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Erich Decat, analista político da Warren, faz um balanço da gestão Lula 3 no podcast Touros e Ursos, e comenta os impactos da queda de Nicolas Maduro nas eleições brasileiras
O terceiro ano do mandato do presidente Lula começa com um cenário de contrastes. De um lado, o governo exibe números econômicos que superaram as expectativas iniciais do mercado. Do outro, a popularidade não acompanha o ritmo das finanças do país, e o petista enfrenta uma rejeição que se mantém no patamar da eleição de 2022.
Para Erich Decat, coordenador de análise política da Warren, o governo entra no ano eleitoral com fôlego renovado. No podcast Touros e Ursos desta semana, ele afirma que o controle da inflação e a queda na taxa de desemprego colocam o presidente em uma posição sólida para a disputa à reeleição.
A grande dúvida para 2026 é se o "motor" da economia será suficiente para romper a polarização ideológica do país.
Lula deve testar sua força até agosto, observando o impacto de medidas populares, como a reforma do imposto de renda (IR) e o aumento de programas sociais.
O balanço econômico de três anos de governo Lula apresenta indicadores positivos, que surpreenderam muitos analistas, segundo Decat.
O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu acima do esperado nos dois primeiros anos, e manteve uma trajetória ascendente também no terceiro. Além disso, a inflação desacelerou e o dado fechado de 2025 deve ficar dentro do teto da meta, permitindo uma perspectiva de redução dos juros em 2026.
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O mercado financeiro refletiu esse otimismo em 2025. O Ibovespa fechou o ano com uma alta de 34%, atingindo recordes históricos nominais, com pontuação acima dos 159 mil. Esse desempenho foi o melhor em quase uma década.
“A gente viu até os próprios atores do mercado financeiro com um posicionamento um pouquinho mais otimista, tendo em vista a questão do equilíbrio fiscal. De uma forma geral. O entendimento é que o governo fechou 2025 com o dever de casa feito”, disse Decat.
Apesar do sucesso econômico, a aprovação de Lula "patina" entre os brasileiros.
O analista da Warren acredita que isso ocorre porque os brasileiros atualmente estão mais próximos da posição centro-direita: 37% dos eleitores se identificam com o centro e 36% com a direita, enquanto a esquerda representa apenas 23% da população, disse Decat.
Essa divisão impõe um teto à aprovação de um governo de esquerda como o de Lula. A rejeição do petista atualmente, em 44%, está exatamente no mesmo nível que ele tinha na véspera da eleição de 2022.
E esse nível se sustenta mesmo diante do que Decat chama de "efeito fênix".
No início de 2025, o presidente estava apático e distante do Congresso, segundo o analista. O ponto de virada foi a imposição de tarifas de importação dos Estados Unidos e a articulação de Lula com Donald Trump, conseguindo um recuo das ameaças de taxação contra o Brasil.
"As pesquisas mostram que o Lula recuperou a popularidade entre os eleitores, mas também recuperou um pouco dentro do Congresso. Esse é um recorte político importante de como o Lula termina o ano”, disse o analista.
Mas 2026 já chega com novidades. A captura de Nicolás Maduro na Venezuela, pelos Estados Unidos, traz novos desafios para o petista, segundo Decat. A oposição usa vídeos antigos para ligar Lula ao ditador, enquanto o governo e o PT reagiram criticando a ação norte-americana.
Para Decat, o candidato mais forte para enfrentar Lula em 2026 é, sem dúvida, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Diferentemente de outros nomes, Freitas está à frente de um estado importante e tem entregas concretas para mostrar, segundo o analista.
"Tarcísio tem o que mostrar e ele aglutina eleitores que estão em torno do centro e da direita, inclusive alguns nomes do bolsonarismo."
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) é visto como menos competitivo pelo analista. Decat aponta que Flávio carrega a alta rejeição do pai, Jair Bolsonaro, especialmente devido à memória da gestão da pandemia.
Além disso, enquanto Freitas tem obras realizadas, Flávio teria apenas promessas de campanha, o que enfraquece sua posição contra a máquina pública, segundo o analista.
No bloco final do programa, os convidados elegem os touros e ursos da semana, expressão que dá nome ao podcast. Nesta semana, o formato mudou e os participantes escolherem nomes que podem se dar bem ou mal na política neste ano.
Decat nomeou como urso — destaque negativo — a história da “terceira via”. O analista não vê espaço para uma candidatura de centro que rompa a polarização entre Lula e o nome da direita em 2026.
Outro urso escolhido foi o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi eleito a "personalidade urso" de 2025 pelo público do podcast após a liquidação extrajudicial do Banco Master, que gerou incertezas para 1,5 milhão de investidores de CDBs, além de reverberar na cúpula política — e jurídica — de Brasília.
Do lado positivo, Decat selecionou as pesquisas eleitorais. Para ele, são o "touro" do mercado financeiro, pois cada novo dado faz preço na bolsa. Investidores buscam se antecipar aos resultados para entender quem terá o protagonismo econômico em 2027.
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