produção e da volta ao topo do ranking global de minério
Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora
Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times
Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço
As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda
A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação
FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB
Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista
A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente
A petroleira optou por não exercer seus diretos de preferência e tag along na operação, abrindo caminho para a gestora finalizar o negócio
Essa será a primeira vez que a Havan patrocina diretamente um produto da Globo desde que Jair Bolsonaro foi eleito à presidência
Ações do Assaí (ASAI3) disparam hoje com mais um avanço do atacarejo no mundo digital, apesar de resultado fraco
Operação ainda depende de aprovações regulatórias e reforça estratégia do banco no crédito digital
Apesar de um balanço mais forte que o esperado, o mercado ainda não se deu por convencido; entenda o que continua a frear o otimismo
Com recorde de produção e volta ao topo do ranking global, mineradora chega aos resultados financeiros com expectativas mais altas de receita e Ebitda
Empresa fechou o último ano com recordes de lucro e Ebitda e surpreende o mercado com resultado acima do consenso
O esquema de pagamento antecipa caixa relevante para a companhia de galpões logísticos, mas mantém parte da exposição ao ativo por meio das cotas
Banco elevou preço-alvo da VALE3 para R$ 102 — o que significa um potencial de valorização de cerca de 13%, mesmo após alta recente da ação