Emissão global de títulos sustentáveis deve chegar a US$ 900 bilhões em 2026, diz Moody’s
Mesmo com cenário político mais desafiador, investimentos em projetos ambientais, transição climática e infraestrutura digital sustentam o mercado

Apesar de um cenário político mais complexo e de disputas por orçamento em várias regiões, a emissão global de títulos sustentáveis deve somar cerca de US$ 900 bilhões em 2026, praticamente repetindo o volume de 2025, segundo projeção da Moody’s.
A estabilidade mostra que os investimentos ligados à agenda climática seguem avançando.
Com catástrofes ambientais cada vez mais extremas, governos devem buscar financiamentos para projetos de adaptação e resiliência às mudanças climáticas. Além disso, empresas devem lançar títulos para projetos de transição energética.
A busca por fontes de energia renovável, principalmente para abastecer centros de processamentos de dados voltados à inteligência artificial, também está no centro desse movimento.
De acordo com a agência, os projetos ambientais continuam no centro do mercado, puxados principalmente por emissores que já atuam com frequência nesse tipo de instrumento.
Títulos verdes seguem liderando
A Moody’s estima que, em 2026, a emissão global será composta por US$ 530 bilhões em títulos verdes, US$ 115 bilhões em títulos sociais, US$ 190 bilhões em títulos de sustentabilidade, US$ 40 bilhões em títulos de transição e US$ 25 bilhões em títulos vinculados à sustentabilidade (os chamados SLBs).
Leia Também
Os títulos verdes devem responder por quase 60% de todo o mercado, mantendo a liderança. Projetos de energia renovável e eficiência energética continuam sendo os principais motores, sobretudo entre emissores já consolidados.
Aos poucos, porém, o segmento deve se diversificar, com mais investimentos em adaptação climática, infraestrutura digital e em setores que estão lutando para se descarbonizar.
Já os títulos sociais devem continuar em um patamar mais baixo. As emissões previstas terão um volume um pouco maior do que o registrado em 2025, mas ainda bem distante do pico observado em 2021, durante a pandemia.
Segundo a Moody’s, há pouco espaço para uma expansão mais forte, especialmente entre empresas privadas, que tendem a financiar projetos sociais dentro dos títulos de sustentabilidade, que que combinam projetos verdes e sociais.
Esse formato, que deve ter um volume de emissões semelhante ao ano anterior, tem se mostrado mais resistente ao longo do tempo, justamente por permitir que os emissores reúnam diferentes tipos de projetos em uma mesma estrutura.
América Latina cresce pouco e segue com peso reduzido
A América Latina e no Caribe é uma região bastante exposta a riscos ambientais e sociais, o que cria grandes necessidades de investimento em desenvolvimento sustentável. Ainda assim, o mercado avança mais lentamente, segundo a Moody’s.
A expectativa é de uma recuperação moderada da emissão de títulos sustentáveis em 2026, depois de um desempenho fraco em 2025. No ano passado, os volumes somaram US$ 23 bilhões, o equivalente a apenas 3% do total global — bem abaixo do recorde de US$ 56 bilhões registrado em 2023.
Um ponto positivo é a forte atuação do setor público, com governos e bancos públicos de desenvolvimento liderando boa parte das emissões, o que sustenta uma perspectiva mais favorável no longo prazo.
Financiamento da transição começa a ganhar força
O financiamento da transição climática deve ganhar mais espaço em 2026, à medida que o mercado passa a adotar novos padrões. No entanto, esbarra em um problema: investidores têm visões diferentes sobre o que pode ou não ser considerado um projeto de transição confiável.
Embora os títulos verdes continuem sendo o principal instrumento para que empresas e governos diminuam a emissão de gases causadores do efeito estufa, novas diretrizes devem ajudar a ampliar o uso de títulos e empréstimos de transição, que até pouco tempo estavam concentrados principalmente na Ásia.
A projeção da Moody’s é de cerca de US$ 40 bilhões em emissões desse tipo em 2026, quase o dobro do recorde registrado em 2024.
Adaptação, resiliência e natureza entram no foco
Além da mitigação, temas como adaptação e resiliência às mudanças climáticas devem ganhar mais atenção.
Com eventos extremos cada vez mais intensos, governos passaram a incluir esse tipo de projeto em seus programas de financiamento, mesmo com os desafios de viabilidade financeira.
A agenda ligada à natureza e à biodiversidade também tende a avançar, com mais emissões usando o rótulo de títulos azuis para financiar projetos ligados ao oceano e ao litoral.
A Moody’s vê ainda espaço para o crescimento do mercado de títulos de catástrofes, impulsionado tanto pela demanda de emissores que buscam transferir riscos quanto pelo interesse de investidores em retornos ajustados ao risco.
Infraestrutura digital abre novas frentes
O avanço da infraestrutura digital aparece como uma das principais novas oportunidades para a dívida sustentável.
A necessidade de ampliar a capacidade de data centers, impulsionada por inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, deve acelerar em 2026. A Agência Internacional de Energia estima que o consumo de eletricidade desses centros chegue a cerca de 600 terawatts-hora (TWh) no próximo ano.
Com isso, a expectativa é que mais títulos sustentáveis passem a incluir projetos de data centers, com atenção redobrada ao uso intensivo de energia e água.
Além das emissões corporativas, esse movimento deve envolver também operações estruturadas e iniciativas soberanas, ampliando as formas de financiamento do setor.
Europa segue na liderança
No recorte regional, a Europa deve continuar liderando a emissão de títulos sustentáveis em 2026, mantendo uma tendência observada desde 2017. Em 2025, a região respondeu por US$ 379 bilhões, cerca de 47% do total global.
A Ásia-Pacífico deve seguir como a segunda maior emissora, enquanto a América do Norte tende a manter participação reduzida, influenciada principalmente pelo ambiente político nos Estados Unidos.
Já o Oriente Médio e a África devem continuar com uma fatia menor do mercado, mas com espaço para crescer, apoiados pela demanda internacional e pelos investimentos em energia limpa.
PARA NUNCA MAIS TER PROBLEMAS
Ganhar na loteria uma vez por mês? Veja quanto rende o prêmio de R$ 200 milhões da Mega-Sena acumulada
22 de outubro de 2026 - 7:14PLANEJAMENTO FUTURO
Não dependa do INSS: previdência antes restrita a quem trabalha em grandes empresas agora está aberta para você
22 de outubro de 2026 - 6:03SD EXPLICA
Seu inquilino está inadimplente? Entenda o que você pode fazer para não acabar perdendo o seu imóvel
21 de outubro de 2026 - 17:21IMPOSTOS
Decisão do STF garante isenção de ITBI para holdings familiares quando imóveis passam a integrar o capital da empresa
20 de outubro de 2026 - 19:07UM 'PRÊMIO' DE LOTERIA POR MÊS
Mega-Sena acumulada: quanto rende o prêmio de R$ 185 milhões na renda fixa conservadora
19 de outubro de 2026 - 10:19LOTERIAS
Mega-Sena acumula para R$ 185 milhões, mas Lotofácil faz três ganhadores; veja os resultados deste domingo (8)
18 de outubro de 2026 - 12:19Conteúdo Empiricus
ChatGPT e Gemini comendo poeira? Especialista em IA revela por que Claude ‘nada de braçada’ quando o assunto é investir com auxílio da tecnologia
18 de outubro de 2026 - 10:00TENTAR A SORTE
Ainda dá tempo de ficar milionário: Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 170 milhões neste domingo
17 de outubro de 2026 - 9:15Conteúdo BTG Pactual
Seu filho pede dinheiro toda semana? Talvez seja a hora de ensinar educação financeira na prática; veja como
16 de outubro de 2026 - 10:00RENDA MENSAL MILIONÁRIA
Adeus, trabalho! Quanto rende o prêmio de R$ 170 milhões da Mega-Sena acumulada na renda fixa conservadora
16 de outubro de 2026 - 9:41RENDA MENSAL MILIONÁRIA
É possível gastar tanto dinheiro? Veja quanto rende o prêmio de R$ 150 milhões da Mega-Sena acumulada
14 de outubro de 2026 - 8:44APOSENTADORIA
A previdência privada mais popular do mundo não funciona no Brasil — e o motivo não é o INSS
14 de outubro de 2026 - 6:05LOTERIAS
Lotofácil faz ganhadores em Goiás e no Piauí; Mega-Sena acumula para R$ 150 milhões
11 de outubro de 2026 - 12:07FILOSOFIA DE INVESTIMENTO
Estoicismo: a filosofia de Epicteto aplicada aos investimentos e à liberdade financeira
11 de outubro de 2026 - 10:08Conteúdo Empiricus
Ação recomendada pela Empiricus em agosto acumula alta de mais de 60% com as Eleições 2026; entenda
10 de outubro de 2026 - 14:00DEVO, NÃO NEGO...
Atrasou o financiamento? Saiba o que o banco pode ou não fazer e como renegociar para não perder o imóvel
9 de outubro de 2026 - 6:03Conteúdo Empiricus
Até IPCA+ 10,68% sem IR: Esse investimento ainda paga juros reais altos — e não se trata de nenhum título público
3 de outubro de 2026 - 14:00SD EXPLICA
Você pagou mais IPTU do que deveria? Veja como conferir e pedir o dinheiro de volta
2 de outubro de 2026 - 11:31RANKING DA CAPITAL PAULISTA
Aluguel de 50 metros em bairros cobiçados de SP custa a partir de R$ 1.876. Onde estão os mais baratos?
30 de setembro de 2026 - 17:30FINANÇAS PESSOAIS