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Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
Depois das festas de final de ano, enquanto o brasileiro já espera ávido pelo carnaval, em março, as farmácias e farmacêuticas no Brasil também aguardam ansiosamente a chegada do mês, mas por outro motivo: a liberação da patente do Ozempic, que deve expirar nessa data.
Na visão do Itaú BBA, o Brasil tem muito a ganhar com isso. Para analistas do banco, é difícil que o mercado de canetas emagrecedoras não atinja os R$ 50 bilhões até 2030, em relação aos aproximados R$ 10 bilhões atuais. Isso implica em um crescimento anual de 40%.
Esses números consideram que cerca de 15 milhões de adultos com sobrepeso ou obesidade estejam em tratamento daqui a quatro anos, e que medicamentos genéricos e similares ao Ozempic terão desconto de 50% em relação aos preços de hoje, com duração média de seis meses e cerca de 30% dos pacientes optando por doses reduzidas.
O impacto do fim da patente na receita das redes de farmácias pode ser gigante. “Na projeção principal, os GLP-1 [base das canetas emagrecedoras, que imita o efeito do hormônio de saciedade] devem responder por cerca de 20% das receitas de RD Saúde (RADL3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3) em 2030, versus o intervalo de 8% a 9% atualmente”, escreve o time de análise em relatório.
No pior cenário, a estimativa considera 9 milhões de adultos em tratamento, com as demais premissas mantidas, o que resultaria em um mercado de R$ 36 bilhões, 29% abaixo do cenário-base. Já no melhor dos casos, com 21 milhões de pessoas usando o genéricos de Ozempic, o mercado poderia alcançar R$ 65 bilhões.
Especificamente no caso do Brasil, a entrada de similares e genéricos do Ozempic deve reduzir de forma substancial os preços, ampliar o acesso para além dos consumidores de renda mais alta e permitir que redes menores de farmácias participem mais dessa categoria.
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“Com base em precedentes históricos de outros medicamentos, esperamos um salto estrutural na penetração e nas vendas após 2026, posicionando o GLP-1 como um dos principais vetores de crescimento do varejo farmacêutico no médio prazo”, diz o relatório.
A casa também cita a visível preocupação dos brasileiros com imagem corporal como um elemento favorável à forte expansão da demanda pelo medicamento no país, já que representamos parte relevante do mercado de beleza e cuidados pessoais, além de procedimentos estéticos e cirúrgicos.
Para a RD Saúde, o Itaú BBA estima que os medicamentos de GLP-1 responderam por 8,1% das vendas no varejo no terceiro trimestre de 2025, alta de 87% na comparação anual. Para 2027 e 2028, a fatia é bem maior, de 11,4% e 13,9% respectivamente.
E, ainda que a concentração de vendas se dissipe dos grandes players depois do fim da patente, esses medicamentos ainda devem ser mais relevantes para a RD do que o restante do varejo farmacêutico. A empresa é sustentada por maior poder de negociação, relacionamentos mais próximos com fabricantes, uma rede de lojas mais concentrada em regiões de maior renda e a expansão da capacidade de cadeia fria da companhia.
Assim, a estimativa de lucro líquido é de R$ 1,7 bilhão em 2026 e R$ 2,1 bilhões em 2027, com múltiplos de preço sobre lucro (P/L) de 24,5 vezes e 19,8 vezes, respectivamente.
Já para a Pague Menos, a expectativa é de que as receitas de genéricos de Ozempic representem 10,6% e 13,0% do faturamento de varejo em 2026 e 2027, respectivamente, sustentando um lucro líquido estimado de R$ 389 milhões em 2026 e R$ 528 milhões em 2027, com múltiplos de 11 vezes e 8 vezes, respectivamente.
No cenário-base para a Panvel, as receitas de GLP-1 devem responder por 10,8% em 2026 e 13,1% em 2027 do varejo, somando R$ 0,7 bilhão e R$ 1 bilhão, respectivamente, ante 7,7% em 2025 (R$ 500 milhões). Esse avanço sustenta lucro líquido estimado de R$ 185 milhões em 2026 e R$ 232 milhões em 2027, com múltiplos de P/L de 9,9 vezes e 7,9 vezes.
Entre as três, o Itaú BBA prefere PGMN3 e PNVL3. “Embora as três companhias estejam bem posicionadas para se beneficiar da tendência do GLP-1, seguimos preferindo Pague Menos e Panvel por oferecerem um ponto de entrada mais atraente em termos de valuation, ao mesmo tempo em que se beneficiam dos ventos estruturais favoráveis da categoria.”
O setor farmacêutico já vem se posicionando para ampliar a oferta de semaglutida, e algumas empresas devem sair na frente. Pelas regras da Anvisa, a análise dos registros seguiu a ordem de protocolo, com prioridade para companhias que produzem o insumo ou o medicamento no Brasil, o que criou uma vantagem inicial para alguns fabricantes.
Segundo o Itaú BBA, a Hypera (HYPE3) está bem posicionada para comercializar a semaglutida, o que abre uma oportunidade relevante de crescimento de receitas a partir de 2026.
Ainda assim, há incertezas sobre o impacto na rentabilidade, já que o lançamento exigirá investimentos em força de vendas, marketing médico e pode pressionar o capital de giro, além da concorrência crescente de medicamentos à base de tirzepatida.
Por outro lado, empresas de alimentos associadas a dietas mais indulgentes, ricas em carboidratos, bebidas alcoólicas e varejistas de alimentos podem enfrentar uma pressão adicional sobre volumes.
Entre as empresas mais expostas estão as companhias de alimentos e bebidas Ambev (ABEV3), M. Dias Branco (MDIA3), Camil (CAML3) e o Assaí (ASAI3), que já reconheceu o GLP-1 como um possível vento contrário para o crescimento de vendas mesmas lojas. Segundo o banco, o impacto ainda deve ser limitado no curto prazo, mas merece atenção como uma tendência estrutural que começa a ganhar tração.
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