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A rede fundada por Gabriel Concon tem 80 unidades em funcionamento. Valor inicial para abrir uma franquia é R$ 179 mil
A Pizza Prime deixou de ser um negócio local para se transformar em uma rede de alcance nacional. Fundada por Gabriel Concon, de 44 anos, a marca encerrou 2025 com faturamento de R$ 180 milhões, crescimento aproximado de 25% em relação a 2024, e 80 unidades em funcionamento.
Para 2026, a projeção é atingir R$ 200 milhões em faturamento e chegar a 200 lojas, com a expansão do modelo de franquias e uma reestruturação iniciada no pós-pandemia.
Por trás desses números, está uma trajetória que começou no interior de São Paulo. Hoje morando em Indaiatuba (SP), Concon construiu o negócio ao longo de mais de duas décadas, a partir de experiências práticas e aprendizados acumulados desde a primeira pizzaria.
Aos 18 anos, Concon mudou-se para São Paulo para estudar Administração em Hotelaria, e decidiu que não queria seguir o caminho tradicional do estágio. Influenciado pelo pai e pelo avô, ambos empreendedores, buscava uma oportunidade para ter o próprio negócio.
A primeira tentativa surgiu por meio de um tio, fornecedor de insumos para pizzarias, que intermediou a compra de um estabelecimento por R$ 20 mil. O negócio, no entanto, não se concretizou. “Foi minha primeira frustração no mundo do empreendedorismo”, relembra.
No dia seguinte, um anúncio de jornal mudou o rumo da sua trajetória. Em 2001, aos 19 anos, Concon e o pai compraram a pizzaria La Traviata, no bairro da Aclimação, em São Paulo, pelo mesmo valor, de R$ 20 mil.
O início foi marcado por desafios típicos de quem entra cedo no empreendedorismo, especialmente na gestão de pessoas e de processos. “Eu não sabia lidar com equipe. Eram profissionais muito experientes, alguns com 20 anos de trabalho, e eu precisava aprender a comandar aquilo tudo”, afirma.
A operação também era bastante informal. “Não existia sistema. Era tudo na comandinha de papel. Se eu saísse da loja e alguém rasgasse uma ficha e pegasse R$ 50 do caixa, aquilo podia ser o lucro da noite”, conta.
Nos primeiros anos, Gabriel acumulava funções: ajudava na cozinha, atendia telefone, fazia entregas e distribuía panfletos nas ruas do bairro.
Reinvestindo o que ganhava, o negócio começou a se sustentar. Em 2004, abriu a segunda pizzaria, a Piatcheri, na Vila Mariana — unidade que segue em operação até hoje. Nos anos seguintes, vieram novas aberturas, incluindo uma pizzaria na Mooca, em 2005, e mais uma na Vila Mariana.
Em 2008, inaugurou a Dona Leopolda, na Vila Leopoldina, sua primeira operação criada do zero, que mais tarde seria incorporada à Pizza Prime.
O crescimento trouxe um desafio: eram muitas marcas diferentes para administrar. Em 2011, o empreendedor decidiu unificar todas as operações. “Chegou um momento em que não dava mais para gerenciar tantos nomes, tantos panfletos e cardápios diferentes”, afirma. Assim nasceu a marca Pizza Prime.
A transição, no entanto, foi feita com cautela. “Era um processo muito delicado, porque tínhamos clientes que estavam com a gente havia dez, doze, quinze anos”, explica.
Durante um período, as lojas passaram a operar com marcas duplas, como “La Traviata by Pizza Prime”, e materiais de comunicação explicavam a mudança. “Aos poucos, fomos eliminando as marcas antigas”, diz. A transição foi concluída apenas em 2015.
A primeira Pizza Prime aberta do zero foi inaugurada em Novo Hamburgo (RS), em parceria com um amigo.
Então, começou a expansão entre pessoas conhecidas — ele chegou a ter cerca de 25 sócios em diferentes unidades, entre amigos e familiares.
A ideia de transformar a Pizza Prime em uma franqueadora começou a ganhar força a partir de 2015, ao final da consolidação das marcas, mas foi em 2019 que a decisão se firmou, quando o negócio já tinha 26 unidades.
“O primeiro grande objetivo de criar a franqueadora não era vender franquia, mas organizar a relação com os sócios e profissionalizar os processos”, afirma o empreendedor.
No mesmo ano, a Pizza Prime participou da feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), onde surgiram os primeiros contatos com potenciais franqueados — muitos deles clientes da própria rede — e contratou profissionais para desenhar padrões operacionais, processos e suporte.
Assim como para outras empresas, o início da pandemia de Covid-19 em 2020 também trouxe incertezas para a Pizza Prime, que tinha 12 lojas prontas para abrir no primeiro semestre daquele ano.
Ao mesmo tempo, o forte foco no delivery permitiu que a operação seguisse funcionando. “Quando ficou claro que quem trabalhava com delivery poderia continuar aberto, a decisão foi parar de lamentar e trabalhar”, relembra.
O resultado foi um crescimento acelerado. A rede dobrou de tamanho e viu o faturamento aumentar de forma expressiva.
Já entre 2023 e 2024, veio o período de ajuste. “Naquele momento, a gente estava muito em evidência, aparecendo em vários veículos, o que é positivo. Mas o pós-pandemia trouxe uma espécie de ressaca, e foi preciso olhar para dentro do negócio”, diz.
A reestruturação envolveu revisão de processos, operações e produto, além de uma mudança no perfil das lojas. Unidades com salão grande perderam espaço para modelos mais enxutos. O chamado Smart Delivery, com foco em entrega e investimento menor, passou a ganhar relevância.
Já o modelo Salão Express, criado no período e com atendimento reduzido e autoatendimento, hoje representa mais da metade das lojas da rede.
Outro eixo estratégico passou a ser o fortalecimento da marca. Nesse contexto, a Pizza Prime investiu em ações de branding, colaborações com grandes marcas e presença em eventos, além de projetos pontuais ligados a entretenimento e esporte.
A rede passou a testar novos formatos, como quiosques em aeroportos e shoppings, além de unidades em faculdades. Um exemplo é uma loja instalada na Community Creators Academy, instituição de ensino voltada à formação de influenciadores, em São Paulo.
“A loja atende alunos e eventos, mas também foi desenhada para criação de conteúdo, com espaços instagramáveis e estrutura tecnológica”, explica o empreendedor.
Internamente, a empresa criou o Prime Lab, laboratório focado em inovação, geração de conteúdo e tráfego pago no ambiente digital.
Outro investimento relevante é a nova cozinha central em Santana de Parnaíba (SP), com mais de 2 mil metros quadrados, projetada para atender entre 300 e 400 lojas e sustentar a expansão nacional.
Para os próximos anos, o foco da expansão está especialmente no interior do país. “Acredito em levar esse nível de produto e serviço com uma marca estruturada para cidades fora dos grandes centros”, afirma.
A meta é chegar a 150 pontos de venda em operação e 200 unidades vendidas até 2026.
Atualmente, a Pizza Prime opera com três modelos de franquia.
Em todos eles, a taxa de franquia é de R$ 50 mil, os royalties são de 5% sobre o faturamento e a taxa de publicidade é de 1%. O prazo estimado de retorno do investimento varia entre 24 e 36 meses.
Para abrir uma unidade, o interessado passa por um processo de análise de perfil, avaliação do ponto comercial e treinamento oferecido pela franqueadora. A estratégia da empresa é manter crescimento gradual, com foco em padronização, eficiência operacional e fortalecimento da marca.
Confira as opções:
Smart Delivery
Voltado exclusivamente para entregas, exige investimento inicial a partir de R$ 179 mil, incluindo taxa de franquia, projeto arquitetônico, obras, equipamentos e marketing de inauguração.
O modelo tem área mínima de 60 m², equipe média de seis funcionários e prazo de implantação de cerca de 90 dias.
Delivery com Salão
Com pequeno espaço para atendimento presencial, o investimento começa em R$ 269 mil. As unidades operam em áreas a partir de 70 m², também com seis funcionários, e mantêm foco no delivery, com apoio do consumo local.
Salão
Modelo mais tradicional, com atendimento completo ao público, investimento inicial a partir de R$ 349 mil, área mínima de 120 m² e equipe entre oito e dez funcionários. O prazo de implantação é de aproximadamente 120 dias.
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