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Parada obrigatória de enófilos na Argentina, região também concentra alta diversidade de opções e produtores ousados, que variam as possibilidades do terroir mendocino; conheça quatro deles
Mendoza é hoje um dos territórios vitivinícolas mais consistentes do Novo Mundo. A combinação entre altitude, amplitude térmica, solos aluviais e clima seco moldou uma região capaz de produzir vinhos de identidade clara e reconhecimento internacional. Não por acaso, vinícolas como Catena Zapata, Luigi Bosca e Zuccardi, por exemplo, tornaram-se referências obrigatórias para quem visita o destino.
Mas a força de Mendoza está justamente na sua diversidade. Além desses nomes consagrados, o território abriga projetos que interpretam o terroir de forma mais autoral, exploram diferentes zonas e fazem escolhas técnicas que ajudam a explicar para onde o vinho argentino está caminhando.
Depois de pesquisar, provar, ouvir produtores e acompanhar de perto as transformações da região, fica evidente que há camadas menos visíveis do que aquelas apresentadas nos roteiros mais previsíveis.

Esta seleção reúne quatro vinícolas que ajudam a compreender Mendoza para além dos ícones. Junto aos vinhos, há experiências e inclusive leituras de território alinhadas ao presente e ao futuro da região.
A Viña Cobos está em Agrelo, no coração de Luján de Cuyo, uma das zonas históricas do Malbec argentino. O projeto nasceu da visão de Paul Hobbs, enólogo californiano que entendeu cedo o potencial dos vinhedos da região muito antes dela se consolidar com o prestígio internacional. Não por acaso, em 2025, a vinícola figurou na 49ª posição do ranking The World’s 50 Best Vineyards.
Pouca gente sabe, porém, que a Cobos foi uma das primeiras vinícolas da Argentina a adotar práticas de vinificação extremamente parceladas, tratando microlotes como entidades próprias. Isso aparece no caráter dos vinhos, que fogem do estereótipo “encorpado” de Luján e revelam uma textura muito particular da vinícola. Não por acaso, ela é responsável por rótulos já bem conhecidos (e admirados) no Brasil, como Felino, Bramare e Cobos, por exemplo.
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A visita é elegante e as degustações entregam atenção plena aos detalhes. Preços variam de 85 mil a 450 mil pesos (de R$ 311 a R$ 1650). Na opção mais exclusiva, se experimentam cinco rótulos com petiscos selecionados para a harmonização. As experiências são reservadas previamente em vinacobos.com/hospitality.
Fundada em 2009, a Riccitelli é quase o oposto da ideia clássica de vinícola mendocina. Localizada em Las Compuertas, em Luján de Cuyo, ocupa uma antiga bodega reformada com estética industrial, onde a criatividade aparece na arquitetura e na identidade visual dos rótulos, mas também na maneira de pensar o vinho.
Matías Riccitelli pertence a uma geração que cresceu acompanhando as transformações de Mendoza. Depois de trabalhar nas bodegas mais prestigiadas do país e de circular por diferentes regiões vinícolas do mundo, decidiu transformar esse repertório técnico em um projeto autoral. Assim, o fez dialogando de perto com os ensinamentos de seu pai e mentor, Jorge Riccitelli.
Vem daí, aliás o foco em vinhedos antigos, fermentações espontâneas, uso criterioso de ânforas e ovos de concreto. A intenção é sempre a de preservar frescor e identidade.
Atualmente, a experiência de visita reflete esse espírito. Informal e acessível, privilegia a conversa direta, degustações que explicam escolhas técnicas e espaço para perguntas, em um ambiente descontraído que convida à curiosidade.
Para quem quer algo fora do script tradicional, a Riccitelli funciona como uma aula prática sobre o novo vinho argentino, abordagem que ajudou a vinícola a alcançar a 29ª posição no ranking The World’s 50 Best Vineyards em 2025.
As reservas são feitas pelo e-mail reservas@matiasriccitelli.com ou via WhatsApp (+54 9 261 316 7775).
Fundada em 1999, também em Agrelo, coração de Luján de Cuyo, a Susana Balbo é, antes de tudo, uma história de coragem. Primeira mulher enóloga da Argentina, Susana Balbo construiu sua própria vinícola após anos de tentativas frustradas e em um contexto econômico pouco favorável, movida pelo desejo de criar vinhos com identidade própria.
O projeto cresceu de forma consistente nos mercados internacionais. Com o tempo, ganhou uma nova camada quando seus filhos, José e Ana Lovaglio, passaram a integrar o negócio, reforçando o caráter familiar da bodega.
Balbo sempre manteve uma postura experimental. Foi pioneira no resgate do Torrontés como uva de qualidade, por exemplo. E segue explorando técnicas que privilegiam textura e frescor, mesmo em uma região de clima ensolarado como Agrelo, demonstrando um olhar atento ao equilíbrio e à precisão.
A vinícola oferece diversas opções de degustações, mas a dica é optar por algum dos menus-degustação do restaurante Osadía de Crear, que ostenta uma estrela Michelin e foi pensado em conjunto com os vinhos da casa. É uma excelente forma de compreender o nível de qualidade que a vinícola alcançou não apenas em seus rótulos, mas também na gastronomia.
Reservas podem ser feitas em: www.susanabalbowines.com.ar
Nossa última dica não se concentra apenas em uma vinícola, mas em um enólogo que merece ser conhecido. Karim Mussi é um dos personagens mais inquietos e consistentes do vinho argentino contemporâneo, alguém cuja trajetória ajuda a entender como Mendoza e outras regiões do país passaram a dialogar com o mundo de forma mais autoral.
Desde o início de sua trajetória, Mussi construiu seus projetos a partir de três pilares claros: inovação, compreensão profunda do terroir e vinhedos sustentáveis. Essa abordagem se traduz em vinhos que não buscam uniformidade, mas sim coerência entre território e escolha técnica.
Pouco divulgado é o cuidado de Mussi com o tempo. Muitos vinhos passam por longos períodos de descanso antes de serem lançados. Assim, se tornam mais prontos para beber do que grande parte dos rótulos do Vale.
A experiência de visita acontece na Bodega Alandes, em Maipú, em uma casa de adobe construída em 1904, aberta ao público desde 2013. O formato é íntimo e personalizado, pensado para compartilhar rótulos exclusivos, edições limitadas e vinhos de biblioteca — alguns, inclusive, disponíveis apenas ali. O visitante percorre a bodega com calma, entendendo a lógica por trás de cada escolha e degustando vinhos que traduzem a amplitude do trabalho de Karim Mussi.
A visita é discreta e ideal para quem valoriza conceito, conversa técnica e degustações que exigem atenção.
Reservas em karimmussi.com.
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