🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Duelo da renda fixa: em qual título isento de imposto de renda vale mais a pena investir agora? A Sparta responde

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

Monique Lima
Monique Lima
23 de fevereiro de 2026
14:01 - atualizado às 14:26
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

O agronegócio não vive seu melhor momento no mundo dos investimentos. Eventos de crédito nos últimos anos levaram títulos de renda fixa à inadimplência e contaminaram a percepção do investidor sobre o setor. Na prática, Fundos listados do Agronegócio (Fiagros) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) se tornaram investimentos non gratos nos portfólios e pouco buscados no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a gestora de crédito Sparta, essa leitura ignora uma característica fundamental do agronegócio: o setor é amplo e heterogêneo, e eventos de crédito aqui e acolá não englobam um universo que corresponde a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“Dentro desse universo, nem todos sofreram. As grandes companhias do setor, com musculatura financeira, governança estabelecida e histórico consistente de geração de caixa, seguem operando de forma sólida, sem surpresas relevantes do ponto de vista de crédito”, diz o relatório da Sparta.

A aversão aos CRAs e aos Fiagros impôs um prêmio adicional aos títulos de renda fixa — que tem suas rentabilidades isentas de imposto de renda (IR).

Com a busca em baixa, os spreads — diferença entre as taxas dos títulos privados em relação a dos títulos públicos correspondentes — estão mais elevados do que os de outros títulos de crédito também isentos de IR, como as debêntures incentivadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o investidor que busca rentabilidade com a segurança da renda fixa, a Sparta aponta que, embora ambos os setores sejam pilares da economia, existe hoje uma distorção de preços que favorece o investimento no campo em detrimento das obras de infraestrutura.

Leia Também

Duelo da renda fixa: CRAs > debêntures incentivadas

O cenário atual é de otimismo com os títulos de infraestrutura — mas tanta busca gerou um efeito colateral. Os preços subiram tanto que os spreads (prêmios adicionais em relação aos títulos públicos correspondentes) diminuíram consideravelmente.

Em janeiro, houve uma entrada de R$ 6,3 bilhões nos fundos de infraestrutura, o que provocou um fechamento de spreads de cerca de 0,50 ponto percentual (p.p.).

Na prática, as debêntures incentivadas estão pagando quase o mesmo que outros títulos de renda fixa que não possuem isenção de imposto, restando apenas o benefício fiscal como diferencial, sem nenhuma compensação pelo risco maior de ser crédito privado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É aqui que o agronegócio se torna atraente na análise atual.

A Sparta destaca que empresas de alta qualidade (chamadas de high grade), com títulos nos dois setores (agro e infra), apresentam oportunidades distintas.

Gigantes como Klabin e Eldorado têm CRAs e debêntures incentivadas disponíveis no mercado. Embora o risco de emprestar dinheiro para essas empresas seja o mesmo nos dois títulos, os CRAs estão pagando até 0,80 p.p. a mais do que as debêntures de infraestrutura das mesmas empresas.

Essa diferença é o que os especialistas chamam de "alpha líquido": um ganho adicional que o investidor captura apenas por escolher o instrumento mais eficiente no momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Em um ambiente como o atual, esse prêmio, combinado à isenção de imposto de renda, gera um retorno adicional sem a necessidade de assumir risco de crédito superior”, diz o relatório da Sparta.

A gestora também destaca que, dentro do próprio universo de CRAs, os preços dos títulos de emissores de perfil semelhante estão razoavelmente equilibrados, o que reforça a leitura de que a distorção está no instrumento, e não em nomes específicos.

É neste contexto que a Sparta afirma estar construtiva com a proposta de alguns Fiagros. Carteiras diversificadas, com baixas concentrações individuais e focada em emissores grandes são vistas com bons olhos.

“Essa construção permite capturar o prêmio atualmente disponível nos CRAs high grade, oferecendo, em nossa avaliação, uma relação risco e retorno mais interessante do que as alternativas pós-fixadas hoje disponíveis na infraestrutura”, diz o relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Queda da Selic vem aí: o que muda no crédito privado

O eminente corte na taxa de juros é o evento mais importante no radar da Sparta. Em janeiro, o Banco Central sinalizou um primeiro corte na Selic, previsto para a próxima reunião, em março. Isso significa duas coisas, de acordo com o relatório da gestora.

De um lado, a queda dos juros é um alívio para as empresas. Com a Selic menor, o custo para se financiar diminui, o que melhora a saúde financeira e a capacidade da companhia de pagar as dívidas. No entanto, para o investidor, o "carrego" (rendimento diário ao manter títulos pós-fixados na carteira) começa a encolher.

Na prática, essa mudança pode gerar alguns movimentos importantes nos spreads:

  • A busca por prefixados e IPCA: como o juro básico vai cair dos atuais 15%, os gestores de fundos tendem a travar taxas em títulos indexados à inflação (IPCA) ou prefixados, para garantir retornos maiores antes que a Selic caia demais.
  • O "paradoxo" do fluxo: se a Selic cair muito, a renda fixa pode se tornar menos atraente comparada à renda variável (ações, fundos imobiliários, fundos multimercados). Se muitos investidores saírem dos fundos de crédito ao mesmo tempo, a menor demanda pode forçar os spreads a aumentarem e o preço dos títulos caírem.

O resultado pode ser prejudicial para os fundos de crédito. Se muitos investidores resolverem sacar seu dinheiro ao mesmo tempo, o fundo pode ter de vender títulos rapidamente — o que costuma derrubar os preços e prejudicar o resultado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas esse é apenas um dos possíveis cenários.

Em muitos períodos de juros em queda, as empresas ficam em situação financeira melhor, já que pagar dívidas fica mais barato. Quando isso acontece, os títulos de crédito dessas companhias tendem a se valorizar, o que ajuda a rentabilidade dos fundos.

Por isso, a baixa da Selic só vira um “duplo golpe” quando é acompanhada por saídas grandes de investidores ou por um ambiente de maior incerteza. Fora desses casos, a queda de juros pode até ser positiva para o crédito.

Resta acompanhar, para saber qual será o caminho de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

É A VEZ DO CRÉDITO

Adeus, poupança. Olá, debêntures! Como as mudanças na renda fixa mexeram com investimentos e crédito às empresas

22 de dezembro de 2025 - 14:32

Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos

RENDA FIXA

Banco ABC Brasil lança LCIs e LCAs com pagamento de juros mensais — entenda a novidade nos títulos isentos de IR

16 de dezembro de 2025 - 17:45

Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado

RENDA FIXA

Como garantir retorno de 1% ao mês antes do corte da Selic? Veja simulações de taxas e títulos de renda fixa

11 de dezembro de 2025 - 6:02

O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo

CARTEIRA RECOMENDADA

Última chamada do ano para maiores retornos na renda fixa: carteira de dezembro vai de CRAs da Minerva a CDB prefixado de 14% ao ano

8 de dezembro de 2025 - 14:58

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar