De olho na saúde (financeira): Starbucks mira público fitness com bebidas proteicas e sem açúcar
Cafés proteicos e bebidas consideradas mais saudáveis fazem parte da estratégia de reestruturação da marca para atrair mais clientes

Nos dias de hoje, consumir proteína a cada refeição se tornou quase que obrigatório. No Estados Unidos, 80% dos consumidores afirmam que a proteína é o principal nutriente que procuram na dieta, de acordo com a Food & Health Survey elaborada pelo International Food Information Council (IFIC) em julho de 2025. E o Starbucks quer se aproveitar dessa tendência.
Os novos cafés proteicos do Starbucks

A rede de cafeterias americana está lançando novas bebidas “ready-to-drink" em seu portfólio. A principal novidade da linha é o Starbucks Coffee & Protein, que combina café da marca com 22 gramas de proteína, além de fibras, vitaminas e minerais. As bebidas chegam ao mercado em 23 de março (por enquanto, apenas nos Estados Unidos).
Além das bebidas proteicas, a marca também apresentou novos produtos voltados para quem procura opções com menos açúcar ou menos calorias.
Entre eles está o Starbucks Doubleshot Energy Zero Sugar, uma versão sem açúcar da tradicional bebida energética de café da empresa, com menos de 100 calorias por lata.
Há também o Frappuccino Lite Chocolate Hazelnut Gelato, uma versão de 100 calorias da bebida gelada, com sabor de chocolate e avelã e sem adição de açúcar.
Cafeteria também oferece bebidas proteicas feitas na hora

A estratégia de cafés proteicos não é de hoje. Em setembro do passado, o Starbucks introduziu os Protein Lattes e Protein Matchas como itens permanentes do cardápio das cafeterias físicas nos Estados Unidos e no Canadá. As bebidas são preparadas com leite enriquecido com whey protein, produzido diariamente nas lojas pelos baristas.
Leia Também
Agora, a nova linha “pronta para beber” amplia a estratégia do Starbucks para além das cafeterias, levando os produtos para os supermercados.
O gigante do café está de olho na sua saúde (financeira)
É verdade que consumir proteína tem lá suas vantagens. O macronutriente não só auxilia na construção da massa muscular, como também promove uma maior sensação de saciedade.
Mas a escalada da demanda de alimentos proteicos é justificada, sobretudo, pela priorização da saúde e do bem-estar na rotina individual — tendência que expandiu desde a pandemia de Covid-19, segundo relatório da Grand View Research.
Ainda de acordo com a empresa de pesquisa, esse mercado movimentou mais de US$ 55 bilhões no mundo em 2025 — e o esperado é que ele alcance US$ 83.35 bilhões em 2033.
E Brian Niccol, atual CEO do Starbucks, tem ciência disso
O empresário assumiu o cargo em setembro de 2024, com a missão de reestruturar a rede com mais de 40 mil cafeterias pelo mundo que enfrentava quedas de vendas sucessivas.
A escolha de Niccol não foi por acaso: no passado, ele foi responsável por revitalizar as redes de restaurante Chipotle e Taco Bell, também como CEO.
Agora, ele lidera a reformulação na estratégia do Starbucks. E, de acordo com o resultado da companhia no primeiro trimestre fiscal de 2026, parece que vem funcionando.
Isso porque a marca registrou crescimento de vendas nos EUA pela primeira vez em dois anos. As vendas globais também aumentaram 4% na comparação anual. O número é visto como um efeito da estratégia de restruturação “Back to Starbucks”, desenhada por Niccol.
“Back to Starbucks”
Durante décadas, a Starbucks construiu sua reputação com base em dois pilares: um cardápio altamente personalizável e a experiência das lojas.
O diferencial estava na possibilidade de montar bebidas sob medida e consumi-las em um ambiente acolhedor, pensado para que o cliente pudesse ficar, trabalhar ou encontrar amigos. Esse conceito de “terceiro lugar”, entre casa e trabalho, ajudou a transformar a Starbucks em um fenômeno cultural que conquistou o mundo.

Com o crescimento acelerado da rede, porém, esse modelo começou a mudar. Para aumentar o volume de vendas, a empresa passou a apostar cada vez mais em pedidos rápidos e consumo fora da loja, ampliando drive-thrus, pedidos por aplicativo e até unidades voltadas apenas para retirada.
A estratégia funcionou para escalar o negócio, mas também acabou diluindo parte da experiência que havia definido a marca.
Mas foi a partir da pandemia de Covid-19 que o negócio “desandou de vez”
Naturalmente, as vendas caíram no período em que o isolamento era obrigatório. E com a volta do comércio no pós-pandemia, o Starbucks aumentou os preços e passou a concorrer com cafeterias menores, mais acolhedoras e com um cardápio mais alinhado ao consumidor fitness da nova geração.
Diante disso, a iniciativa “Back to Starbucks” busca recuperar a experiência da marca. Para isso, Brian Niccol tem apostado em tornar as lojas mais confortáveis e convidativas, com melhorias no ambiente, no atendimento e na consistência da operação.
Parte do plano também envolve simplificar operações internas para reduzir filas e tornar o serviço mais ágil, sem perder o caráter artesanal das bebidas. A prática de escrever os nomes dos clientes à mão, por exemplo, foi retomada.
O cardápio também mudou. A empresa reduziu os itens do menu e, ao mesmo tempo, continua lançando novidades capazes de manter o interesse do consumidor.
Dentre elas, estão justamente as bebidas mais alinhadas às tendências atuais de consumo, como opções com menos açúcar, ingredientes funcionais e maior valor nutricional, caso das novas bebidas proteicas.

RUA DO COOKIE
Lojas de cookies disputam espaço na Rua dos Pinheiros, em São Paulo; qual o melhor e quanto custam?
28 de outubro de 2026 - 9:16ENTREVISTA
Amyr Klink comenta a jornada para ver sua história no cinema: “no Brasil, ninguém se interessa muito”
28 de outubro de 2026 - 8:16JOGADOR BILIONÁRIO
Craque empreendedor: Messi encomenda iate de R$ 56 milhões para sua empresa de aluguel de barcos de luxo
27 de outubro de 2026 - 18:00TURISMO COM ANIMAIS
O passeio mais tradicional (e polêmico) de Nova York vai ser banido; entenda o motivo
27 de outubro de 2026 - 10:55ENCONTRO DE NEGÓCIOS
Onde almoçar com clientes? 13 restaurantes para fazer reunião de negócios em SP, Rio e Salvador
27 de outubro de 2026 - 9:16ESPORTE DA VEZ
A febre do pickleball: o esporte que está bombando nos EUA vai se tornar olímpico até 2032?
27 de outubro de 2026 - 8:16TÊNIS HÍBRIDO
Sapatilha da New Balance? Tênis de balé viram tendência entre marcas esportivas, da Puma à Adidas
26 de outubro de 2026 - 16:35UNIFORME DOS BILIONÁRIOS
Brunello Cucinelli: a grife de roupas quiet luxury favorita dos oligarcas da tecnologia
26 de outubro de 2026 - 9:16ALTA GASTRONOMIA
Aponiente: como o restaurante três estrelas Michelin transformou uma área degradada de Cádiz
26 de outubro de 2026 - 8:16O MAIS CARO É MELHOR?
Dia do Macarrão: chefs explicam por que o mesmo prato pode custar R$ 30 em um restaurante e R$ 300 em outro
25 de outubro de 2026 - 9:00MODELO DE NEGÓCIO
Como funciona o Cirque du Soleil? Veja os números e a estrutura por trás da turnê ‘Alegría’
24 de outubro de 2026 - 8:00DA AMÊNDOA À BARRA
Não é “sabor chocolate”! Feira reúne marcas bean to bar no Mercado de Pinheiros; veja a programação
23 de outubro de 2026 - 10:30CASO A CASO
Da pele ao osso: o que cada procedimento estético consegue tratar e até onde eles chegam
23 de outubro de 2026 - 8:16PARIS EM CHAMAS
Protestos na França fazem Art Basel Paris fechar antes do previsto; entenda o impacto no turismo
22 de outubro de 2026 - 17:00BRINDE À BRASILEIRA
A vez da borbulha brasileira: entre Prosecco e Champagne, espumante nacional vive auge – e novos desafios
22 de outubro de 2026 - 15:57MODA NO AVIÃO
Emirates agora quer vestir seus passageiros e lança coleção de roupas para viajar e treinar; veja preços
22 de outubro de 2026 - 15:13O MILHÃO BANALIZOU?
De sonho de consumo a preço de tabela: como R$ 1 milhão virou o ‘novo normal’ do luxo
22 de outubro de 2026 - 8:16QUESTÃO DE TIMING
Art.PE encerra em dúvidas o calendário de feiras brasileiras em 2026
21 de outubro de 2026 - 12:23OS 100 MELHORES
50 Best destaca Nelita e Evvai, de São Paulo, entre os 100 melhores restaurantes do mundo
21 de outubro de 2026 - 9:27BRAVO, BRAVO!