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Braço premium do grupo Chery, chinesa Jetour aposta em design robusto, motorização híbrida plug-in e preços acessíveis
Depois de uma terceira onda de marcas chinesas chegarem ao Brasil entre 2024 e 2025, o mercado se prepara para uma quarta leva. O ano de 2026 ainda reserva boas surpresas e uma delas é a Jetour.

Vamos fazer uma rápida recapitulação dos chineses por aqui: a primeira safra surgiu por volta de 2011, com a vinda de marcas como Lifan, Geely, Chana, Hafei, Chery e JAC, por exemplo. Boa parte era de carros a combustão, sem inovações e uma tímida rede de concessionárias, o que deixava os consumidores receosos com a manutenção.
Dessas, a Chery sobreviveu após o Grupo Caoa firmar uma joint venture em 2017. Assim, o conglomerado brasileiro, com seu toque de Midas, modernizou seu portfólio. A JAC, por sua vez, à deriva após aumento do imposto de importação, crise econômica e cambial e fracasso na tentativa de construir uma fábrica na Bahia, foi pioneira em eletrificar seu portfólio e virar um novo capítulo em sua história.
2023 foi o que podemos considerar o divisor de águas da China no Brasil. O ano trouxe uma segunda onda com a chegada de modelos eletrificados, tecnológicos, mais acessíveis e em volume. A GWM, por exemplo, começou com uma robusta estratégia de venda direta de sua linha Haval H6 híbrida (HEV e PHEV), desafiando concorrentes consagrados, como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.
Meses depois, a BYD que já comercializava elétricos mais caros (Tan e Han) e o híbrido Song, já com relativo sucesso, iniciou as vendas do Dolphin. O modelo foi um verdadeiro rolo-compressor no mercado, vendido à época por R$ 150 mil, repleto de inovações tecnológicas e acabamento invejável.

O sucesso de GWM e BYD acordou o dragão: marcas e submarcas chinesas enxergaram a boa receptividade dos consumidores brasileiros a essa nova era de carros e direcionaram seus holofotes para cá.
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Nascia, entre 2024 e 2025 a terceira onda, representada por marcas como Zeekr (do grupo Geely), Omoda & Jaecoo (do grupo Chery), Leapmotor (do grupo Stellantis), Wey (do grupo GWM) MG Motors, GAC, Geely (que retorna ao Brasil associada à Renault) e Foton (com operações de veículos pesados e leves).

A vinda de novas marcas em 2026 indica a confiança dos brasileiros nos produtos chineses e inclusive o apetite de marcas que sentem que ainda têm o que explorar por aqui. Nesta quarta onda surgem submarcas de luxo, nichos e até produções nacionais.
Assim, Avatr (joint venture de Changan, Huawei e CATL) e Changan (essas duas pelo grupo Caoa Chery), Denza (BYD e Mercedes-Benz), SAIC (a maior da China) e Lynk & Co (joint venture entre a Geely e a Volvo) surgem como as novas promessas para 2026.
Da quarta e mais nova safra de chinesas, a Jetour desembarca no Brasil neste mês de março para consolidar uma estratégia que já não busca apenas o volume por preço, mas ocupar nichos de alto valor agregado.
Braço de luxo e lifestyle do grupo Chery, a Jetour tem a proposta de oferecer veículos utilitários-esportivos que unem robustez no visual a um acabamento refinado, engenharia de ponta e se posiciona em uma faixa de mercado que desafia diretamente marcas europeias tradicionais, com destaque para a Land Rover.
A estratégia da Jetour para 2026 é agressiva e fundamentada em um cronograma de lançamentos que prevê seis veículos.

Essa velocidade de introdução de portfólio busca estabelecer um elo de confiança em um mercado historicamente conservador em relação a novas marcas. A Jetour, aliás, é jovem também: ela nasceu em 2018 e quer provar que idade não é documento.
Seus carros são SUVs de médio e grande porte. Os três primeiros a chegar nas próximas semanas, apesar do visual, têm tração 4x2, motor híbrido, interior impecável, bem equipado e que atraem pelo estilo aventureiro light, ou como a própria marca define Travel +.
“O conceito Travel+ está presente em toda a linha que estamos lançando. Ele traduz a proposta da Jetour de ir além do deslocamento, oferecendo veículos preparados para experiências, viagens e novos estilos de vida. Dentro da realidade brasileira, o sistema híbrido plug-in se mostra a solução mais equilibrada, ao combinar autonomia ampliada, eletrificação efetiva e conveniência para o consumidor”, afirma Henrique Sampaio, diretor de Marketing e Produto da Jetour no Brasil.
Alguns puristas até torcem o nariz porque os primeiros Jetour a chegar por aqui não têm tração 4x4. A resposta da marca é que eles querem capturar o cliente que busca a estética de off-road de luxo, mas leve (chegar no sítio ou trafegar em estrada de terra batida, onde raramente usaria o 4x4). Tudo, porém, sem necessariamente abrir mão do conforto urbano.
O modelo de entrada e os carros-chefe trazem linhas que remetem aos utilitários britânicos. Isso reflete em silhuetas quadradas e superfícies limpas, uma escolha estética que comunica status e resistência.
No interior, a aposta recai sobre telas de alta resolução, materiais sintéticos que simulam couro de alta qualidade e uma ergonomia pensada para viagens de longa distância, reforçando o conceito de Travel + que a marca utiliza globalmente.
O Jetour S06 (R$ 199.990) entra no olho do furacão dos SUVs médios: de olho na fatia de Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. Enquanto as versões intermediárias desses SUVs nacionais orbitam entre R$ 190.000 e R$ 220.000, a Jetour entrega um conjunto híbrido plug-in (PHEV) de 315 cv e capacidade de rodar até 70 km apenas no modo elétrico. O motor 1.5 turbo combinado a outro elétrico podem chegar a 32 km/l de consumo ou quase 1.200 km de autonomia combinada. Só na gasolina, faz 13,4 km/l na média.

No visual, o Jetour “de entrada” no Brasil, na versão Advance, conta com acabamento interno em material sintético, tela central sensível ao toque de 12,8 polegadas, iluminação full LED, câmera 360 graus, rodas de 18” e três modos de condução.

A opção superior Premium acrescenta rodas de 20”, multimídia de 15,6”, sistema de som com assinatura Sony e nove alto-falantes, banco do motorista com 10 ajustes elétricos e câmera 540°. Completam o teto solar panorâmico e sistemas avançados de assistência à condução (nível 2 de recursos Adas), entre outros.
O S06 tem como principal concorrente o BYD Song Pro/Plus, que muda em breve.

O Jetour T1 é um SUV híbrido plug-in (PHEV) com o mesmo 1.5 turbo a gasolina (135 cv) do S06, combinado a outro elétrico (204 cv). Combinados, eles rendem 315 cv de potência e 52 kgfm de torque. A bateria de 26,7 kWh entrega autonomia elétrica de 88 km e alcance total de 1.200 km.

Traz central multimídia de 15,6”, painel digital de 10,3”, som Sony com nove alto-falantes e teto solar. Em segurança, dispõe de frenagem de emergência, monitoramento de ponto cego e câmeras de 540°.
Com o T1 a R$ 249.900, a marca busca ocupar um nicho de design que estava órfão de opções acessíveis.

Um dos concorrentes é o Ford Bronco Sport, que custa R$ 270.000, R$ 20 mil acima do T1. O Jetour é equipado com conjunto híbrido plug-in contra o motor apenas a combustão do Ford. O impacto é a democratização do visual "box" (quadradão) com eficiência energética.
Frente ao Jeep Commander, de sete lugares, o T1 Premium (R$ 264.900) desafia as versões 1.3 turbo do Jeep em refinamento de cabine e potência. Com isso, atrai quem não precisa da terceira fileira de bancos, mas exige presença e status.

A vida do Jetour T2 (com preços de R$ 289.900 e R$ 299.900) pode ser mais difícil ou simplesmente surpreender. Ele pode decepcionar por seu visual sugerir ser um off-road aventureiro e na verdade ele é um 4x2 com tração dianteira.

Ou agradar a quem justamente não faz questão de aventuras na lama. A ideia é ter um carro robusto, para rodar no asfalto ou terra batida, com muito conforto e tecnologia.
O T2 é um SUV híbrido plug-in com motor 1.5 turbo combinado a dois motores elétricos, gerando 62,2 kgfm de torque e potência combinada de 320 cv. A autonomia total estimada é de 1.100 km.
Disponível nas versões Advance (R$ 289.900) e Premium (R$ 299.900), o T2 conta com central multimídia de 15,6”, pacote de segurança completo, garantia de 7 anos para o veículo e 8 anos para o sistema elétrico.

Um item só presente nos off-road “raiz” e encontrado neste 4x2 é o detector de alagamento. O sistema utiliza sensores ultrassônicos para monitorar em tempo real a profundidade da água de um rio ou enchentes. Com isso, ele garante a travessia segura de áreas alagadas de até 70 cm.
Para os puristas dos off-road raiz, o consolo é que a Jetour já confirmou a vinda no segundo semestre do T2 4x4.

A estratégia, segundo Sampaio, é justamente oferecer um SUV mais acessível, de impacto visual, luxo, sistema híbrido e condução semiautônoma, mas sem pagar o prêmio pelo chassi de longarina e tração integral pesada, que o cliente não vai usar.
Quando comparado a um Land Rover, por exemplo, o impacto é puramente financeiro e de volume. Um Defender 110 não sai por menos de R$ 745.000. A Jetour entrega uma boa dose de experiência visual e tecnológica por menos da metade do preço.

Para o público urbano, que busca um SUV robusto pelo design, a economia de mais de R$ 400 mil é um argumento difícil de ignorar.
O principal concorrente, no entanto, é o conterrâneo GWM Tank 300. Ele entrega aventura de verdade e robustez mecânica. Seu custo de R$ 339 mil, porém, chega perto de R$ 40 mil a mais que o T2. Mas para quem vai deixar os recursos off-road “enferrujar”, vale mais a pena optar pelo Jetour 4x2.

O sucesso da Jetour no Brasil, contudo, dependerá de fatores que vão além da qualidade do produto. A construção de uma rede de concessionárias e a garantia de disponibilidade de peças de reposição são seus maiores desafios operacionais.
A Jetour informa que trabalhará com lotes mensais de importação, ajustando volumes conforme o mercado. A marca inicia com 14 pontos de exposição, passando para 60 pontos de venda em março e 100 lojas até o fim do ano.

O mercado brasileiro já presenciou marcas que chegaram com produtos competitivos, mas falharam no pós-venda, gerando desvalorização acentuada.
Para evitar esse cenário, a Jetour precisará demonstrar um compromisso de longo prazo. E investir, não apenas em marketing, mas em logística e treinamento técnico para suas oficinas autorizadas.
Afinal, o consumidor deste segmento é exigente e prioriza a experiência de propriedade. A percepção de valor será decisiva. Oferecer SUVs de luxo a um preço competitivo pode converter clientes de marcas tradicionais, mas a durabilidade e a eficiência do pós-venda serão o verdadeiro teste.
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