O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Executivos da associação explicam rejeição às propostas da B3 e apontam custos, conjuntura econômica e modelo de decisão como fatores centrais
A rejeição massiva das propostas de atualização do regulamento do Novo Mercado da B3 — segmento dedicado a empresas que adotam as melhores práticas de governança corporativa — foi resultado de um processo longo, participativo e estratégico, afirmaram dirigentes da Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) em entrevista ao Seu Dinheiro. A entidade representa 82 companhias que fazem parte desse segmento na bolsa.
Nesta semana, as empresas do Novo Mercado votaram pela manutenção integral do regulamento vigente, rejeitando todas as propostas de atualização da bolsa. Segundo dados da B3, a maioria absoluta das 152 companhias participantes do segmento não apoiou as mudanças sugeridas, e nenhuma das 25 propostas obteve aprovação. Veja detalhes aqui.
Segundo os dirigentes da Abrasca, mais do que contestar itens específicos, as companhias questionaram o modelo atual de governança para mudanças no segmento e o impacto econômico de algumas propostas em meio a um cenário de juros elevados e necessidade de controle de custos.
“Em toda a história do Novo Mercado, nenhuma revisão teve uma participação proporcional ou em números absolutos tão grandes”, destacou Pablo Cesário, presidente-executivo da Abrasca.
Mais de 150 empresas participaram das discussões e votações, em um movimento articulado entre conselhos de administração e diretorias financeiras.
Para a associação, o ponto central da rejeição foi o entendimento de que várias propostas criariam custos operacionais e burocráticos adicionais sem gerar valor compatível para as empresas ou para o mercado.
Leia Também
Além disso, o ambiente econômico desafiador, com juros reais próximos de dois dígitos, reforçou a necessidade de cautela para não sobrecarregar as companhias.
“As companhias estão sofrendo muito com uma taxa de juros de 15% ao ano. Estão reduzindo despesas e protegendo caixa. Não é o momento adequado para criar novas exigências e custos adicionais”, argumentou Cesário.
Entre os pontos mais sensíveis, a Abrasca destacou a obrigatoriedade de coinatura — assinatura conjunta de um documento oficial — das demonstrações financeiras (DFs) por CEO e CFO.
A proposta de coinatura da B3 exigiria que os dois principais executivos da companhia assinassem conjuntamente as demonstrações financeiras auditadas, dividindo formalmente a responsabilidade pelos números.
Segundo a Abrasca, isso obrigaria as empresas a criar novos processos internos de revisão e asseguração, elevando custos e formalidades sem necessidade.
“As responsabilidades já estão bem definidas entre CEO, CFO e o conselho fiscal, e a proposta geraria mais despesa sem agregar valor efetivo”, afirma Cesário.
Contudo, para além dos itens rejeitados pelas companhias abertas, a insatisfação maior, segundo a Abrasca, foi com o modelo decisório do segmento, ou seja, a forma como as regras do Novo Mercado são alteradas.
Hoje, basta que um terço das empresas rejeite uma proposta para que ela não seja implementada — modelo que a entidade considera ultrapassado.
“A discussão deixou de ser sobre as propostas e passou a ser sobre como as regras do Novo Mercado devem evoluir. A mensagem foi clara de que não dá para continuar do jeito que está”, afirmou Cesário.
Leandro Almeida, coordenador-executivo da Comissão de Mercado de Capitais da Abrasca, reforçou que a decisão foi tomada de forma democrática e coletiva.
“Realizamos reuniões com C-levels e diretores de relações com investidores, e foi ali que ficou decidido pela rejeição das propostas. Esse movimento reflete, de fato, a posição construída pelas próprias companhias”, destacou.
Felipe Cabral, diretor de Relações Institucionais da Abrasca, fez questão de destacar a extensão e a profundidade do processo de discussão entre a entidade e suas associadas das propostas de mudança do Novo Mercado sugeridas pela B3, que começou em 2024.
“Foram reuniões de até seis horas, com mais de 170 participantes. Um processo exaustivo, mas extremamente participativo”.
A B3 já anunciou que pretende, nos próximos seis meses, abrir um debate sobre o modelo de aprovação de alterações no Novo Mercado.
Para a Abrasca, essa será a oportunidade de discutir novas regras em bases mais consensuais, respeitando a autonomia das empresas e o equilíbrio econômico do mercado.
“Ainda não temos prioridades definidas, isso começa a ser construído na próxima semana”, antecipou Cesário.
O executivo também respondeu às críticas de que a decisão de rejeitar as mudanças nas regras do Novo Mercado significaria um retrocesso.
“Governança continua sendo um elemento central para todas as companhias. O compromisso com o tema está mantido, e o debate vai continuar”.
Cesário reforçou que a governança corporativa permanece como prioridade para as empresas listadas, mas defende que as evoluções sejam feitas com responsabilidade e dentro de um modelo de decisão mais inclusivo e legítimo.
“Essa votação foi apenas uma fotografia de um filme longo. O debate sobre governança continua, e a construção de soluções será feita em novas bases, ouvindo todos os lados”, concluiu.
Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia
Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu
O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026
A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas
O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024
O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo
Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração
O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil
Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia
Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado
Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?
Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco
Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça
O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente
A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados
Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo
A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses