Itaú (ITUB4) ou Banco do Brasil (BBSA3)? Saiba qual é o melhor banco da bolsa, segundo o Bradesco BBI
Corretora manteve recomendação de compra para a ação do Itaú, com preço-alvo de 45; confira as projeções para o resto do setor

O Itaú Unibanco (ITUB4) continua ocupando o posto de favorito do Bradesco BBI entre os grandes bancos brasileiros. Em um momento em que o setor financeiro ainda convive com incertezas, os analistas reforçaram a confiança na capacidade do banco de entregar resultados consistentes e atravessar um cenário mais desafiador.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira (17), a equipe liderada do BBI manteve a recomendação “outperform” (equivalente à compra) para as ações do Itaú e o preço-alvo de R$ 45 para os papéis — o que implica um potencial de valorização de cerca de 10,5% em relação ao fechamento de hoje.
Ao mesmo tempo, os analistas revisaram suas projeções para Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11), reduzindo os preços-alvo das duas instituições e mantendo classificação neutra para ambas.
Itaú segue como favorito do Bradesco BBI
Segundo o relatório, o Itaú reúne características que o diferenciam dos concorrentes neste momento.
Os analistas destacam a combinação entre um balanço defensivo e um histórico sólido de execução, fatores que sustentam a preferência pelo banco mesmo em um ambiente considerado desafiador.
A equipe do Bradesco BBI também atualizou suas estimativas de lucro líquido para os próximos anos.
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A projeção para 2026 foi ajustada de R$ 51,105 bilhões para R$ 50,552 bilhões. Já para 2027, a expectativa permaneceu praticamente inalterada, passando de R$ 55,888 bilhões para R$ 55,898 bilhões.
Banco do Brasil tem projeções reduzidas
Para o Banco do Brasil, os analistas apontaram que ainda há baixa visibilidade sobre a trajetória da qualidade do crédito, fator que motivou uma postura mais cautelosa. O preço-alvo para as ações foi reduzido de R$ 21 para R$ 20.
As estimativas de lucro também sofreram cortes. Agora, a expectativa é de que o banco registre lucro líquido de R$ 17,563 bilhões neste ano, abaixo dos R$ 23,006 bilhões projetados anteriormente.
Para o próximo exercício, a previsão passou de R$ 31,145 bilhões para R$ 26,175 bilhões.
Santander enfrenta perspectivas mais fracas
No caso do Santander Brasil, o Bradesco BBI reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 33 para R$ 29, mantendo recomendação neutra.
Os analistas justificaram a revisão com expectativas de menor crescimento da carteira de crédito e desempenho mais fraco das operações de tesouraria.
As projeções de lucro líquido também foram revisadas para baixo. A estimativa para este ano caiu de R$ 16,765 bilhões para R$ 15,631 bilhões. Já para 2027, a previsão passou de R$ 19,875 bilhões para R$ 17,272 bilhões.
*Com informações da Reuters e do Money Times
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